Emoções Finais - 1ª Fase

ATENÇÃO!

Estes capítulos são baseados na história da novela Araguaia, escrita pelo autor WALTHER NEGRÃO, sendo alguns capítulos da própria novela, outros capítulos modificados e outros criados por mim, para tentar dar outro rumo a história...
SIMPLESMENTE POR SER UMA ETERNA FÃ DE ARAGUAIA! E PRINCIPALMENTE UMA #EternaSoela
 
 
 
CAPÍTULO 142

(M) – De onde você tirou isso Solano? Claro que não! (ela responde, enquanto desce de cima de Lilo.)

Que loucura é essa? Esqueceu que quem está grávida nessa história é a Estela!? E de um filho seu! (Manu fica nervosa)

(S) – Manu calma, eu só te fiz uma pergunta.

(M) – Eu sabia, eu sabia que não ia dar certo, não adianta insistir Solano.

(Solano tenta acabar a discussão com um beijo, mas ela não deixa.)

(M) – Solano, para por favor. Não adianta. Não adianta tentar resolver nossos problemas com beijos e abraços.(ela diz chorando e se prepara para montar no cavalo)

(Solano para evitar mais um desentendimento, a segue e a puxa antes que ela suba e lhe dá um abraço bem apertado. Manuela se tranquiliza ao perceber que conseguiu convencer Solano de que não está grávida.)

(S) – Calma guria! Calma... (Solano diz para ela ficar calma enquanto a acaricia)

(Manuela que já tinha se segurado para não chorar na frente da mãe, desaba nos braços de Solano)

Eu não gosto de te ver assim Manu, o que está acontecendo? Você não ficou nervosa assim só por causa da minha pergunta, ficou?

Pronto! Já até esqueci! Mas fica calma...

(depois de um longo tempo de silêncio Manuela resolve contar o que aconteceu)

(M) – Vem aqui comigo, (ela chama Solano para sentar ao seu lado embaixo da árvore. Ela olha fixo nos olhos de Solano e diz)

(M) – Desculpa, eu não fiquei assim só por causa da sua pergunta, Solano o mundo está desabando sobre a minha cabeça e eu não posso fazer nada...nada.

A vontade que eu tenho é de sumir, de largar tudo, sabe? Mas aí eu penso na minha mãe, no Fred, em você...

(S) – Não fale assim! Manu me conta o que está te deixando assim, quem sabe eu posso te ajudar.

(M) – Obrigada, mas não há nada que você possa fazer. O que tinha que ser feito, eu já fiz! Agora eu tenho que aguentar as consequências dos meus atos.

(S) – Tu estás falando do teu pai?
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CAPÍTULO 143

(M) – Estou. O Matyas me passou uma mensagem dizendo que precisava falar comigo urgentemente. Eu liguei e ele me disse que a denúncia foi aceita pelo ministério público e ele vai ser processado. E daqui dois ou três dias no máximo ele vai ter que ir prestar esclarecimentos lá na delegacia da capital.

Você sabe o que isso significa Solano? Eu estou destruindo a vida do meu próprio pai. (ela fica arrasada com a situação)

(S) – Não Manu! Você está fazendo justiça! Justiça por aquelas pessoas que morreram, e pelas pessoas que foram enganadas por ele. Você tem que se lembrar de que o Max, o teu pai, destruiu a vida de muitas outras pessoas antes e agora ele vai pagar pelo o que ele fez. Antes tarde do que nunca.

(M) – Eu achei que ia conseguir, mas agora eu percebo que sozinha eu não consigo!

(S) – Você nunca mais estará sozinha! Nunca mais! Eu sempre vou está ao seu lado... eu sei que essa situação com o teu pai está te deixando assim; triste, deprimida, culpada...

Mas nós dois vamos enfrentar isso tudo juntos!

(M) – Solano eu não queria trazer só problemas para você, me desculpa. Você também tem os seus problemas, suas chateações, eu não queria ser... (ela acaricia o rosto dele)

(S) – Nem termine essa frase Manuela! (Solano beija Manuela)

Hum, guria, tive uma ideia!

(M) – Que ideia?

(S) – Vem, vem aqui vem... hoje é você que está precisando de uma palavra amiga, precisando desabafar... agora não é a hora de se fazer de forte... vem... (ele retribui o carinho)

(M) – Eu não quero mais falar sobre esse assunto.

(S) – Tudo bem! Não precisamos necessariamente falar ou gritar para desabafar!

(M) – Como assim Solano?

(S) – Vem...

(M) – Para onde?

(S) – Você confia em mim?

(M) – Claro gaúcho! Eu confio em você! (ela pisca para ele, eles se beijam de novo e saem em seus respectivos cavalos)

(S) – Então me segue guria... eu sei como espantar essa tristeza, pelo menos por alguns minutos ou algumas horas... isso vai ser você que vai decidir...

(M) – Me espera gaúcho!

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CAPÍTULO 144

(Não demorou muito e Manuela já sabia onde estavam chegando)

(M) – No campo de girassóis amor? É aqui?

(S) – Chegamos guria! Agora vai...

(M) – Como assim Solano? Não estou te entendendo.

(S) – Vai guria, tens o campo de girassóis inteirinho só para ti. Coloque teus pensamentos e sentimentos no lugar, escute o seu coração e depois volte para mim.

Eu vou te esperar aqui.

(eles se despedem com um beijo e Manuela diz que volta mais tarde)

(M) – Obrigada. É incrível como você me compreende. Eu volto depois, tchau.

(Manuela se afasta cada vez mais de Solano, até se isolar completamente, enquanto ele a espera no lugar combinado.)

(Manuela conversa sozinha enquanto cavalga entre a plantação)

(M) – Tem tantas coisas que eu queria falar, fazer, mas não consigo;

Eu não estou me reconhecendo, o que está acontecendo com você, Manuela Martinez? Será que o peso de carregar este sobrenome é tão grande assim?  

