Estes capítulos são baseados na história da novela Araguaia, escrita pelo autor WALTHER NEGRÃO, sendo alguns capítulos da própria novela, outros capítulos modificados e outros criados por mim, para tentar dar outro rumo a história...
SIMPLESMENTE POR SER UMA ETERNA FÃ DE ARAGUAIA! E PRINCIPALMENTE UMA #EternaSoela
CAPÍTULO
142
(M)
– De onde você tirou isso Solano? Claro que não! (ela responde, enquanto desce
de cima de Lilo.)
Que
loucura é essa? Esqueceu que quem está grávida nessa história é a Estela!? E de
um filho seu! (Manu fica nervosa)
(S)
– Manu calma, eu só te fiz uma pergunta.
(M)
– Eu sabia, eu sabia que não ia dar certo, não adianta insistir Solano.
(Solano
tenta acabar a discussão com um beijo, mas ela não deixa.)
(M)
– Solano, para por favor. Não adianta. Não adianta tentar resolver nossos
problemas com beijos e abraços.(ela diz chorando e se prepara para montar no
cavalo)
(Solano
para evitar mais um desentendimento, a segue e a puxa antes que ela suba e lhe
dá um abraço bem apertado. Manuela se tranquiliza ao perceber que conseguiu
convencer Solano de que não está grávida.)
(S)
– Calma guria! Calma... (Solano diz para ela ficar calma enquanto a acaricia)
(Manuela
que já tinha se segurado para não chorar na frente da mãe, desaba nos braços de
Solano)
Eu
não gosto de te ver assim Manu, o que está acontecendo? Você não ficou nervosa
assim só por causa da minha pergunta, ficou?
Pronto!
Já até esqueci! Mas fica calma...
(depois
de um longo tempo de silêncio Manuela resolve contar o que aconteceu)
(M)
– Vem aqui comigo, (ela chama Solano para sentar ao seu lado embaixo da árvore.
Ela olha fixo nos olhos de Solano e diz)
(M)
– Desculpa, eu não fiquei assim só por causa da sua pergunta, Solano o mundo
está desabando sobre a minha cabeça e eu não posso fazer nada...nada.
A
vontade que eu tenho é de sumir, de largar tudo, sabe? Mas aí eu penso na minha
mãe, no Fred, em você...
(S)
– Não fale assim! Manu me conta o que está te deixando assim, quem sabe eu
posso te ajudar.
(M)
– Obrigada, mas não há nada que você possa fazer. O que tinha que ser feito, eu
já fiz! Agora eu tenho que aguentar as consequências dos meus atos.
(S)
– Tu estás falando do teu pai?
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CAPÍTULO
143
(M)
– Estou. O Matyas me passou uma mensagem dizendo que precisava falar comigo
urgentemente. Eu liguei e ele me disse que a denúncia foi aceita pelo
ministério público e ele vai ser processado. E daqui dois ou três dias no
máximo ele vai ter que ir prestar esclarecimentos lá na delegacia da capital.
Você
sabe o que isso significa Solano? Eu estou destruindo a vida do meu próprio
pai. (ela fica arrasada com a situação)
(S)
– Não Manu! Você está fazendo justiça! Justiça por aquelas pessoas que
morreram, e pelas pessoas que foram enganadas por ele. Você tem que se lembrar
de que o Max, o teu pai, destruiu a vida de muitas outras pessoas antes e agora
ele vai pagar pelo o que ele fez. Antes tarde do que nunca.
(M)
– Eu achei que ia conseguir, mas agora eu percebo que sozinha eu não consigo!
(S)
– Você nunca mais estará sozinha! Nunca mais! Eu sempre vou está ao seu lado...
eu sei que essa situação com o teu pai está te deixando assim; triste,
deprimida, culpada...
Mas
nós dois vamos enfrentar isso tudo juntos!
(M)
– Solano eu não queria trazer só problemas para você, me desculpa. Você também
tem os seus problemas, suas chateações, eu não queria ser... (ela acaricia o
rosto dele)
(S)
– Nem termine essa frase Manuela! (Solano beija Manuela)
Hum,
guria, tive uma ideia!
(M)
– Que ideia?
(S)
– Vem, vem aqui vem... hoje é você que está precisando de uma palavra amiga,
precisando desabafar... agora não é a hora de se fazer de forte... vem... (ele
retribui o carinho)
(M)
– Eu não quero mais falar sobre esse assunto.
(S)
– Tudo bem! Não precisamos necessariamente falar ou gritar para desabafar!
(M)
– Como assim Solano?
(S)
– Vem...
(M)
– Para onde?
(S)
– Você confia em mim?
(M)
– Claro gaúcho! Eu confio em você! (ela pisca para ele, eles se beijam de novo
e saem em seus respectivos cavalos)
(S)
– Então me segue guria... eu sei como espantar essa tristeza, pelo menos por
alguns minutos ou algumas horas... isso vai ser você que vai decidir...
(M)
– Me espera gaúcho!
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CAPÍTULO
144
(Não
demorou muito e Manuela já sabia onde estavam chegando)
(M)
– No campo de girassóis amor? É aqui?
(S)
– Chegamos guria! Agora vai...
(M)
– Como assim Solano? Não estou te entendendo.
(S)
– Vai guria, tens o campo de girassóis inteirinho só para ti. Coloque teus
pensamentos e sentimentos no lugar, escute o seu coração e depois volte para
mim.
Eu
vou te esperar aqui.
(eles
se despedem com um beijo e Manuela diz que volta mais tarde)
(M)
– Obrigada. É incrível como você me compreende. Eu volto depois, tchau.
(Manuela
se afasta cada vez mais de Solano, até se isolar completamente, enquanto ele a
espera no lugar combinado.)
(Manuela
conversa sozinha enquanto cavalga entre a plantação)
(M)
– Tem tantas coisas que eu queria falar, fazer, mas não consigo;
Eu
não estou me reconhecendo, o que está acontecendo com você, Manuela Martinez?
Será que o peso de carregar este sobrenome é tão grande assim?
E
porque eu não consegui falar para o seu pai de você, meu filho? Será que algum
dia, vocês dois vão me perdoar por isso? Mas eu senti que ainda não era o
momento de contar, alguma coisa aqui dentro, me pede para não contar. E ele
estava bravo, como se não quisesse... aliás, ele não quer outro filho, ele
mesmo já me disse isso. Tantas perguntas e nenhuma resposta...
E
o meu pai, eu pensei que ia ser mais forte nesta situação, mas me enganei, por
mais que eu saiba que ele cometeu crimes, armações e tantas outras coisas, mas
poxa, ele é meu pai...
E
esse filho que o Solano vai ter com a Estela... o que será que vai acontecer?
Será que depois que essa criança nascer o Solano não vai querer ficar ao lado
dela e da Estela?
Será
que vocês dois vão chegar a se conhecer meu filho? Será que vocês vão se
estranhar igual a mim e a Estela? Ou será que vocês vão ser grandes amigos? E
essa maldição? O que vai acontecer com vocês? E com o Solano?
São
tantas angustias de uma vez só? Será que eu vou suportar? Será que isso vai ter
fim um dia? Será que eu vou conseguir ter paz depois que meu pai for preso?
E
se o Solano não me aguentar mais e resolver me deixar, será que eu vou
aguentar?
Se
for preciso ir para longe, esquecer tudo e começar uma vida nova, será que eu
vou ter coragem?
(Enquanto
Manuela tentar achar as respostas para suas inúmeras incertezas, Solano decide
ir até a estância e fazer uma surpresa para ela.)
CAPÍTULO
145
(M)
– Que pressa é essa guri?
