sexta-feira, 25 de maio de 2012

Essa minha postagem é uma homenagem a novela Corações Feridos

Esse texto é um "aprofundamento" de uma das cenas do capítulo 90 da novela Corações Feridos, exibida pela emissora SBT. A adaptação feita pela autora Íris Abravanel, foi baseada na novela A Mentira. Essa cena foi inspirada na novela, mas devido aos imensos cortes,e em acordo com as meninas do site Rede Notícia resolvi criar uma história mais profunda desta cena. Essa "criação" é uma homenagem a novela que encantou todo o Brasil. Corações Feridos nos fez rir, chorar, enfim, nos fez sentir um misto de emoções e sentimentos, mas que infelizmente chegou ao fim. Corações Feridos encerrou seu ciclo. Aos corações dos telespectadores só ficaram um vazio, um enorme vazio, mas que com o tempo será preenchido por outra novela, ou outros personagens, ou outra história. Mas por enquanto vamos nos distraindo e matando as saudades, lendo as cenas criadas pela Patt, por esta logo abaixo, criada por mim, e as outras cenas criadas pelas outras meninas participantes do site Rede Notícia.

Amanda e Eduardo
Legenda:
(A) – Falas da Amanda
(E) – Falas do Eduardo

(E) - Amanda, eu estou morrendo de saudades da nossa casa, do nosso quarto, sabe cansei deste quarto de hotel...
(A) – Ah amor, meus tios convidaram a gente para ficar lá, mas eu não aceitei, fiquei com medo de incomodá-los, e também achei que você não ia querer, aí...
(Eduardo a interrompe antes que ela termine a frase)
(E) – Não Amanda! Acho que você não entendeu, eu quero ir embora de São Paulo o mais rápido possível. Eu já resolvi tudo o que tinha que resolver aqui e também tenho muitos problemas relacionados a compra do nosso café, tudo por causa daquele ciclone que prejudicou a nossa produção. Mas você pode ficar tranquila, não estou te chamando para ir hoje, ou amanhã, você pode ficar mais um tempo aqui com a sua família, seus amigos, eu sei que você sente falta disso.
(A) – Edu, é claro que eu sinto saudades de todos, mas eu descobri que por mais que seja doído, eu consigo viver longe deles, mas viver longe de você é impossível, você é o ar que eu respiro, quando você está longe eu sinto que vou sufocar, eu fico sem chão.
(Eduardo abre um largo sorriso e fica parado olhando para Amanda sem dizer nada)
(A) – O que foi? Porque está me olhando assim? (Amanda se faz de desentendida e Eduardo lhe rouba um beijo)
(E) – Eu já disse que te amo hoje?
(A) – Hum... deixa eu pensar... (Amanda faz um charminho, Eduardo não resiste e a derruba com delicadeza sobre seus braços )
(Eles ficam ali, abraçados e acarinhando o filho, com as duas mãos juntas, por um longo tempo, até que Amanda rompe o silêncio.)
(A) - E eu te agradeço por tudo meu amor, pelos teus carinhos, pela tua compreensão, eu quero que você saiba que eu também te entendo e sei que você precisa voltar para a fazenda, mas eu queria ficar aqui pelos mais uns três dias, só para ter certeza que todo mundo vai ficar bem. Os meus tios ficaram muito abalados com esse acidente do Vítor, e eu também quero saber se ele vai ficar bem, ele é meu primo e eu me preocupo muito com ele, foi horrível encontrá-lo caído no meio da rua, desacordado, ai que horror, não quero nem me lembrar disso.
(E) – Porque será que eu tinha certeza que o Vítor estava envolvido nesta sua decisão de ficar mais uns dias aqui em SP? (Eduardo responde aparentemente chateado)
(A) – Eduardo? Para com isso, eu amo o Vítor, mas como se ama um irmão, um amigo, só isso!(diz Amanda espantada, ao levantar seu rosto que estava encostado na face de  Eduardo)
(E) – É só isso mesmo Amanda? (Eduardo pergunta, já se levantando da cama)
Ninguém pede para um “irmão” assumir um filho que não era seu só para enganar o marido.
(A) – Eu não acredito que você ainda não entendeu essa história, eu já te expliquei tantas vezes porque eu fiz isso, Eduardo. (Amanda tenta acalmar o marido)
(E) – Cansei Amanda, eu não quero discutir mais com você, se você quiser ficar com o Vítor, fica, seus tios iriam adorar isso, eu tenho certeza que agora que eles já sabem quem realmente a Aline é, eles ficariam radiantes se você voltasse para São Paulo  se casasse com o Vítor. E você com certeza seria muito mais feliz aqui, perto das pessoas que você tanto ama.