E porque eu não consegui falar para o seu pai de você, meu filho? Será que algum dia, vocês dois vão me perdoar por isso? Mas eu senti que ainda não era o momento de contar, alguma coisa aqui dentro, me pede para não contar. E ele estava bravo, como se não quisesse... aliás, ele não quer outro filho, ele mesmo já me disse isso. Tantas perguntas e nenhuma resposta...

E o meu pai, eu pensei que ia ser mais forte nesta situação, mas me enganei, por mais que eu saiba que ele cometeu crimes, armações e tantas outras coisas, mas poxa, ele é meu pai...

E esse filho que o Solano vai ter com a Estela... o que será que vai acontecer? Será que depois que essa criança nascer o Solano não vai querer ficar ao lado dela e da Estela?

Será que vocês dois vão chegar a se conhecer meu filho? Será que vocês vão se estranhar igual a mim e a Estela? Ou será que vocês vão ser grandes amigos? E essa maldição? O que vai acontecer com vocês? E com o Solano?

São tantas angustias de uma vez só? Será que eu vou suportar? Será que isso vai ter fim um dia? Será que eu vou conseguir ter paz depois que meu pai for preso?

E se o Solano não me aguentar mais e resolver me deixar, será que eu vou aguentar?

Se for preciso ir para longe, esquecer tudo e começar uma vida nova, será que eu vou ter coragem?

(Enquanto Manuela tentar achar as respostas para suas inúmeras incertezas, Solano decide ir até a estância e fazer uma surpresa para ela.)
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CAPÍTULO 145

(M) – Que pressa é essa guri?

(S) – Vó, vem comigo, eu preciso da sua ajuda.

(M) – Ajuda para que?

(S) – Eu preciso de uma toalha xadrez e tem que ser vermelha, de uma cesta, de uma jarra de suco e de preferência de maracujá, uns biscoitinhos, um bolo...

(M) – Para que tudo isso?

(S) – Eu quero fazer uma surpresa para a Manuela.

(M) – E tu conseguiste conversar com a guria sobre aquele assunto? Ou ainda não?

(S) – Consegui vó! E infelizmente foi alarme falso. Mas vamos ver pelo lado positivo. Pelo menos não tem mais ninguém em perigo.

(M) – Só um instante! Vou buscar a toalha e a cesta que tu me pediu.

(S) – E eu vou falar com a Aspásia.

(Aspásia está na cozinha terminando de tirar um bolo de chocolate do forno.)

(S) – Hum... mas que cheiro bom Aspásia. É o que hein?

(A) – Oi Sol, não sabia que “cê” já tinha chegado. É um bolo de chocolate que acabei de tirar do forno.

(S) – Acabei de chegar, mas já estou saindo. Você pode colocar um pedaço desse bolo para mim em uma vasilha? Ainda tem biscoito aqui?

(A) – Claro Sol, só um segundo vou arrumar pra ocê, tá?

(S) – Obrigada Aspásia! E tem suco de que aqui?

(A) – Ave, Sol! Que fome toda é essa?

(S) – Não é só para mim Aspásia, eu quero fazer uma surpresa para a Manu.

(A) – Ah entendi! Aqui o bolo e os biscoitos.. e tem suco de laranja, limão e maracujá.

(S) – Ótimo! Pode ser o de maracujá!

(A) – E aonde “ocê” vai por tudo isso?

(M) – Aqui Solano, a toalha e a cesta!

(S) – Obrigada vó!

Pronto né? Acho que não esqueci de nada?

Deixa eu ir porque a Manu pode está me esperando já... obrigada...até mais...

(Dona Mariquita sai e um tempo depois Estela chega.)

(E) – Cadê o Solano, Aspásia? Eu achei que tinha escutado a voz dele. Ele já chegou?
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CAPÍTULO 146

(A) – Oi Estela! O Sol teve aqui sim, mas já saiu...

Ele só veio buscar umas coisas... disse que estava com pressa.

(E) – Buscar umas coisas? Estava com pressa?

Aconteceu alguma coisa?

(A) – Não! Ele só veio aqui em casa, buscar uma cesta, uma toalha, um bolo e um suco, ah, e uns biscoitinhos também.

(E) – Ah, ele veio buscar um lanche para o pessoal lá da plantação!

(A) – Não Estela! Ele disse que ia fazer uma surpresa para a Manu.

(E) – Ah, Manuela está metida nesta história. Tinha que ser, né?

Mas isso vai terminar!

(A) – O que você falou? Não entendi!

(E) – Eu disse que o dia já vai terminar.

(A) – É verdade, daqui a pouco o sol vai se pôr.

(E) – Aspásia eu vou subir, qualquer coisa você me chama lá no meu quarto?

(A) – Chamo sim Estela, pode deixar!

(Ao chegar em seu quarto Estela desabafa olhando para o espelho)

(E) – Vocês dois não vão ficar juntos. Não vão! Eu não vou deixar!

Era só o que me faltava mesmo, depois de tudo o que eu fiz, perder ele para aquela princesinha mimada? Não mesmo... isso não... antes... antes eu faço uma loucura.

(M) – O que você disse Estela?

(E) – Dona Mariquita? O que a senhora faz aqui?

(M) – Não responda a minha pergunta com outra pergunta! Apenas me responda. O que foi que você disse?

 

CAPÍTULO 147

(E) – Eu estava aqui conversando com o meu filho, só isso.

(M) – Não tente me enganar Estela! Eu ouvi perfeitamente tu ameaçando a felicidade do Solano e da Manuela...

(E) – Não, a senhora entendeu errado. Eu fiquei com raiva porque a Aspásia me disse que o Solano foi fazer uma surpresa para a Manuela, e eu só fiquei com ciúmes, só isso...

(M) – Estela, faz um favor para você e para mim?