(S)
– Vó, vem comigo, eu preciso da sua ajuda.
(M)
– Ajuda para que?
(S)
– Eu preciso de uma toalha xadrez e tem que ser vermelha, de uma cesta, de uma
jarra de suco e de preferência de maracujá, uns biscoitinhos, um bolo...
(M)
– Para que tudo isso?
(S)
– Eu quero fazer uma surpresa para a Manuela.
(M)
– E tu conseguiste conversar com a guria sobre aquele assunto? Ou ainda não?
(S)
– Consegui vó! E infelizmente foi alarme falso. Mas vamos ver pelo lado
positivo. Pelo menos não tem mais ninguém em perigo.
(M)
– Só um instante! Vou buscar a toalha e a cesta que tu me pediu.
(S)
– E eu vou falar com a Aspásia.
(Aspásia
está na cozinha terminando de tirar um bolo de chocolate do forno.)
(S)
– Hum... mas que cheiro bom Aspásia. É o que hein?
(A)
– Oi Sol, não sabia que “cê” já tinha chegado. É um bolo de chocolate que
acabei de tirar do forno.
(S)
– Acabei de chegar, mas já estou saindo. Você pode colocar um pedaço desse bolo
para mim em uma vasilha? Ainda tem biscoito aqui?
(A)
– Claro Sol, só um segundo vou arrumar pra ocê, tá?
(S)
– Obrigada Aspásia! E tem suco de que aqui?
(A)
– Ave, Sol! Que fome toda é essa?
(S)
– Não é só para mim Aspásia, eu quero fazer uma surpresa para a Manu.
(A)
– Ah entendi! Aqui o bolo e os biscoitos.. e tem suco de laranja, limão e
maracujá.
(S)
– Ótimo! Pode ser o de maracujá!
(A)
– E aonde “ocê” vai por tudo isso?
(M)
– Aqui Solano, a toalha e a cesta!
(S)
– Obrigada vó!
Pronto
né? Acho que não esqueci de nada?
Deixa
eu ir porque a Manu pode está me esperando já... obrigada...até mais...
(Dona
Mariquita sai e um tempo depois Estela chega.)
(E)
– Cadê o Solano, Aspásia? Eu achei que tinha escutado a voz dele. Ele já
chegou?
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CAPÍTULO
146
(A)
– Oi Estela! O Sol teve aqui sim, mas já saiu...
Ele
só veio buscar umas coisas... disse que estava com pressa.
(E)
– Buscar umas coisas? Estava com pressa?
Aconteceu
alguma coisa?
(A)
– Não! Ele só veio aqui em casa, buscar uma cesta, uma toalha, um bolo e um
suco, ah, e uns biscoitinhos também.
(E)
– Ah, ele veio buscar um lanche para o pessoal lá da plantação!
(A)
– Não Estela! Ele disse que ia fazer uma surpresa para a Manu.
(E)
– Ah, Manuela está metida nesta história. Tinha que ser, né?
Mas
isso vai terminar!
(A)
– O que você falou? Não entendi!
(E)
– Eu disse que o dia já vai terminar.
(A)
– É verdade, daqui a pouco o sol vai se pôr.
(E)
– Aspásia eu vou subir, qualquer coisa você me chama lá no meu quarto?
(A)
– Chamo sim Estela, pode deixar!
(Ao
chegar em seu quarto Estela desabafa olhando para o espelho)
(E)
– Vocês dois não vão ficar juntos. Não vão! Eu não vou deixar!
Era
só o que me faltava mesmo, depois de tudo o que eu fiz, perder ele para aquela princesinha
mimada? Não mesmo... isso não... antes... antes eu faço uma loucura.
(M)
– O que você disse Estela?
(E)
– Dona Mariquita? O que a senhora faz aqui?
(M)
– Não responda a minha pergunta com outra pergunta! Apenas me responda. O que
foi que você disse?
CAPÍTULO
147
(E)
– Eu estava aqui conversando com o meu filho, só isso.
(M)
– Não tente me enganar Estela! Eu ouvi perfeitamente tu ameaçando a felicidade
do Solano e da Manuela...
(E)
– Não, a senhora entendeu errado. Eu fiquei com raiva porque a Aspásia me disse
que o Solano foi fazer uma surpresa para a Manuela, e eu só fiquei com ciúmes,
só isso...
(M)
– Estela, faz um favor para você e para mim?
(E)
– Claro! Pode dizer!
(M)
– Não perca o seu tempo e nem o meu tentando me convencer de tuas mentiras.
(E)
– Mas Dona Mariquita?
(M)
– Deixe tuas mentiras para falar para o meu neto, que está cego e ainda
acredita em tudo o que tu dizes...
Mas
escuta só duas coisas... a mulher que o Solano ama é a Manuela.
E
você só está aqui por causa deste guri que carregas aí na tua barriga. Se não
fosse por ele, tu estarias bem longe daqui. Tchau Estela!
(Estela
fica furiosa, mas tenta se conter.)
(E)
– Quem ela pensa que é para falar assim comigo? Quem?
Calma
Estrela, você já sabe o que tem que fazer para separá-lo dela. A Manuela pode
até amar o Solano, mas não confia plenamente nele. Ele pode não me amar, mas
acredita no que eu digo. Pensa Estela, pensa... agora é só esperar a
oportunidade exata para atacar.
(M) – Posso abrir os olhos?
CAPÍTULO
148
(Manuela
depois de ficar muito tempo sozinha, refletindo e se fazendo milhares de
perguntas, retorna para o lugar onde tinha combinado de encontrar Solano, mas
não o encontra.)
(M)
– Uai, será que eu demorei demais e o Solano cansou de me esperar?
(Ao
ouvir a voz dela, ele assovia. Ela segue o som do barulho do assovio e encontra
Solano.)
(M)
– Demorei?
(S)
– Digamos que só um pouquinho! Mas isso não importa agora.
Vem
aqui, meu amor... (ele se aproxima erguendo os braços para ajuda-la a descer do
cavalo)
(M)
– Solano, agora eu não posso, combinei de me encontrar com o Fred.
(S)
– Ainda está cedo. Vem comigo?
(M)
– E eu consigo resistir a um pedido seu? E ainda mais pedindo assim com tanto
carinho? (Solano a ajuda a descer do cavalo e eles se beijam. )
(S)
– Mas agora vamos?
(M)
– Onde?
(S)
– Vem comigo que eu te guio. (ele coloca as mãos em seu rosto para tampar os
seus olhos.)
(M)
– Está bem! Vamos!
(S)
– Cuidado aqui, passa por aqui, pode confiar, eu não vou deixar você cair. (Solano
vai guiando Manuela até a surpresa)
(M)
– Eu sei, eu confio em você! Sempre confiei.
(S)
– Chegamos!
(M) – Posso abrir os olhos?
(S)
– Não! Espera só um instante...espera...
(M)
– “Tá, eu espero”
(S)
– Pronto, pode abrir os olhos guria. (Solano grita um pouco afastado dela)
CAPÍTULO
149
(Manuela
abre os olhos e vê que Solano está sentado no gramado coberto pela toalha e ao seu
redor uma cesta e vários petiscos para eles saborearem com a mais perfeita das
visões: os girassóis.)
(M)
– Solano? (Ela olha para ele emocionada)
(S)
– O que foi Manu? Não gostou?
(M)
– Eu adorei. Você me surpreende cada dia mais... Você preparou tudo isso enquanto
eu... bem, enquanto eu cavalgava.
(S)
– Foi! E que bom que deu tempo! Eu tive essa ideia agora.