(A) – Eduardo, agora quem diz chega sou eu, você não tem o direito de me dizer nada disso, (grita Amanda aos prantos). Você mais uma vez está sendo injusto comigo, me acusando e tirando suas próprias conclusões, sem nem deixar eu me defender.
(E) – Pensa, pensa, pensa Amanda, pensa no que é melhor para você.
(Eduardo termina de se vestir e caminha rumo à porta. Amanda grita por seu nome, ele lhe diz poucas palavras.)
(A) – Eduardo aonde você vai? Eduardo!
(E) – Eu vou esfriar a cabeça, continuar aqui só vai piorar tudo.
(A) – Volta aqui, vamos conversar, por que você faz isso, hein?
Eduardo... (Amanda grita, mas Eduardo sai.)
(Amanda conversa sozinha no quarto)
(A) – Ai Eduardo, porque você é assim? Porque você faz isso comigo? Porque você tem o dom de me deixar tão confusa? Porque?
(Amanda senta- se no canto da cama e chora desesperadamente por alguns momentos. Ao levantar-se sente uma leve tontura e uma pontada em sua barriga.)
(A) – Quer saber, eu vou procurar meu marido, ficar aqui chorando não vai salvar o meu casamento!
(Amanda levanta-se) Ai, ai, o que está acontecendo? Calma Amanda, calma. Está tudo bem. Vai ficar tudo bem. (Amanda pega seu celular, liga para Eduardo, mas ele não atende, ela decide passar uma mensagem, mas antes que possa terminá-la ela perde os sentidos e cai no chão.)
(Enquanto isso Eduardo vai até o bar do hotel e pede um drink. Ele senta em uma mesa afastada e começa a pensar.)
(E) – Quando será que nós vamos conseguir realmente nos perdoar de todos os erros cometidos no passado? Será que esse dia realmente vai chegar? Ai, Amanda, Amanda...
Mas a culpa é toda minha, eu sou o único responsável por você não confiar em mim, porque eu destruí todos os seus sonhos, as suas ilusões logo depois do nosso casamento.
(Eduardo deixa o dinheiro para pagar a conta sobre a mesa e sai correndo até o quarto. Ao chegar lá não encontra Amanda, a princípio.)
(E) – Amanda? Amanda, você está aqui?
Então você foi embora de vez...  e a culpa é exclusivamente minha!
 (Ao caminhar pelo quarto, com as mãos sobre os cabelos, achando que ela enfim o abandonou, ele se desespera ao encontra-la inconsciente.)
(E) – Amanda, Amanda, fala comigo meu amor, Amanda!
(Eduardo segura Amanda em seus braços e a deita na cama com leveza e delicadeza)
(E) – Acorda, fala comigo... diz que me perdoa... eu não queria te dizer nada daquilo...  eu não penso assim... eu confio em você... eu confio no nosso amor...
(Amanda desperta, após Eduardo sacudi-la algumas vezes)      
(E) – Acorda, não faz isso comigo, se acontecer alguma coisa com você ou nosso filho eu não vou me perdoar nunca, nunca...
(A) – Eduardo... Eduardo o que aconteceu?
(E) – Eu não sei, não sei amor. Quando eu cheguei você estava caída no chão, inconsciente, você quase me matou de susto.(Eduardo fala em um misto de felicidade e alívio)
(A) – Agora eu lembrei, eu ia sair para te procurar, mas quando levantei senti uma tontura, uma pontada, quando peguei o celular e te liguei, você não atendeu, aí resovi passar uma mensagem,
mas não deu tempo (Amanda conta a Eduardo ainda com fôlego curto) meu celular está alí (Amanda aponta o dedo para o chão e Eduardo o pega e vê a mensagem escrita na tela do celular ainda por enviar)
(E) – Desculpa por não ter atendido o seu telefonema, não sei eu achei...
(Amanda o interrompe colocando seus dedos sobre seus lábios)
(A) – Não se preocupe, eu te entendo (Amanda senta e Eduardo se senta ao seu lado)
Edu, (diz Amanda com a voz manhosa) eu já te disse tantas vezes...
(Desta vez é ele quem a interrompe)
(E) – Chega, chega amor, vamos esquecer isso, você não pode se estressar, eu fui um inconsequente, mas já me arrependi de todas as coisas que eu te disse, essa discussão poderia ter tido consequências seríssimas tanto para você como nosso filho. Você me perdoa?
(Amanda responde o marido com um beijo de tirar o fôlego. Eduardo corresponde e começa a lhe fazer muitos carinhos e dizer palavras doces ao pé de seu ouvido. Eles ficam neste chamego até se entregarem totalmente a paixão, ao desejo, ao amor, que sentem um pelo outro.)