(E) – Claro! Pode dizer!

(M) – Não perca o seu tempo e nem o meu tentando me convencer de tuas mentiras.

(E) – Mas Dona Mariquita?

(M) – Deixe tuas mentiras para falar para o meu neto, que está cego e ainda acredita em tudo o que tu dizes...

Mas escuta só duas coisas... a mulher que o Solano ama é a Manuela.

E você só está aqui por causa deste guri que carregas aí na tua barriga. Se não fosse por ele, tu estarias bem longe daqui. Tchau Estela!

(Estela fica furiosa, mas tenta se conter.)

(E) – Quem ela pensa que é para falar assim comigo? Quem?

Calma Estrela, você já sabe o que tem que fazer para separá-lo dela. A Manuela pode até amar o Solano, mas não confia plenamente nele. Ele pode não me amar, mas acredita no que eu digo. Pensa Estela, pensa... agora é só esperar a oportunidade exata para atacar.







CAPÍTULO 148

(Manuela depois de ficar muito tempo sozinha, refletindo e se fazendo milhares de perguntas, retorna para o lugar onde tinha combinado de encontrar Solano, mas não o encontra.)

(M) – Uai, será que eu demorei demais e o Solano cansou de me esperar?

(Ao ouvir a voz dela, ele assovia. Ela segue o som do barulho do assovio e encontra Solano.)

(M) – Demorei?

(S) – Digamos que só um pouquinho! Mas isso não importa agora.

Vem aqui, meu amor... (ele se aproxima erguendo os braços para ajuda-la a descer do cavalo)

(M) – Solano, agora eu não posso, combinei de me encontrar com o Fred.

(S) – Ainda está cedo. Vem comigo?

(M) – E eu consigo resistir a um pedido seu? E ainda mais pedindo assim com tanto carinho? (Solano a ajuda a descer do cavalo e eles se beijam. )

(S) – Mas agora vamos?

(M) – Onde?

(S) – Vem comigo que eu te guio. (ele coloca as mãos em seu rosto para tampar os seus olhos.)

(M) – Está bem! Vamos!

(S) – Cuidado aqui, passa por aqui, pode confiar, eu não vou deixar você cair. (Solano vai guiando Manuela até a surpresa)

(M) – Eu sei, eu confio em você! Sempre confiei.

(S) – Chegamos!

(M) – Posso abrir os olhos?

(S) – Não! Espera só um instante...espera...

(M) – “Tá, eu espero”

(S) – Pronto, pode abrir os olhos guria. (Solano grita um pouco afastado dela)

 
CAPÍTULO 149
(Manuela abre os olhos e vê que Solano está sentado no gramado coberto pela toalha e ao seu redor uma cesta e vários petiscos para eles saborearem com a mais perfeita das visões: os girassóis.)
(M) – Solano? (Ela olha para ele emocionada)
(S) – O que foi Manu? Não gostou?
(M) – Eu adorei. Você me surpreende cada dia mais... Você preparou tudo isso enquanto eu... bem, enquanto eu cavalgava.
(S) – Foi! E que bom que deu tempo! Eu tive essa ideia agora.
(Manuela caminha lentamente até Solano e se senta ao lado dele. Ela olha para ele atentamente e o beija. Em seguida eles conversam)
(M) – Obrigada! Eu não tenho feito outra coisa a não ser te agradecer por tudo o que você está fazendo por mim, né? Daqui a pouco você vai até se cansar de mim.
(S) – Cansar de ti guria? Ah, talvez... (diz Solano brincando)
(M) – Não precisa dizer brincando, eu sei que é verdade, qualquer pessoa se cansaria...
(S) – Nunca Manuela! Cansar de ti, guria? Nunca! Coloca isso aqui dentro da sua cabecinha e do seu coração... o meu amor por ti e o teu amor por mim é para sempre...
(M) – Eu também sinto que vai ser assim; porque a quando a gente estava a afastado, eu tentei, eu juro que eu tentei te esquecer, tentei tirar você do meu coração, das minhas lembranças, mas não consegui...
(S) – Manu nós já passamos por muitas coisas juntos, algumas delas nos separaram, outras nos uniram; mas agora eu não vou deixar nada e nem ninguém nos separar nunca mais.
(M) – Será Solano? Eu confesso que eu tenho medo disso acontecer, mesmo nos amando tanto, eu temo que a gente não consiga ficar junto. 
(S) – Esquece... Mas mudando de assunto só um pouquinho..
(M) – Pode dizer
(S) – Depois que você ficou esse tempo sozinha, está se sentindo melhor?
Não precisa dizer muita coisa, só um “sim” ou um “não”.
 
CAPÍTULO 150
(M) – Sim. Eu estou ...(Solano não deixa ela prosseguir)
(S) – Pronto! Era só o que eu precisava saber... agora vamos ao nosso piquenique, antes que as formigas nos encontrem?
(M) – Claro! Está tudo tão lindo, tão organizado, pena que eu esteja sem fome.
(S) – Ah... não Manu! Pelo menos um pedacinho de bolo e um copo de suco...vai...
(M) – Está bem! (Solano entrega o copo com suco para Manuela)
(S) – Vamos fazer um brinde?
(M) – Um brinde? E brindaremos a que?
 (S) – A nós... ao nosso amor... a família que nós vamos construir juntos...
(M) – Família? Que família Solano?
(S) – Os nossos filhos, adotados, mas nossos filhos, esqueceste do nosso combinado guria?
(M) – Claro, os nossos filhos adotados, eu não... eu não esqueci não...(ela responde cabisbaixa)
(Eles brindam, comem uns pedaços de bolo, alguns biscoitos e em seguida Manuela lembra Solano que tem um encontro marcado com seu irmão)
(M) Por acaso esse suco de maracujá é proposital?
(S) - Provavelmente, é que queria ver você bem calminha hoje... (os dois sorriem)
(M) – Aham! Sei!
(S) – Manuela você está diferente... eu não sei o que é, mas tem um brilho diferente nos teus olhos. Isso tudo é porque está comigo? (ele sorri)
 