(Manuela
caminha lentamente até Solano e se senta ao lado dele. Ela olha para ele
atentamente e o beija. Em seguida eles conversam)
(M)
– Obrigada! Eu não tenho feito outra coisa a não ser te agradecer por tudo o
que você está fazendo por mim, né? Daqui a pouco você vai até se cansar de mim.
(S)
– Cansar de ti guria? Ah, talvez... (diz Solano brincando)
(M)
– Não precisa dizer brincando, eu sei que é verdade, qualquer pessoa se
cansaria...
(S)
– Nunca Manuela! Cansar de ti, guria? Nunca! Coloca isso aqui dentro da sua
cabecinha e do seu coração... o meu amor por ti e o teu amor por mim é para
sempre...
(M)
– Eu também sinto que vai ser assim; porque a quando a gente estava a afastado,
eu tentei, eu juro que eu tentei te esquecer, tentei tirar você do meu coração,
das minhas lembranças, mas não consegui...
(S)
– Manu nós já passamos por muitas coisas juntos, algumas delas nos separaram,
outras nos uniram; mas agora eu não vou deixar nada e nem ninguém nos separar
nunca mais.
(M)
– Será Solano? Eu confesso que eu tenho medo disso acontecer, mesmo nos amando
tanto, eu temo que a gente não consiga ficar junto.
(S)
– Esquece... Mas mudando de assunto só um pouquinho..
(M)
– Pode dizer
(S)
– Depois que você ficou esse tempo sozinha, está se sentindo melhor?
Não
precisa dizer muita coisa, só um “sim” ou um “não”.
CAPÍTULO
150
(M)
– Sim. Eu estou ...(Solano não deixa ela prosseguir)
(S)
– Pronto! Era só o que eu precisava saber... agora vamos ao nosso piquenique,
antes que as formigas nos encontrem?
(M)
– Claro! Está tudo tão lindo, tão organizado, pena que eu esteja sem fome.
(S)
– Ah... não Manu! Pelo menos um pedacinho de bolo e um copo de suco...vai...
(M)
– Está bem! (Solano entrega o copo com suco para Manuela)
(S)
– Vamos fazer um brinde?
(M)
– Um brinde? E brindaremos a que?
(S) – A nós... ao nosso amor... a família que
nós vamos construir juntos...
(M)
– Família? Que família Solano?
(S)
– Os nossos filhos, adotados, mas nossos filhos, esqueceste do nosso combinado
guria?
(M)
– Claro, os nossos filhos adotados, eu não... eu não esqueci não...(ela
responde cabisbaixa)
(Eles
brindam, comem uns pedaços de bolo, alguns biscoitos e em seguida Manuela
lembra Solano que tem um encontro marcado com seu irmão)
(M)
Por acaso esse suco de maracujá é proposital?
(S)
- Provavelmente, é que queria ver você bem calminha hoje... (os dois sorriem)
(M)
– Aham! Sei!
(S)
– Manuela você está diferente... eu não sei o que é, mas tem um brilho
diferente nos teus olhos. Isso tudo é porque está comigo? (ele sorri)
(M)
– Olha eu vou te contar, mas não é para você ficar se achando não, viu?
(S)
– Eu me achando? Imagina só...
(M)
– É sim! É por sua causa, quando eu estou contigo eu me sinto mais viva, mais
feliz, mais completa!
(Após
várias promessas e juras de amor, eles se beijam)
(S)
– Você é mais que especial! Você é única! O seu amor é todo meu e o meu amor é
todo seu!
(Manuela
coloca uma expressão em seu rosto e Solano a indaga)
(S)
– Que carinha é essa Manu?
(M)
– Nada demais, esquece!
(S)
– Como esquece? Fala, o que se passou nessa sua cabecinha linda, fala...
(M)
– Eu não quero mais falar e nem pensar nisso, porque neste caso são dúvidas que
eu tinha, mas que meu coração já solucionou todas. Não tem mais importância.
(S)
– Então se você diz, eu acredito...
(M)
– Foi tudo tão lindo, tão mágico, mas agora eu preciso ir amor. O Fred já deve
está me esperando...
É
a realidade que chama...
(S)
– Vamos ficar só mais um pouquinho nesse nosso sonho... está tudo tão
calmo...tão sereno...
(M)
– Eu sei amor, mas eu preciso ir mesmo. Tenho que conversar com o Fred sobre
tudo, sobre o que eu descobri, sobre a denúncia, enfim, tenho que colocar ele a
par da situação...
(S)
– Então eu te levo até a operadora.
(M)
– Não precisa se incomodar!
(S)
– Não vai ser nenhum incomodo para mim ficar ao teu lado mais um pouco até chegarmos
a cidade.
(M)
– Então vamos!
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Depois
de recolherem tudo e colocarem na cesta, Solano e Manuela partem rumo à cidade.
Ao chegar lá eles vão direto para a Operadora, onde Fred aguarda ansioso para
conversar com a irmã.)
(S)
– Chegamos guria!
(Solano
desce do cavalo e ajuda Manuela a descer também.)
(M)
– Obrigada!
Vamos
entrar?
(S)
– Não, eu vim só te acompanhar, esse momento é só de vocês.
(M)
– Você que sabe!
(S)
– Manda um abraço para o teu irmão e diga que eu irei fazer uma visita para ele
e a Janaína depois.
(M)
– Pode deixar, eu digo sim.
(Eles
se despedem Solano sai e Manuela entra na Operadora.)
(F)
– Maninha! Que bom que você chegou! Achei que nem vinha mais!
(M)
– Bobo! Eu não disse que viria? Que saudades Fred, eu senti tanta a sua falta!
(F)
– Eu também senti saudades suas. Mas agora me conta que história é essa sobre o
nosso pai. A mamãe me contou você viajou para a capital para denunciar ele.
(M)
– (Manuela chorando diz) – Você não imagina como foi difícil para eu fazer
isso. Eu acho que no fundo, eu ainda acredito que ele vai conseguir provar que
é inocente, mesmo sabendo que isso é impossível. Meu coração diz uma coisa e
minha razão diz outra. Está difícil, mas...
(F)
– Calma maninha! Calma! Não fica assim! Ele não merece! (Diz Fred enquanto
abraça a irmã.)
(M)
– Fred lembra do Matyas?
(F)
– O nosso primo... sim, a mamãe me falou sobre ele também.
(M)
– Isso! Ele me ligou mais cedo para avisar que dentro de dois ou três dias o
papai vai ser chamado para prestar esclarecimentos sobre a denúncia.
(F)
– Mas já?
(M)
– Aham. Mas vamos falar de coisas boas. Me conta como foi a lua de mel? Está
estampado nos seus olhos a sua felicidade.
(F)
– Manu, foi um sonho, na verdade está sendo um sonho, pena que eu chego em casa
e descubro tudo isso, você e a mamãe tinham que ter me contado, porque assim eu voltava antes e ajudava vocês.
(M)
– Foi por isso mesmo que nós não te avisamos. Não seria justo estragar a sua
lua de mel com a Jana. Vocês já passaram por tantos problemas, agora que está
tudo resolvido, tudo mais calmo, vocês merecem ser felizes, e eu torço por
muito por isso.
(F)
– Obrigado, maninha. Mas no assunto alegrias do coração não sou só eu que estou
amando não... e você e o Solano como estão? Finalmente conseguiram se acertar?
(M)
– Sim. Nós estamos juntos de novo, se não fosse o Solano do meu lado me dando
todo esse apoio, eu nem sei viu...
(F)
– Mas você não está mais sozinha, você tem a mim, a mamãe, o Solano... todos
que te amam de verdade vão está sempre do seu lado... sempre...
(M)
– Eu sei, e se não fosse todos vocês do meu lado eu já teria jogado a toalha há
muito tempo.