(Ao amanhecer, Amanda e Eduardo continuam deitados. Amanda desperta e fica observando Eduardo, que ainda está dormindo. Algum tempo depois...)

(E) – Bom dia amor! Como vocês estão? Dormiram bem?
(A) – Muitíssimo bem, aliás com você ao nosso lado nós sempre ficaremos bem. E você, dormiu bem?
(E) – Eu também dormi muito bem. Vamos levantar e pedir nosso café da manhã aqui, hoje?Ou você prefere descer...Ou quer ir tomar café com seus tios? Eu te levo se você quiser ir.
(A) – Hum... quantas opções, mas que pena amor, não estou com fome.
(E) – Como assim? Você tem que se alimentar bem, não se esqueça, agora você come por dois.
(A) – Eu sei, eu sei, não se preocupe, depois eu como alguma coisa, tá?
Mas agora eu queria conversar contigo, pode ser?
(E) – Claro! Qual o assunto?
(A) – Sobre nós, sobre o que aconteceu ontem, eu queria esclarecer tudo entre a gente, para que não reste nenhuma dúvida do amor que eu sinto por você.
(E) – Amanda vamos esquecer isso... eu confio em você...eu confio no nosso amor!
(A) – Deixa eu falar por favor, eu preciso.
(Eduardo consente com a cabeça)
(A) – Edu eu sei que nós já vivemos muitas coisas, boas e ruins, você já me fez sofrer, eu já te fiz sofrer, nós dois já erramos muito, mas o destino nos deu outra chance para conseguirmos alcançar a nossa felicidade e nós vamos lutar por ela, nós dois juntos vamos aprender, a perdoar um ao outro, vamos aprender a compreender nossos limites, e o fundamental, vamos aprender a controlar nossos ciúmes, porque eles podem destruir o nosso casamento. Eu quero que você saiba que eu te amo muito, muito mesmo, e quando eu penso que já cheguei ao limite desse amor, ele cresce aqui dentro cada dia mais e mais...
(Eduardo em lágrimas diz:) – Amanda, meu amor, eu também te amo, eu te amo com uma intensidade que eu não consigo controlar, que eu não sei explicar. Eu nunca senti isso antes por ninguém.
(A) – Edu, não esqueça que eu estou grávida e isso deixa as mulheres muito sensíveis (diz ela rindo) se você continuar assim eu vou desabar aqui, eu sei que nós vamos conseguir ser felizes, eu, você e o nosso filho.
(E) – Só nós três? Não! Nós cinco, nós seis... (Eduardo sorri)
(A) – Quantos filhos você quer ter meu amor?
(E) – Quantos filhos Deus quiser nos dar, meninos ou meninas, isso não importa, eu só peço que todos eles venham saudáveis e que sejam tão ou mais felizes que nós somos e ainda vamos ser.
(Eles se beijam)
(A) – Edu, você entendeu o que eu te disse? Você acredita em mim quando eu digo que te amo. Me responde o que me impediria de ficar com o Vítor se eu realmente quisesse isso?
(E) – Eu sei a resposta! ( Edu responde, fingindo se chatear)
(A) – Hã? (Amanda não percebe que o marido está brincando)
(E) – Eu disse que sei a resposta. Eu sei o que te impede de ficar com o Vítor! O que te impede de ficar com o Vítor é o amor que você sente por mim. Só isso meu amor!
(A) – Ah, é? Convencido...
 (Eduardo e Amanda estão sentados, mas ele a derruba na cama e o dois caem na gargalhada)
(E) – E agora?
(A) – E agora, o que?
(E) – Está tudo bem entre a gente agora?
(A) – Por mim, quer dizer, por nós está sim e por você?
(E) – Se os dois amores da minha vida estão bem, estão felizes, é óbvio que eu também estou, e que por mim também está tudo certo. Ai Amanda, eu nunca mais quero brigar com você, nunca mais viu?
(A) – Assim espero...
(E) – Amanda agora mudando de assunto, você tem que comer alguma coisa.
(A) – Sério, se você quiser pede o seu café, mas eu não quero, tá?
(E) – Mas está tudo bem? Você está sentindo alguma coisa? Por favor não me esconde nada.
(A) – Não, pode ficar tranquilo porque eu nunca mais vou esconder nada de você. Sabe o que acontece meu amor, que hoje eu acordei um pouco enjoada e não consigo nem pensar em comida.
(Amanda se desvencilha de Eduardo e deita encolhida)
(E) – Mas Amanda porque você não me disse nada?
Quer algum remédio? Alguma coisa?
(A) - Não, não quero remédio não. Eu já tive isso algumas vezes, esse enjoo é por causa da gravidez, mas logo passa, é só eu ficar aqui quietinha que passa.
(Eduardo se aproxima e abraça Amanda, acolhendo-a em seus braços e lhe dizendo que vai está sempre ao seu lado, cuidando e protegendo.)
(Amanda, toda manhosa, agradece e retribui os carinhos dele)