 
 
 
 
 
 
(M) – Olha eu vou te contar, mas não é para você ficar se achando não, viu?
(S) – Eu me achando? Imagina só...
(M) – É sim! É por sua causa, quando eu estou contigo eu me sinto mais viva, mais feliz, mais completa!
(Após várias promessas e juras de amor, eles se beijam)
(S) – Você é mais que especial! Você é única! O seu amor é todo meu e o meu amor é todo seu!
(Manuela coloca uma expressão em seu rosto e Solano a indaga)
(S) – Que carinha é essa Manu?
(M) – Nada demais, esquece!
(S) – Como esquece? Fala, o que se passou nessa sua cabecinha linda, fala...
(M) – Eu não quero mais falar e nem pensar nisso, porque neste caso são dúvidas que eu tinha, mas que meu coração já solucionou todas. Não tem mais importância.
(S) – Então se você diz, eu acredito...
(M) – Foi tudo tão lindo, tão mágico, mas agora eu preciso ir amor. O Fred já deve está me esperando...
É a realidade que chama...
(S) – Vamos ficar só mais um pouquinho nesse nosso sonho... está tudo tão calmo...tão sereno...
(M) – Eu sei amor, mas eu preciso ir mesmo. Tenho que conversar com o Fred sobre tudo, sobre o que eu descobri, sobre a denúncia, enfim, tenho que colocar ele a par da  situação...
(S) – Então eu te levo até a operadora.
(M) – Não precisa se incomodar!
(S) – Não vai ser nenhum incomodo para mim ficar ao teu lado mais um pouco até chegarmos a cidade.
(M) – Então vamos!
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Depois de recolherem tudo e colocarem na cesta, Solano e Manuela partem rumo à cidade. Ao chegar lá eles vão direto para a Operadora, onde Fred aguarda ansioso para conversar com a irmã.)

(S) – Chegamos guria!

(Solano desce do cavalo e ajuda Manuela a descer também.)

(M) – Obrigada!

Vamos entrar?

(S) – Não, eu vim só te acompanhar, esse momento é só de vocês.

(M) – Você que sabe!

(S) – Manda um abraço para o teu irmão e diga que eu irei fazer uma visita para ele e a Janaína depois.

(M) – Pode deixar, eu digo sim.

(Eles se despedem Solano sai e Manuela entra na Operadora.)

(F) – Maninha! Que bom que você chegou! Achei que nem vinha mais!

(M) – Bobo! Eu não disse que viria? Que saudades Fred, eu senti tanta a sua falta!

(F) – Eu também senti saudades suas. Mas agora me conta que história é essa sobre o nosso pai. A mamãe me contou você viajou para a capital para denunciar ele.

(M) – (Manuela chorando diz) – Você não imagina como foi difícil para eu fazer isso. Eu acho que no fundo, eu ainda acredito que ele vai conseguir provar que é inocente, mesmo sabendo que isso é impossível. Meu coração diz uma coisa e minha razão diz outra. Está difícil, mas...

(F) – Calma maninha! Calma! Não fica assim! Ele não merece! (Diz Fred enquanto abraça a irmã.)

(M) – Fred lembra do Matyas?

(F) – O nosso primo... sim, a mamãe me falou sobre ele também.

(M) – Isso! Ele me ligou mais cedo para avisar que dentro de dois ou três dias o papai vai ser chamado para prestar esclarecimentos sobre a denúncia.

(F) – Mas já?

(M) – Aham. Mas vamos falar de coisas boas. Me conta como foi a lua de mel? Está estampado nos seus olhos a sua felicidade.

(F) – Manu, foi um sonho, na verdade está sendo um sonho, pena que eu chego em casa e descubro tudo isso, você e a mamãe tinham que ter me contado, porque  assim eu voltava antes e ajudava vocês.

(M) – Foi por isso mesmo que nós não te avisamos. Não seria justo estragar a sua lua de mel com a Jana. Vocês já passaram por tantos problemas, agora que está tudo resolvido, tudo mais calmo, vocês merecem ser felizes, e eu torço por muito por isso.

(F) – Obrigado, maninha. Mas no assunto alegrias do coração não sou só eu que estou amando não... e você e o Solano como estão? Finalmente conseguiram se acertar?

(M) – Sim. Nós estamos juntos de novo, se não fosse o Solano do meu lado me dando todo esse apoio, eu nem sei viu...

(F) – Mas você não está mais sozinha, você tem a mim, a mamãe, o Solano... todos que te amam de verdade vão está sempre do seu lado... sempre...

(M) – Eu sei, e se não fosse todos vocês do meu lado eu já teria jogado a toalha há muito tempo.

(Eles se abraçam, depois se despedem e Manuela volta para a fazenda.)

 

 

CAPÍTULO 152

2 dias depois...

(Manuela mal conversou com o pai nestes dois dias, ela não conseguia encará-lo e bancar a falsa fingindo que não estava acontecendo nada... durante este período ela não teve sossego pois só tinha em mente que o oficial de justiça poderia chegar a qualquer momento. Nem os passeios diários com Solano faziam ela esquecer disso. Toda vez que alguém chegava na fazenda ela gelava e só voltava normal quando constatava que não era quem ela pensava. Mais um dia foi se passando e o Oficial chegou. Max o atendeu como se nada tivesse acontecido, arrumou sua mala, e disse a família que iria viajar para tratar assuntos de negócios. Assim que ele sai Amélia e Manuela conversam.)

(A) – É incrível como o Max não dá o braço a torcer, ele viajou dizendo que era assuntos de negócios...
(M) – Mas infelizmente sabemos que não é.
Agora é só esperar para saber o que vai acontecer.
(A) – Não temos outra saída!
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CAPÍTULO 153

Passagem de Tempo...