(Eles
se abraçam, depois se despedem e Manuela volta para a fazenda.)
CAPÍTULO
152
2
dias depois...
(Manuela
mal conversou com o pai nestes dois dias, ela não conseguia encará-lo e bancar
a falsa fingindo que não estava acontecendo nada... durante este período ela
não teve sossego pois só tinha em mente que o oficial de justiça poderia chegar
a qualquer momento. Nem os passeios diários com Solano faziam ela esquecer
disso. Toda vez que alguém chegava na fazenda ela gelava e só voltava normal
quando constatava que não era quem ela pensava. Mais um dia foi se passando e o
Oficial chegou. Max o atendeu como se nada tivesse acontecido, arrumou sua
mala, e disse a família que iria viajar para tratar assuntos de negócios. Assim
que ele sai Amélia e Manuela conversam.)
(A)
– É incrível como o Max não dá o braço a torcer, ele viajou dizendo que era
assuntos de negócios...
(M)
– Mas infelizmente sabemos que não é.
Agora
é só esperar para saber o que vai acontecer.
(A)
– Não temos outra saída!
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CAPÍTULO
153
Passagem de Tempo...
(Max)
“Subornando algumas pessoas dentro da
delegacia, Max consegue descobrir tudo... quem havia feito a denúncia, os
motivos, todos os detalhes que lhe eram tidos como importantes. Depois disso
ele jurou vingança àqueles que tanto tentaram lhe prejudicar, e ao que tudo
indica tinham conseguido, pois Max estava sendo processado, mas por não ter
antecedentes criminais, e por ter ofício e residência fixa, responderia o
processo em liberdade até chegar o dia do julgamento. Com todas as informações
em mãos ele resolve voltar para casa e fingir que nada aconteceu.”
(Manuela)
“Era informada de cada passo da marcha
processual através de seu primo. Ele como seu representante legal tinha livre
acesso a todos os detalhes. Mesmo feliz ao lado de Solano, continuou escondendo
sua gravidez dele e de toda a sua família. Manuela tinha em seu filho, um
segredo só seu, mas que ela sabia que mais cedo ou mais tarde seria descoberto,
pois dentro de um ou dois meses no máximo sua barriga começaria a apontar. E
isso a preocupava bastante. Ela ainda se dividia em preocupações com sua mãe
tentando a todo custo ajuda-la a esconder seu romance proibido com Vítor. E
festejava a felicidade de seu irmão junto com Janaína, que estavam cada dia
mais apaixonados um pelo outro.”
(Estela)
“Continuava inconformada com a reconciliação
de Manuela e Solano e arquitetava um plano para futuramente separá-los. Sua
gravidez corria perfeitamente bem o que a deixava feliz e triste ao mesmo
tempo, pois se estava tudo bem com ela e a criança, Solano não se importava
muito com ela. Quando tinha certeza de que Solano e Manuela estavam juntos
sempre inventada um mal estar só para chamar a atenção dele, mas Manuela sempre
compreensiva não se importava tanto; o que frustrava os planos de Estela de
tentar separá-los.”
(Diversos)
“A pequena cidade de Girassol seguia seu
curso normal. E seus moradores também.
Estavam todos se preparando para a
próxima colheita e obviamente cuidando dos preparativos para que fosse
realizada uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita e de suas
vendas.”
Entre
idas e vindas, passaram-se 15 dias...
CAPÍTULO
154
(Max
resolve voltar para casa e fingir que nada estava acontecendo. Amélia, Manuela
e Frederico resolvem fazer o jogo dele para ver até onde ele seria capaz de
chegar.
Mas
mesmo assim, o clima não era um dos melhores na antiga e conservada fazenda da
família Martinez)
(Após
perceber que perdeu o respeito e apoio de sua esposa e filhos, Max resolve por
em prática a sua vingança, e continua impondo sua presença na fazenda e na vida
deles)
(No
quarto de Manuela, ela e Amélia conversam sobre seus amores)
(M)
– Ai mãe, o Solano está cada vez mais romântico, o que que é aquilo? Já tem
quase um mês que a gente voltou e parece que foi ontem... é cada declaração de
amor, uma mais linda que a outra.
A
última dele foi esta carta marcando um encontro comigo...
Hoje
à noite, numa cabana, perto da estrada principal.
(A)
– E como essa carta chegou até você?
(M)
– Tenho certeza que ele entrou no meu quarto pela janela enquanto eu dormia e
colocou lá. Ele já fez isso antes! A cada dia que passa estou mais envolvida,
mais apaixonada, não tem explicação mãe.
(A)
– Eu te entendo perfeitamente Manuela. É exatamente assim que eu me sinto
quando estou perto do Vítor.
(Amélia
e Manuela continuam conversando sobre seus amores)
Enquanto
isso na pensão...
(Di)
– Mandaram te entregar esse bilhete, Seu Vítor.
(V)
– Quem mandou Diana?
(Di)
– Não sei, não reconheci a pessoa, ela estava usando um chapéu que cobria parte
de seu rosto.
(Vítor
pega o bilhete e se prepara para subir até seu quarto e encontra Terê)
(T)
– Que alegria toda é essa, menino? Posso perceber que estás muito feliz!
(V)
– Estou sim Terê, acabo de receber esse bilhete da Amélia, vou subir e ler o
que o meu amor escreveu. Tchau Terê!
(Terê
sente um arrepio, mas não consegue entender o que isso quer dizer)
CAPÍTULO
155
(Horas
depois... Na Fazenda...)
(M)
– Que estranho! Eu tentei falar com o Solano o dia inteiro, mas não consegui.
Ele
me disse que ia viajar hoje, será que ele falou isso para me despistar?
(A)
– Você acha que ele faria isso?
(M)
– Sei lá mãe, acho que sim, ele anda tão misterioso, romântico..., e isso o
deixa ainda mais apaixonado e apaixonante, incrível, não tem como explicar...
(A)
– É o amor filha! A gente não consegue explicar mesmo, conseguimos apenas
sentir e amar, amar, amar muito.
(M)
– Aêê Dona Amélia... vejo que a senhora está por dentro do assunto.
(A)
– Ei menina! Mais respeito com a sua mãe (elas sorriram juntas)
(M)
– Tudo bem então, já vou indo..não quero me atrasar! Como estou? Hoje tenho que
conversar seriamente com o Solano.
(A)
– Você está linda filha! Vai com Deus! Divirta-se.
Eu
vou aproveitar e tentar falar com o Vítor, eu também não consegui falar com ele
ainda.
(M)
– Obrigada mãe! Eu tive a quem puxar! Isso mesmo, divirta-se também Dona
Amélia. Cuidado para ninguém te flagrar ao telefone com Vítor! beijos, fui..
(Manuela
sai toda animada e nem percebe quando seu pai diz)
(Max)
– Vai, vai lá filhinha, divirta-se! Hahaha
Amélia desce as escadas e encontra Max.
(M)
A Manuela passou por aqui toda arrumada e muito animada. Você sabe onde a nossa
filha foi?
(A)
Não sei, e nem se soubesse iria te dizer.
(M)
– Que mal humor! Vou sair. Não me espere para o jantar.
(A)
– Pode ter certeza que não vou esperar mesmo.
(O
telefone toca)
(A)
– Alô!
(S)
– Alô! Boa noite! A Manuela está aí Dona Amélia? Estou tentando ligar no
celular dela e está fora de área ou desligado.
(A)
– Solano, tudo bem? A Manu já saiu, foi encontrar com você!
(M)
– Estou bem, como assim saiu para se encontrar comigo? Nós não marcamos nada
para hoje. Eu acabei de chegar de viagem e queria fazer uma surpresa para ela.