(Depois de passaram a manhã inteira deitados, Amanda dá um pulo da cama e surpreende Eduardo)
(E) – O que foi amor?
(A) – Não disse que era só ficar um pouco quietinha que eu ficava bem?
Já estou ótima, e agora nós estamos morrendo de fome.
(E) – E o que os meus amores querem comer? É só falar que eu vou correndo comprar.
(A) – Viu meu filho? Como o papai se preocupa com a gente! Meu lindo, qualquer coisa está ótimo, mas não pode faltar um suco de maracujá bem gelado.
(E) – Você é uma grávida muito boazinha sabia?
(A) – Boazinha? Como assim amor?
(E) – Sim, muito! Eu pensei que quando eu me casasse e a minha esposa ficasse grávida ela ia me acordar no meio da noite com uns desejos estranhos, sabe? E que se eu não fosse atrás do que ela pedisse, ela ia fazer uma chantagem emocional “eu não quero que meu filho nasça com cara disso, se isso acontecer a culpa vai ser só sua...”
(Amanda e Eduardo e caem na risada)
(A) – E então vamos?
(E) – Vamos? Aonde Amanda?
(A) – Vamos comer, esqueceu que a gente está morrendo de fome.
Eu tive uma ideia. Vamos almoçar lá casa dos meus tios? Vamos?
(E) – Vamos sim amor, claro! O que você quiser!
(A) – Eu vou ligar para avisar, a gente se arruma e sai, tá?
(E) – Combinado...
(A) – Obrigada amor.
(Eles se beijam apaixonadamente. Depois de se arrumarem, Amanda e Eduardo partem para almoçar na mansão Varela.)

By: Pry Araguaia