(Max)

Subornando algumas pessoas dentro da delegacia, Max consegue descobrir tudo... quem havia feito a denúncia, os motivos, todos os detalhes que lhe eram tidos como importantes. Depois disso ele jurou vingança àqueles que tanto tentaram lhe prejudicar, e ao que tudo indica tinham conseguido, pois Max estava sendo processado, mas por não ter antecedentes criminais, e por ter ofício e residência fixa, responderia o processo em liberdade até chegar o dia do julgamento. Com todas as informações em mãos ele resolve voltar para casa e fingir que nada aconteceu.” 

 

(Manuela)

Era informada de cada passo da marcha processual através de seu primo. Ele como seu representante legal tinha livre acesso a todos os detalhes. Mesmo feliz ao lado de Solano, continuou escondendo sua gravidez dele e de toda a sua família. Manuela tinha em seu filho, um segredo só seu, mas que ela sabia que mais cedo ou mais tarde seria descoberto, pois dentro de um ou dois meses no máximo sua barriga começaria a apontar. E isso a preocupava bastante. Ela ainda se dividia em preocupações com sua mãe tentando a todo custo ajuda-la a esconder seu romance proibido com Vítor. E festejava a felicidade de seu irmão junto com Janaína, que estavam cada dia mais apaixonados um pelo outro.

 

(Estela)

Continuava inconformada com a reconciliação de Manuela e Solano e arquitetava um plano para futuramente separá-los. Sua gravidez corria perfeitamente bem o que a deixava feliz e triste ao mesmo tempo, pois se estava tudo bem com ela e a criança, Solano não se importava muito com ela. Quando tinha certeza de que Solano e Manuela estavam juntos sempre inventada um mal estar só para chamar a atenção dele, mas Manuela sempre compreensiva não se importava tanto; o que frustrava os planos de Estela de tentar separá-los.

 

 (Diversos)

A pequena cidade de Girassol seguia seu curso normal. E seus moradores também.

Estavam todos se preparando para a próxima colheita e obviamente cuidando dos preparativos para que fosse realizada uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita e de suas vendas.”

 

Entre idas e vindas, passaram-se 15 dias...

CAPÍTULO 154

 

(Max resolve voltar para casa e fingir que nada estava acontecendo. Amélia, Manuela e Frederico resolvem fazer o jogo dele para ver até onde ele seria capaz de chegar.

Mas mesmo assim, o clima não era um dos melhores na antiga e conservada fazenda da família Martinez)

 

(Após perceber que perdeu o respeito e apoio de sua esposa e filhos, Max resolve por em prática a sua vingança, e continua impondo sua presença na fazenda e na vida deles)

 

(No quarto de Manuela, ela e Amélia conversam sobre seus amores)

 

(M) – Ai mãe, o Solano está cada vez mais romântico, o que que é aquilo? Já tem quase um mês que a gente voltou e parece que foi ontem... é cada declaração de amor, uma mais linda que a outra.

A última dele foi esta carta marcando um encontro comigo...

Hoje à noite, numa cabana, perto da estrada principal.

(A) – E como essa carta chegou até você?

(M) – Tenho certeza que ele entrou no meu quarto pela janela enquanto eu dormia e colocou lá. Ele já fez isso antes! A cada dia que passa estou mais envolvida, mais apaixonada, não tem explicação mãe.

(A) – Eu te entendo perfeitamente Manuela. É exatamente assim que eu me sinto quando estou perto do Vítor.

(Amélia e Manuela continuam conversando sobre seus amores)

Enquanto isso na pensão...

(Di) – Mandaram te entregar esse bilhete, Seu Vítor.

(V) – Quem mandou Diana?

(Di) – Não sei, não reconheci a pessoa, ela estava usando um chapéu que cobria parte de seu rosto.

(Vítor pega o bilhete e se prepara para subir até seu quarto e encontra Terê)

(T) – Que alegria toda é essa, menino? Posso perceber que estás muito feliz!

(V) – Estou sim Terê, acabo de receber esse bilhete da Amélia, vou subir e ler o que o meu amor escreveu. Tchau Terê!

(Terê sente um arrepio, mas não consegue entender o que isso quer dizer)

 

CAPÍTULO 155

(Horas depois... Na Fazenda...)

(M) – Que estranho! Eu tentei falar com o Solano o dia inteiro, mas não consegui.

Ele me disse que ia viajar hoje, será que ele falou isso para me despistar?

(A) – Você acha que ele faria isso?

(M) – Sei lá mãe, acho que sim, ele anda tão misterioso, romântico..., e isso o deixa ainda mais apaixonado e apaixonante, incrível, não tem como explicar...

(A) – É o amor filha! A gente não consegue explicar mesmo, conseguimos apenas sentir e amar, amar, amar muito.

(M) – Aêê Dona Amélia... vejo que a senhora está por dentro do assunto.

(A) – Ei menina! Mais respeito com a sua mãe (elas sorriram juntas)

(M) – Tudo bem então, já vou indo..não quero me atrasar! Como estou? Hoje tenho que conversar seriamente com o Solano.

(A) – Você está linda filha! Vai com Deus! Divirta-se.

Eu vou aproveitar e tentar falar com o Vítor, eu também não consegui falar com ele ainda.

(M) – Obrigada mãe! Eu tive a quem puxar! Isso mesmo, divirta-se também Dona Amélia. Cuidado para ninguém te flagrar ao telefone com Vítor! beijos, fui..

(Manuela sai toda animada e nem percebe quando seu pai diz)

(Max) – Vai, vai lá filhinha, divirta-se! Hahaha

 Amélia desce as escadas e encontra Max.

(M) A Manuela passou por aqui toda arrumada e muito animada. Você sabe onde a nossa filha foi?