(A)
– Eu sei da sua surpresa, ela me contou.
(S)
– Como assim ela contou? Ela não sabia de nada, e falei para ela que eu só
voltaria amanhã da minha viagem. Para surpreendê-la.
(A)
– Solano eu vi seu bilhete para ela.
(S)
– Dona Amélia deve está acontecendo algum engano, eu não escrevi bilhete nenhum
para
a Manuela.
(A)
– Pois Solano, agora eu me preocupei porque a Manu saiu daqui toda animada para
se encontrar com você.
(S)
– Ela disse para onde ia pelo menos?
CAPÍTULO
156
(A)
– Sim, no bilhete dizia que era para ela ir até uma cabana, afastada da cidade,
seguindo pela estrada principal.
(S)
– Eu vou até lá ver o que está acontecendo.
(A)
– Solano você pode, por favor, passar aqui, para eu ir com você procurar a
Manu?
(S)
– Claro Dona Amélia, daqui a pouco chego aí.
(A)
– Obrigada Solano!
(Na
estalagem...)
(T)
– Vai sair?
(V)
– Eu vou me encontrar com a Amélia.
(T)
– Cuidado Vítor! Muito cuidado.
(V)
– Terê porque você está falando assim?
(T)
– Intuição. Intuição. Só isso.
(V)
– Pode ficar tranquila! Hoje nada vai dar errado. Tchau Terê.
(T)
– Tchau meu filho. Cuidado.
(T)
– NÃO, de novo não, essa visão de novo não. Isso não pode acontecer!
(Solano
vai até a fazenda buscar Amélia, e como eles vão passar na cidade ela pede a
ele que pare na estalagem para falar com Vítor)
(T)
– Amélia?
(A)
– Que foi Terê que você se assustou? O Vítor está lá em cima? Preciso falar com
ele bem rápido.
(T)
– Ah que pena! Vocês se desencontraram! O Vítor foi ao seu encontro, e você veio
aqui procurar ele.
(A)
– Como assim Terê?
(T)
– O Vítor foi encontrar com você no lugar combinado, escrito no bilhete que
você mandou hoje para ele.
(A)
– Terê eu não escrevi nenhum bilhete para ele hoje. E o bilhete marcava o
encontro aonde?
(T)
– Não sei, eu não li. Só sei que o Vítor ficou todo empolgado.
(A)
– Isso está tão estranho...
(T)
– Estranho?
CAPÍTULO
157
(A)
- Primeiro Manuela sai para encontrar com o Solano e ele fala que não marcou
encontro nenhum, e agora o Vítor sai para se encontrar comigo e nós também não
marcamos nada.
(A)
– O que será que está acontecendo? Bom, vou resolver uma coisa de cada vez.
Primeiro vou procurar a Manuela e depois o Vítor. Tenho que ir Terê porque o
Solano está me esperando no carro.
(Enquanto
isso Manuela chega ao local marcado. Uma cabana, um pouco afastada da cidade,
bem simples e perfeitamente arrumada. Ao entrar depara-se com uma mesa posta
para 2. Tamanho é o seu entusiasmo que nem percebe que à apenas alguns metros
dali, está seu pai, observando cada passo seu. Em cima da mesa tem um bilhete,
enquanto ela lê aparece um homem por trás coloca um liquido em um pano e a
força a cheira-lo até ela perder os sentidos...ele a leva até um pequeno quarto
e a deita na cama.
Alguns
minutos depois Vítor chega à cabana todo animado esperando encontrar Amélia.
Ele
vê o carro de Manuela, mas deduz que Amélia pegou o carro da filha emprestado.
Mas para infelicidade sua acontece o mesmo que aconteceu com Manuela. E ele
também vai parar no quarto desacordado.
Na
estrada Solano cai em um buraco e acaba furando o pneu de seu carro. Ele desce
para trocar e ao abrir o bagageiro lembra-se de que emprestou o estepe de seu
carro para um dos agricultores da plantação de girassóis. Ele e Amélia são obrigados a voltar para a
cidade para trocar o pneu.
Max
entra na cabana, vai direto ao quarto, e diz sorrindo:
(Max)
– quem mandou vocês me traírem? Comigo é assim traição, eu pago com traição,
literalmente, kkkkk,
CAPÍTULO
158
(Uma
mulher misteriosa surge chamando por Max)
(Mulher):
Seu Max. Seu Max.
(Max)
– Não faça barulho. Eu estou aqui. Entre agora e faça o que tiver que fazer
logo e saia. Seu pagamento está em cima da mesa.
Ela
deixa Manuela apenas de camisola e Vítor de bermuda.
Depois
espalha algumas peças de roupas deles pela cabana.
Max
volta ao quarto, tira algumas fotos e comemora o sucesso de seu plano...
(Max)
– Eu disse que vocês quatro iam me pagar por essa traição, eu disse... que
coisa feia Manuelinha traindo sua mãe e seu noivinho, logo com quem, o seu ex
noivo, mas isso é coisa que se faça guria? Depois disso ninguém mais vai
acreditar em vocês...
(Solano
e Amélia não encontram ninguém para ajudá-los, então ela tem a ideia de ir até
a fazenda e emprestar o estepe de seu carro para Solano trocar o pneu do carro.
Após
trocar o pneu eles continuam a busca por Manuela, seguindo a única pista que
ela deixou... “uma cabana perto da entrada da cidade”. Já era madrugada quando
Amélia e Solano chegaram na cabana e encontraram os carros de Manuela e de
Vítor)
(A)
– Alí gaúcho. O carro da Manuela está ali. E o carro do Vítor também. O que
será que aconteceu?
(S)
– Não faço ideia, vamos entrar depressa.
(Solano
estacionou e rapidamente ele e Amélia desceram do automóvel e foram em direção
a porta da cabana. A porta estava meio aberta e por isso eles entraram com
facilidade. Estava tudo silencioso. Amélia chamou a atenção de Solano mostrando
a camisa de Vítor no chão. Eles ficaram intrigados e continuaram caminhando até
que Solano tropeça em um calçado. Amélia reconhece o calçado dizendo que é de
Manuela.
(A)
– Solano o que é isso? O que está acontecendo aqui?
(S)
– Eu só espero que não seja nada disso do que eu estou pensando.
(Eles
chegam ao quarto e ficam chocados com a cena que estão presenciando...)
...........................................................................................................................................................................................................................................
(F) – Tudo bem! Mãe eu estou saindo para procurar a Manuela, qualquer coisa me liga! Fica bem!
(A) – Obrigada meu filho! Beijo.
(Max) – Parece que vocês nem serão mais necessárias... meu plano saiu mais perfeito do que eu imaginava. Nunca pensei que aqueles dois iam aparecer lá! Agora acabou tudo para aqueles quatro traidores. TUDO!
...........................................................................................................................................................................................................................................
CAPÍTULO
159
(Solano
e Amélia ficam chocados ao verem Manuela somente de camisola deitada sobre o
peito de Vítor e abraçada a ele, que está apenas de bermuda.)
(A)
– Isso não pode está acontecendo! Não pode!
(S)
– Dona Amélia eles traíram a gente da forma mais baixa, mais suja... eu estou
com nojo de ficar aqui, de presenciar essa situação.
(A)
– Olha como dormem tranquilos, como se ninguém fosse descobrir nada!
(S)
– E não era para descobrir mesmo, né? Era para eu está viajando e a senhora
acreditando que a Manuela tinha saído comigo.
(A)
– Solano, isso tem que ter alguma explicação! Tem que ter!
(S)
– Vamos esperar eles acordarem ou vamos embora daqui?
(A)
– Vamos esperar eles acordarem, assim não vão ter como fingir que nada
aconteceu e fugir de nos dar explicações!
(S)
– Tudo bem, eu fico aqui com a senhora! Mas, vamos para sala, eu não aguento
mais ficar neste quarto.
(Amélia
e Solano voltam para a pequena sala e sentam-se ao redor da mesa observando uma
garrafa de champanhe pela metade, alguns morangos, chantilly e caída no chão
uma caixa de preservativo aberta. Eles ficam sem reação diante de tudo. Entre
algumas lágrimas silenciosas e muita decepção o dia amanhace.)
(No
quarto, Vítor é o primeiro a acordar e sente uma dor de cabeça horrível, ele
fica abismado ao perceber que Manuela está deitada ao seu lado. Ele tenta se
lembrar de alguma coisa da noite passada, mas nada lhe vem a memória. Quando
Manuela acorda, e percebe o que está acontecendo leva um grande susto e acaba
gritando. Ao ouvir barulhos vindos do quarto, Amélia e Solano criam coragem e
adentram o local)
(M)
– VÍTOR? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?
O
QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI?
(S)
– Isso é o que eu quero que você me explique, Manuela!
(M)
– Solano? Você também está aqui? Mãe?
(V)
– O que todos estamos fazendo aqui? Ai minha cabeça...
(M)
– Eu também estou! Minha cabeça está latejando...
(S)
– Deve está doendo mesmo... consequência do porre que vocês tomaram ontem...
(M)
– Eu não bebi nada ontem a noite!
(Amélia
estava completamente estática, não falava nada, não fazia nada, apenas observa
os 3 discutirem)
(M)
– Mãe, a senhora está bem?
(V)
– Amélia, o que está acontecendo?
(S)
– Como vocês dois são cínicos! Chega! Nós já descobrimos o caso de vocês, não
precisam mais fingir nada.
(M)
– Que caso, Solano? Enlouqueceu?
(S)
– Enlouqueci! Enlouqueci no dia em que acreditei em você e nesse seu amor
mentiroso...
(V)
– Amélia vamos conversar, eu não sei o que está acontecendo, mas tem que ter
uma explicação para isso!
(Nesse
momento Amélia deixa as primeiras lágrimas caírem)
(A)
– Não toque em mim Vítor! Eu estou com nojo de você!
Você
poderia me trair com qualquer pessoa, mas com a minha filha? A Manuela? Você
foi longe de mais! Me esquece! Some da minha vida!
(S)
– Vamos sair daqui, vem, eu levo a senhora!
(A)
– Vamos!
(M)
– MÃE! SOLANO! Esperem, por favor! (ela diz entre lágrimas)
E
agora Vítor?
CAPÍTULO
160
(V)
– Eu não sei Manu! Eu não sei o que está acontecendo! Mas fique calma, nós
vamos resolver isso!
(M)
– CALMA? Você quer que eu fique calma? A
minha mãe está pensando que eu dormi com o namorado dela, que por sinal é o meu
ex-noivo, e você quer que eu fique calma? O homem que eu amo pensa que eu o
trai com o meu ex-noivo e você me pede calma?
(V)
– Se desesperar não vai tirar a gente dessa situação... espera vamos nos vestir
primeiro...eu vou lá para a sala e você se arruma aqui...
(M)
– Mas cadê as minhas roupas?
(Ela
finalmente cria forças para levantar da cama e ao caminhar pela casa encontra
suas roupas e as de Vítor jogadas ao chão)
(M)
– Isso só pode ser um pesadelo! Como foi acontecer tudo isso?
VÍTOR,
VÍTOR VEM AQUI!
(V)
– O que foi? (ele chega e se assusta. Eles recolhem suas roupas. Manuela segue
para o quarto para se arrumar e Vítor se arruma na sala mesmo)
(Depois
de devidamente vestidos, eles começam a conversar e tentar entender o que está
acontecendo...)
(M)
– Como chegamos a esse ponto? O que você veio fazer aqui nesta cabana?
(V)
– Eu vim aqui porque a sua mãe me mandou um bilhete marcando esse encontro
aqui...
(M)
– Espera aí Vítor! Eu também recebi um bilhete do Solano marcando um encontro
nessa cabana!
(V)
– Armaram para a gente! Agora, por que? Quem teria interesse em destruir o meu
namoro com a Amélia , e o seu namoro com o Solano?
(M)
– Quem? Você nem imagina?
(V)
– O seu pai? Você acha que ele chegaria tão longe? A ponto de armar um
flagrante desses?
(M)
– Claro! Por vingança! Ele destruindo os nossos relacionamentos ele atinge as 4
pessoas que ele mais odeia.
(V)
– E agora? A Amélia não quis me escutar! Como eu vou contar a verdade para ela?
(M)
– Nós vamos precisar da ajuda de alguém que acredite em nós! E em quem eles
confiem!
(V)
– A Terê, Manu! A Terê pode nos ajudar!
(M)
– Vamos imediatamente para a estalagem!
(Eles
saem da cabana, entram em seus respectivos carros e seguem rumo a ciade.
Enquanto isso Solano deixa Amélia na fazenda e segue para a estância)
(Max)
– A senhora ainda é uma mulher casada Maria Amélia, não pode ficar dormindo
fora de casa desse jeito!
(A)
– Vai plantar coquinho Max! (ela sobe as escadas furiosa e se tranca em seu
quarto)
(Solano
chega na estância)
(E)
– Solano? Você passou a noite fora?
(S)
– Com licença, Estela! Eu estou muito cansado e preciso descansar! (ele sobe as
escadas e também se tranca em seu quarto)
(Enquanto
isso na estalagem...)
(M)
– Terê? Terê, você está aqui?
(V)
– Terê!
(T)
– O que aconteceu com vocês? O que vocês dois estão fazendo aqui tão cedo?
(Antes
deles responderem Terê tem a mesma visão que já vinha tendo a dias... Manuela e
Vítor deitados e dormindo na mesma cama)
(T)
– Vocês precisam se cuidar! Tem alguma coisa perigosa rondando vocês... querem
destruir vocês... tomem cuidado!
(M)
– Tarde demais Terê! Já destruiu!
(V)
– E esse perigo tem nome e sobrenome: Max Martinez!
(T)
– Como assim?
CAPÍTULO
161
(V)
– Terê, nem eu e nem a Manuela sabemos como fomos parar na mesma cama, de
roupas íntimas e Solano e Amélia de telespectadores!
(Terê)
– Como é que é? Vocês dois na mesma cama?
(Ela
tem outra visão...mas desta vez ela vê um homem forte dopando a Manuela e em
seguida a deitando em uma cama. Ela vê em seguida que fazem o mesmo com Vítor.
Max conversando com uma mulher desconhecida e depois essa mesma mulher entra no
quarto e tira a roupa deles. Depois que a mulher sai, entra um homem e tira
várias fotos de Manuela e Vítor, mas o rosto do fotógrafo estava embaçado e
Terê não consegue identifica-lo)
(M)
– Terê? Terê?
(T)
– Meninos sentem-se aqui!
(Ela
conta a visão que tiveram)
(V)
– Manuela eu tive uma ideia..
(M)
– Qual?
(V)
– Vamos até Juruanã fazer alguns exames que atestem que nós fomos dopados e se
você aceitar, você pode fazer um exame específico para comprovar que nós dois
não ficamos ontem.
(T)
– Que exame é esse?
(V)
– Eu não sei explicar direito, mas eu sei que é uma espécie de exame que
comprova que dentro do organismo da Manuela não tem vestígios de sêmen meu.
(M)
– Eu já ouvi falar sobre isso, Vítor! Será que em Juruanã fazem esse tipo de
exame?