(A) Não sei, e nem se soubesse iria te dizer.

(M) – Que mal humor! Vou sair. Não me espere para o jantar.

(A) – Pode ter certeza que não vou esperar mesmo.

(O telefone toca)

(A) – Alô!

(S) – Alô! Boa noite! A Manuela está aí Dona Amélia? Estou tentando ligar no celular dela e está fora de área ou desligado.

(A) – Solano, tudo bem? A Manu já saiu, foi encontrar com você!

(M) – Estou bem, como assim saiu para se encontrar comigo? Nós não marcamos nada para hoje. Eu acabei de chegar de viagem e queria fazer uma surpresa para ela.

(A) – Eu sei da sua surpresa, ela me contou.

(S) – Como assim ela contou? Ela não sabia de nada, e falei para ela que eu só voltaria amanhã da minha viagem. Para surpreendê-la.

(A) – Solano eu vi seu bilhete para ela.

(S) – Dona Amélia deve está acontecendo algum engano, eu não escrevi bilhete nenhum

para a Manuela.

(A) – Pois Solano, agora eu me preocupei porque a Manu saiu daqui toda animada para se encontrar com você.

(S) – Ela disse para onde ia pelo menos?

 

CAPÍTULO 156

(A) – Sim, no bilhete dizia que era para ela ir até uma cabana, afastada da cidade, seguindo pela estrada principal.

(S) – Eu vou até lá ver o que está acontecendo.

(A) – Solano você pode, por favor, passar aqui, para eu ir com você procurar a Manu?

(S) – Claro Dona Amélia, daqui a pouco chego aí.

(A) – Obrigada Solano!

(Na estalagem...)

(T) – Vai sair?

(V) – Eu vou me encontrar com a Amélia.

(T) – Cuidado Vítor! Muito cuidado.

(V) – Terê porque você está falando assim?

(T) – Intuição. Intuição. Só isso.

(V) – Pode ficar tranquila! Hoje nada vai dar errado. Tchau Terê.

(T) – Tchau meu filho. Cuidado.

(T) – NÃO, de novo não, essa visão de novo não. Isso não pode acontecer!

(Solano vai até a fazenda buscar Amélia, e como eles vão passar na cidade ela pede a ele que pare na estalagem para falar com Vítor)

(T) – Amélia?

(A) – Que foi Terê que você se assustou? O Vítor está lá em cima? Preciso falar com ele bem rápido.

(T) – Ah que pena! Vocês se desencontraram! O Vítor foi ao seu encontro, e você veio aqui procurar ele.

(A) – Como assim Terê?

(T) – O Vítor foi encontrar com você no lugar combinado, escrito no bilhete que você mandou hoje para ele.

(A) – Terê eu não escrevi nenhum bilhete para ele hoje. E o bilhete marcava o encontro aonde?

(T) – Não sei, eu não li. Só sei que o Vítor ficou todo empolgado.

(A) – Isso está tão estranho...

(T) – Estranho?

 

CAPÍTULO 157

(A) - Primeiro Manuela sai para encontrar com o Solano e ele fala que não marcou encontro nenhum, e agora o Vítor sai para se encontrar comigo e nós também não marcamos nada.

(A) – O que será que está acontecendo? Bom, vou resolver uma coisa de cada vez. Primeiro vou procurar a Manuela e depois o Vítor. Tenho que ir Terê porque o Solano está me esperando no carro.

(Enquanto isso Manuela chega ao local marcado. Uma cabana, um pouco afastada da cidade, bem simples e perfeitamente arrumada. Ao entrar depara-se com uma mesa posta para 2. Tamanho é o seu entusiasmo que nem percebe que à apenas alguns metros dali, está seu pai, observando cada passo seu. Em cima da mesa tem um bilhete, enquanto ela lê aparece um homem por trás coloca um liquido em um pano e a força a cheira-lo até ela perder os sentidos...ele a leva até um pequeno quarto e a deita na cama.

Alguns minutos depois Vítor chega à cabana todo animado esperando encontrar Amélia.

Ele vê o carro de Manuela, mas deduz que Amélia pegou o carro da filha emprestado. Mas para infelicidade sua acontece o mesmo que aconteceu com Manuela. E ele também vai parar no quarto desacordado.

Na estrada Solano cai em um buraco e acaba furando o pneu de seu carro. Ele desce para trocar e ao abrir o bagageiro lembra-se de que emprestou o estepe de seu carro para um dos agricultores da plantação de girassóis.  Ele e Amélia são obrigados a voltar para a cidade para trocar o pneu.

Max entra na cabana, vai direto ao quarto, e diz sorrindo:

(Max) – quem mandou vocês me traírem? Comigo é assim traição, eu pago com traição, literalmente, kkkkk,

 

CAPÍTULO 158

(Uma mulher misteriosa surge chamando por Max)

(Mulher): Seu Max. Seu Max.

(Max) – Não faça barulho. Eu estou aqui. Entre agora e faça o que tiver que fazer logo e saia. Seu pagamento está em cima da mesa.

Ela deixa Manuela apenas de camisola e Vítor de bermuda.

Depois espalha algumas peças de roupas deles pela cabana.

Max volta ao quarto, tira algumas fotos e comemora o sucesso de seu plano...

(Max) – Eu disse que vocês quatro iam me pagar por essa traição, eu disse... que coisa feia Manuelinha traindo sua mãe e seu noivinho, logo com quem, o seu ex noivo, mas isso é coisa que se faça guria? Depois disso ninguém mais vai acreditar em vocês...

 

(Solano e Amélia não encontram ninguém para ajudá-los, então ela tem a ideia de ir até a fazenda e emprestar o estepe de seu carro para Solano trocar o pneu do carro.

Após trocar o pneu eles continuam a busca por Manuela, seguindo a única pista que ela deixou... “uma cabana perto da entrada da cidade”. Já era madrugada quando Amélia e Solano chegaram na cabana e encontraram os carros de Manuela e de Vítor)

(A) – Alí gaúcho. O carro da Manuela está ali. E o carro do Vítor também. O que será que aconteceu?

(S) – Não faço ideia, vamos entrar depressa.

 

(Solano estacionou e rapidamente ele e Amélia desceram do automóvel e foram em direção a porta da cabana. A porta estava meio aberta e por isso eles entraram com facilidade. Estava tudo silencioso. Amélia chamou a atenção de Solano mostrando a camisa de Vítor no chão. Eles ficaram intrigados e continuaram caminhando até que Solano tropeça em um calçado. Amélia reconhece o calçado dizendo que é de Manuela.

(A) – Solano o que é isso? O que está acontecendo aqui?

(S) – Eu só espero que não seja nada disso do que eu estou pensando.

(Eles chegam ao quarto e ficam chocados com a cena que estão presenciando...)

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CAPÍTULO 159

 

(Solano e Amélia ficam chocados ao verem Manuela somente de camisola deitada sobre o peito de Vítor e abraçada a ele, que está apenas de bermuda.)

 

(A) – Isso não pode está acontecendo! Não pode!

(S) – Dona Amélia eles traíram a gente da forma mais baixa, mais suja... eu estou com nojo de ficar aqui, de presenciar essa situação.

(A) – Olha como dormem tranquilos, como se ninguém fosse descobrir nada!

(S) – E não era para descobrir mesmo, né? Era para eu está viajando e a senhora acreditando que a Manuela tinha saído comigo.

(A) – Solano, isso tem que ter alguma explicação! Tem que ter!

(S) – Vamos esperar eles acordarem ou vamos embora daqui?

(A) – Vamos esperar eles acordarem, assim não vão ter como fingir que nada aconteceu e fugir de nos dar explicações!

(S) – Tudo bem, eu fico aqui com a senhora! Mas, vamos para sala, eu não aguento mais ficar neste quarto.

 

(Amélia e Solano voltam para a pequena sala e sentam-se ao redor da mesa observando uma garrafa de champanhe pela metade, alguns morangos, chantilly e caída no chão uma caixa de preservativo aberta. Eles ficam sem reação diante de tudo. Entre algumas lágrimas silenciosas e muita decepção o dia amanhace.)

 

(No quarto, Vítor é o primeiro a acordar e sente uma dor de cabeça horrível, ele fica abismado ao perceber que Manuela está deitada ao seu lado. Ele tenta se lembrar de alguma coisa da noite passada, mas nada lhe vem a memória. Quando Manuela acorda, e percebe o que está acontecendo leva um grande susto e acaba gritando. Ao ouvir barulhos vindos do quarto, Amélia e Solano criam coragem e adentram o local)

 

(M) – VÍTOR? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?

O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI?

(S) – Isso é o que eu quero que você me explique, Manuela!

(M) – Solano? Você também está aqui? Mãe?

(V) – O que todos estamos fazendo aqui? Ai minha cabeça...

(M) – Eu também estou! Minha cabeça está latejando...

(S) – Deve está doendo mesmo... consequência do porre que vocês tomaram ontem...

(M) – Eu não bebi nada ontem a noite!

(Amélia estava completamente estática, não falava nada, não fazia nada, apenas observa os 3 discutirem)

(M) – Mãe, a senhora está bem?

(V) – Amélia, o que está acontecendo?

(S) – Como vocês dois são cínicos! Chega! Nós já descobrimos o caso de vocês, não precisam mais fingir nada.

(M) – Que caso, Solano? Enlouqueceu?

(S) – Enlouqueci! Enlouqueci no dia em que acreditei em você e nesse seu amor mentiroso...

(V) – Amélia vamos conversar, eu não sei o que está acontecendo, mas tem que ter uma explicação para isso!

(Nesse momento Amélia deixa as primeiras lágrimas caírem)

(A) – Não toque em mim Vítor! Eu estou com nojo de você!

Você poderia me trair com qualquer pessoa, mas com a minha filha? A Manuela? Você foi longe de mais! Me esquece! Some da minha vida!

(S) – Vamos sair daqui, vem, eu levo a senhora!

(A) – Vamos!

(M) – MÃE! SOLANO! Esperem, por favor! (ela diz entre lágrimas)

E agora Vítor?

 

CAPÍTULO 160

 

(V) – Eu não sei Manu! Eu não sei o que está acontecendo! Mas fique calma, nós vamos resolver isso!

(M) – CALMA? Você quer que eu fique calma?  A minha mãe está pensando que eu dormi com o namorado dela, que por sinal é o meu ex-noivo, e você quer que eu fique calma? O homem que eu amo pensa que eu o trai com o meu ex-noivo e você me pede calma?

(V) – Se desesperar não vai tirar a gente dessa situação... espera vamos nos vestir primeiro...eu vou lá para a sala e você se arruma aqui...

(M) – Mas cadê as minhas roupas?

(Ela finalmente cria forças para levantar da cama e ao caminhar pela casa encontra suas roupas e as de Vítor jogadas ao chão)

(M) – Isso só pode ser um pesadelo! Como foi acontecer tudo isso?

VÍTOR, VÍTOR VEM AQUI!

(V) – O que foi? (ele chega e se assusta. Eles recolhem suas roupas. Manuela segue para o quarto para se arrumar e Vítor se arruma na sala mesmo)

(Depois de devidamente vestidos, eles começam a conversar e tentar entender o que está acontecendo...)

(M) – Como chegamos a esse ponto? O que você veio fazer aqui nesta cabana?

(V) – Eu vim aqui porque a sua mãe me mandou um bilhete marcando esse encontro aqui...

(M) – Espera aí Vítor! Eu também recebi um bilhete do Solano marcando um encontro nessa cabana!