(V)
– Eu não sei! Mas você aceita ir até lá comigo? A gente consulta com amigo
médico e solicitamos os pedidos para os exames...
(T)
– Vocês não acham que se os dois viajarem juntos vão pensar mal de vocês?
(M)
– Pior do que já pensam Terê? Que eu traí a minha mãe e o Solano com o meu
ex-noivo? Acho que não!
Eu
topo Vítor!
(V)
– Então precisamos ir rápido, porque temos que fazer estes exames antes de 24
horas... se não as substâncias que foram usadas para nos dopar são eliminadas
do nosso organismo!
(M)
– Vamos agora! Tchau Terê!
(V)
– Tchau Terê!
(T)
– Boa sorte meninos! Vocês vão precisar!
(Manuela
deixa seu carro na frente da estalagem e segue com Vítor para Juruanã)
(Na
estância... Solano continua chorando sozinho em seu quarto)
(M)
– Solano? Abre esta porta! É a sua vó que está mandando!
(Após
alguns minutos ele resolve abrir)
(S)
– Vó, agora eu não quero falar com ninguém, por favor, me deixa sozinho!
(M)
– O que aconteceu? Porque tu estas com essa cara, guri?
(S)
– A Manuela me enganou vó, me traiu...
(Estela
que estava passando pelo corredor e escuta toda a conversa)
(M)
– Impossível Solano! Essa guria te ama! Te ama de verdade, eu vejo isso nos
olhos dela!
(S)
– Se ela me amasse não iria para a cama com outro!
(M)
– Solano, eu não acredito nisso! Quem te falou uma loucura dessas, queria te
intrigar com a Manuela e pelo visto conseguiu!
(S)
– Ninguém me falou! Eu vi!
(M)
– Viu? Como assim viu?
(S)
– Eu a dona Amélia vimos a Manuela e o Vítor juntos!
(M)
– O VÍTOR?
(S)
– É, ele mesmo, o ex noivinho dela!
(M)
– O que ela disse a respeito disso? Vocês conversaram?
(S)
– Por incrível que pareça nós quatro tentamos conversar civilizadamente, mas
como já era de se esperar, nós discutimos e eu fui embora com a dona Amélia e
deixei os dois lá sozinhos
(M)
– Que explicação eles deram? O que eles falaram?
(S)
– Negaram, mas isso era obvio! Falaram que não lembrava, de nada...
(M)
– Mesmo você me contando todas essas coisas eu não consigo acreditar nisso!
Você
precisa conversar com ela, mas não agora, você precisa se acalmar, porque de
cabeça quente vocês só vão piorar as coisas!
(S)
– Conversar? Eu não quero nunca mais olhar na cara dela!
(M)
– Assim vocês não vão resolver nada!
(S)
– E quem disse que eu quero resolver?
(Mariquita
resolve sair pois percebe que Solano ainda está muito machucado com tudo o que
aconteceu)
CAPÍTULO
162
(Horas
depois...)
(Frederico
vai visitar a mãe na fazenda e a encontra desolada. Ela conta tudo o que
aconteceu ao filho)
(F)
– Mãe? Como é que é ? A Manuela e o Vítor juntos?
(A)
– Eu vi meu filho! Eu e o Solano vimos!
(F)
– Isso está tão estranho, mãe! A Manuela ama o Solano e dá para perceber que o
Vítor também te ama, olha tudo o que vocês enfrentaram e ainda enfrentam para
ficar juntos... como isso é possível?
(A)
– Eu não sei meu filho, eu não sei (ela desaba em prantos)
(F)
– Cadê a Manuela?
(A)
– Eu não sei! Depois que eu saí daquela cabana eu não a vi mais!
Deve
está com vergonha de voltar para casa, depois de tudo o que fez!
(F)
– Eu vou procurá-la! E vou tirar essa história a limpo!
(Max
que estava escondido escutando toda a conversa ao perceber que o filho ia sair,
corre para o seu quarto)
(A)
– Isso meu filho! Vai procurar a sua irmã, e quando a encontrar diga para ela
voltar para casa.
(F)
– Mãe, a senhora não está com raiva dela?
(A)
– Estou magoada! Mas a Manuela é minha filha e nós vamos resolver isso de um
jeito ou de outro, mas o Vítor, eu nunca mais quero mais quero ver na minha
frente!
(F)
– Se essa história for verdade esse moleque vai pagar caro pelo que fez com
você!
(A)
– NÃO! Frederico, você vai prometer que não vai semeter nisso. Deixa que eu vou
resolver tudo sozinha!
(F)
– Mas mãe!
(A)
– Por favor...
(F) – Tudo bem! Mãe eu estou saindo para procurar a Manuela, qualquer coisa me liga! Fica bem!
(A) – Obrigada meu filho! Beijo.
(Frederico
sai e deixa a mãe descansando no quarto. Após ver o filho saindo, Max desce as
escadas e um de seus “empregados” lhe entrega um envelope cheio de fotos. Ele
se tranca em seu escritório e admira a sua obra prima)
(Max) – Parece que vocês nem serão mais necessárias... meu plano saiu mais perfeito do que eu imaginava. Nunca pensei que aqueles dois iam aparecer lá! Agora acabou tudo para aqueles quatro traidores. TUDO!
(Max
guarda o envelope no cofre e continua comemorando o seu grande feito)
CAPÍTULO
163
(Após
longas horas de viagem Manuela e Vítor chegam a Juruanã. Eles vão direto para a
clínica do Dr. Moretty, pois Vítor já tinha ligado no caminho e explicado toda
a situação. Com toda a prontidão possível o médico os atende. Após a rápida
consulta eles são encaminhados ao laboratório e lá recebem a informação de que
o resultado que alega se eles foram ou não dopados sai em menos de 24 horas,
mas que o de análise de sêmen demora alguns dias, pois é um exame delicado e
necessita de aparelhos adequados para sua realização. E que aparelhos como
estes só existem na capital. A assistente técnica explica como tudo funciona e leva
cada um a uma pequena sala para colherem os materiais necessários, uma amostra
de sangue e de saliva, para confirmarem o doping. E no caso de Manuela, ainda
fora requisitado uma coleta de urina.)
(Já
passavam das 16 horas e nada do resultado do primeiro exame...
Manuela
e Vítor estavam impacientes a espera deste pequeno papel, que dependendo do
resultado, mudaria suas vidas para sempre)
(Enquanto
isso na cidade Frederico continuava a procura de Manuela. Como não a encontrava
em lugar algum, resolve por fim conversar com Terê e saber se ela tem notícias
de sua irmã)
(T)
– Boa tarde, Fred!
(F)
– Boa tarde Terê! Tudo bem?
(T)
– Tudo! E com você e a Jana?
(F)
– Tudo ótimo com a gente!
(T)
– Está acontecendo alguma coisa? Estou vendo uma sombra de preocupação no seu
olhar...
(F)
– Terê, eu vou ser direto... você sabe aonde a Manuela está? Eu procurei por
ela a manhã toda e não encontrei.
(T)
– Sei!
(F)
– Ela por acaso está se escondendo aqui depois da burrada que fez?
(T)
– Frederico! A sua irmã não fez nenhuma burrada! Ela está neste momento em
Juruanã com o Vítor...
(ele
a interrompe)
(F)
– Em Juruanã? Com o Vítor? Então é assim... ela faz as burradas dela e depois foge
com ele? Estão em em lua...
(desta
vez é Terê que interrompe)
(T)
– Fred se acalme! Me escute, depois você tira as suas próprias conclusões
(F)
– Desculpe, Terê!
(T)
– A Manu e o Vítor foram para Juruanã, para provar a todos que eles foram
vítimas de uma grande armação.
(F)
– Como assim, Terê? Armação de quem?
(T)
– Quem seria a única pessoa que nós conhecemos que queria o mal de Manuela,
Solano, Amélia e Vítor?
(F)
– O meu pai... mas como ele armou para que a minha mãe e o Solano flagrassem os
dois na cama?
(T)
– Eu vou te explicar...mas não conte nada a ninguém...só a Manuela e o Vítor
podem e devem resolver isso...
(F)
– Tudo bem!
(T)
– A Manuela e o Vítor desconfiam que eles foram dopados... primeiro a Manu
recebeu um bilhete que supostamente seria do Solano marcando um encontro
romântico em uma cabana na entrada da cidade... o Vítor também recebeu um
bilhete, supostamente assinado pela sua mãe, que diziam as mesmas coisas... os
dois foram ao tal encontro e o resto você sabe.
(F)
– Tadinha da minha irmã! Mais uma para ela enfrentar! Quando que ela vai ter um
pouco de paz na vida dela?
(Ele
se senta e abaixa a cabeça se sentindo culpado por ter desconfiado da irmã)
(T)
– Calma Fred! Foi tudo muito bem armado... o Max planejou tudo nos mínimos
detalhes, eu tive uma visão dos dois, mas eu não soube interpretar a tempo para
evitar tudo isso...
(F)
– E eu aqui julgando a Manu como sendo a traidora e na verdade ela e o Vítor
são as maiores vítimas disso tudo! A minha mãe está arrasada com essa
história... o Solano, eu já até imagino como está se sentindo... eu ó espero
que ele não faça nenhuma besteira...
(T)
– Besteira?
(F)
– É... homem quando está com o orgulho ferido só faz besteira...
(T)
– Entendi... Ainda mais com a Estela embaixo do mesmo teto que ele!
(F)
– A Mani não merece mais uma traição! E a minha mãe eu sei que vai acreditar e
perdoar o Vítor, mas e o Solano?
(T)
– Vamos ter que esperar os dois voltarem com os resultados desses exames...
(Enquanto
isso na estância...)
(E)
– Solano, abre a porta, sou eu!
(Solano
cambaleando abre a porta do quarto)
(S)
– O que é que tu quer Estela?
(E)
– Solano? Você bebeu?
(S)
– Só um pouquinho! Só um pouquinho (ele começa a sorrir)
(E)
– Você não comeu nada o dia todo, quer que eu traga alguma coisa aqui?
(S)
– NÃO!
(E)
– Vem, eu vou te ajudar...
(S)
– Eu não quero a sua ajuda, me deixa!
(ele
tenta fechar a porta, mas por causa da bebida ele está fraco e vulnerável)
(E)
– Espera! Você não está sozinho... você
não precisa ficar sozinho se não quiser!
(S)
– Ela me traiu... me traiu... (ele diz chorando)
(E)
– Vem... senta aqui...
(ela
o senta na cama e se senta ao seu lado)
(E)
– Desabafa... confia em mim... você sabe que eu nunca iria te trair!
(S)
– Você? Aqui?
(E)
– Calma eu vou cuidar de você!
(ela
diz enquanto dá leves beijos em seu pescoço)
(S)
– Estela, para...para...
(E)
– Você quer mesmo que eu pare?
(ela
o provoca subindo os beijos para o rosto até chegar na boca)
(S)
– Não, eu não quero mais que você pare.
(Solano
perde a noção de seus atos e se deixa levar pelos encantos e feitiços de
Estela)
(Depois
de horas e mais horas de espera os resultados dos exames ficam prontos)
(Analícia)
– Senhores, por aqui, por favor! O Dr Moretty está os aguardando no
consultório.
(M)
– E agora Vítor?
(V)
– Calma Manu! Vai dar tudo certo!
(M)
– Eu estou com medo!
(V)
– Vem, me dá a sua mão! Nós vamos enfrentar isso tudo juntos! Uma vez eu
atrapalhei o seu relacionamento com o Solano e me arrependo disso até hoje,
acho que vou ficar com o peso do que fiz naquela viagem para o Rio para
sempre... sua vida mudou depois daquele dia e a culpa, pelo menos parcialmente
foi minha...
(M)
– Shiiiiu....não continue... você não teve culpa! Você estava cego de ciúmes e
de raiva e se deixou levar pelas artimanhas do meu pai, mas você não teve
culpa, e mesmo se tivesse, já está arrependido e é isso o que importa!
(A)
– Senhores?
(V)
– Perdão pela demora, já estamos indo!
(Vítor
estende a mão para Manuela. Ela corresponde e os dois seguem juntos para dentro
do consultório)
(Dr)
– Ansiosos?
(M)
– Muito!
(V)
– Com certeza!
(Dr)
– Eu não vou fazer suspense! Pois bem, eu estou aqui com os resultados dos
exames que vocês fizeram... e os quatro detectaram a mesma substância química,
ou seja vocês foram dopados.
(V)
– Que substância foi essa doutor?
(Dr)
– Éter! Esse produto antigamente, quando nossa medicina não era tão evoluída,
era utilizado em doses mínimas como forma de anestésico, mas deixando a pessoa
meio “aérea”. Quando ministrados em doses mais excessivas a pessoa ficava
inconsciente por algum tempo. O que determina o período de inconsciência é
justamente a quantidade inalada.
(M)
– Da noite passada a última coisa que eu me lembro era de alguém me segurando
por trás e colocando um pano molhado no meu rosto.
(V)
– Aconteceu o mesmo comigo.
(Dr)
– Pois então, foi isso mesmo que aconteceu com vocês, e além de tudo tiveram
muita sorte e foram muito espertos em terem me procurado logo... porque se
tivessem se passado mais algumas horas, nós não conseguiríamos detectar nada em
seus organismos.
(M)
– Doutor, e outro exame que eu fiz, só a partir da semana que vem mesmo?
(Dr)
– Infelizmente sim! Mas fiquem
tranquilos com o resultado destes exames aqui, vocês poderão provar para todo
mundo que foram dopados.
(V)
– Obrigada Dr. Moretty, por ter nos atendido tão prontamente! Não queremos mais
tomar o seu tempo! Muito obrigada!
(M)
– Obrigada mesmo!
(Dr)
– Manuela, eu poderia conversar um minuto com você? Em particular?
(M)
– Claro!
(V)
– Manu, eu te espero lá fora.
(M)
– Obrigada Vítor!
(Vítor
sai)
(Dr)
– Manuela eu não quis ser indiscreto na frente do Vítor. Eu não sei se você
sabe, mas você está grávida...
(M)
– Eu sei doutor, estou bem no início da gravidez. Eu queria mesmo perguntar se
isso que aconteceu pode afetar a saúde do meu filho, mas ninguém sabe
ainda...eu agradeço pela sua discrição na frente do Vítor.
(Dr)
– Não precisa agradecer! E respondendo a sua pergunta...a priori seu filho está
muito bem, mas eu recomendo que você procure o médico do seu pré natal para
fazer pelo menos uma ultrassom, só para confirmar que está tudo bem!
(M)
– Obrigada Doutor, eu vou procurar o meu médico para fazer alguns exames!
(Dr)
– E só mais uma coisa... eu sei que essa situação toda é muito complicada, mas
tente manter a calma e não se estressar, pelo bem do seu filho, tá?
(M)
– Eu vou tentar doutor, pelo bem do meu filho, eu vou tentar!
(Depois
de se despedir do médico, Manuela sai da sala dele e Vítor pergunta se ela está
bem. Ela consente, Em seguida eles resolvem voltar para Girassol e provar para
todos que eles foram vítimas de uma grande armação)
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