(V) – Armaram para a gente! Agora, por que? Quem teria interesse em destruir o meu namoro com a Amélia , e o seu namoro com o Solano?

(M) – Quem? Você nem imagina?

(V) – O seu pai? Você acha que ele chegaria tão longe? A ponto de armar um flagrante desses?

(M) – Claro! Por vingança! Ele destruindo os nossos relacionamentos ele atinge as 4 pessoas que ele mais odeia.

(V) – E agora? A Amélia não quis me escutar! Como eu vou contar a verdade para ela?

(M) – Nós vamos precisar da ajuda de alguém que acredite em nós! E em quem eles confiem!

(V) – A Terê, Manu! A Terê pode nos ajudar!

(M) – Vamos imediatamente para a estalagem!

(Eles saem da cabana, entram em seus respectivos carros e seguem rumo a ciade. Enquanto isso Solano deixa Amélia na fazenda e segue para a estância)

(Max) – A senhora ainda é uma mulher casada Maria Amélia, não pode ficar dormindo fora de casa desse jeito!

(A) – Vai plantar coquinho Max! (ela sobe as escadas furiosa e se tranca em seu quarto)

(Solano chega na estância)

(E) – Solano? Você passou a noite fora?

(S) – Com licença, Estela! Eu estou muito cansado e preciso descansar! (ele sobe as escadas e também se tranca em seu quarto)

(Enquanto isso na estalagem...)

(M) –  Terê? Terê, você está aqui?

(V) – Terê!

(T) – O que aconteceu com vocês? O que vocês dois estão fazendo aqui tão cedo?

(Antes deles responderem Terê tem a mesma visão que já vinha tendo a dias... Manuela e Vítor deitados e dormindo na mesma cama)

(T) – Vocês precisam se cuidar! Tem alguma coisa perigosa rondando vocês... querem destruir vocês... tomem cuidado!

(M) – Tarde demais Terê! Já destruiu!

(V) – E esse perigo tem nome e sobrenome: Max Martinez!

(T) – Como assim?

 

CAPÍTULO 161

 

(V) – Terê, nem eu e nem a Manuela sabemos como fomos parar na mesma cama, de roupas íntimas e Solano e Amélia de telespectadores!

(Terê) – Como é que é? Vocês dois na mesma cama?

(Ela tem outra visão...mas desta vez ela vê um homem forte dopando a Manuela e em seguida a deitando em uma cama. Ela vê em seguida que fazem o mesmo com Vítor. Max conversando com uma mulher desconhecida e depois essa mesma mulher entra no quarto e tira a roupa deles. Depois que a mulher sai, entra um homem e tira várias fotos de Manuela e Vítor, mas o rosto do fotógrafo estava embaçado e Terê não consegue identifica-lo)

(M) – Terê? Terê?

(T) – Meninos sentem-se aqui!

(Ela conta a visão que tiveram)

(V) – Manuela eu tive uma ideia..

(M) – Qual?

(V) – Vamos até Juruanã fazer alguns exames que atestem que nós fomos dopados e se você aceitar, você pode fazer um exame específico para comprovar que nós dois não ficamos ontem.

(T) – Que exame é esse?

(V) – Eu não sei explicar direito, mas eu sei que é uma espécie de exame que comprova que dentro do organismo da Manuela não tem vestígios de sêmen meu.

(M) – Eu já ouvi falar sobre isso, Vítor! Será que em Juruanã fazem esse tipo de exame?

(V) – Eu não sei! Mas você aceita ir até lá comigo? A gente consulta com amigo médico e solicitamos os pedidos para os exames...

(T) – Vocês não acham que se os dois viajarem juntos vão pensar mal de vocês?

(M) – Pior do que já pensam Terê? Que eu traí a minha mãe e o Solano com o meu ex-noivo? Acho que não!

Eu topo Vítor!

(V) – Então precisamos ir rápido, porque temos que fazer estes exames antes de 24 horas... se não as substâncias que foram usadas para nos dopar são eliminadas do nosso organismo!

(M) – Vamos agora! Tchau Terê!

(V) – Tchau Terê!

(T) – Boa sorte meninos! Vocês vão precisar!

 

(Manuela deixa seu carro na frente da estalagem e segue com Vítor para Juruanã)

 

(Na estância... Solano continua chorando sozinho em seu quarto)

(M) – Solano? Abre esta porta! É a sua vó que está mandando!

(Após alguns minutos ele resolve abrir)

(S) – Vó, agora eu não quero falar com ninguém, por favor, me deixa sozinho!

(M) – O que aconteceu? Porque tu estas com essa cara, guri?

(S) – A Manuela me enganou vó, me traiu...

(Estela que estava passando pelo corredor e escuta toda a conversa)

(M) – Impossível Solano! Essa guria te ama! Te ama de verdade, eu vejo isso nos olhos dela!

(S) – Se ela me amasse não iria para a cama com outro!

(M) – Solano, eu não acredito nisso! Quem te falou uma loucura dessas, queria te intrigar com a Manuela e pelo visto conseguiu!

(S) – Ninguém me falou! Eu vi!

(M) – Viu? Como assim viu?

(S) – Eu a dona Amélia vimos a Manuela e o Vítor juntos!

(M) – O VÍTOR?

(S) – É, ele mesmo, o ex noivinho dela!

(M) – O que ela disse a respeito disso? Vocês conversaram?

(S) – Por incrível que pareça nós quatro tentamos conversar civilizadamente, mas como já era de se esperar, nós discutimos e eu fui embora com a dona Amélia e deixei os dois lá sozinhos

(M) – Que explicação eles deram? O que eles falaram?

(S) – Negaram, mas isso era obvio! Falaram que não lembrava, de nada...

(M) – Mesmo você me contando todas essas coisas eu não consigo acreditar nisso!

Você precisa conversar com ela, mas não agora, você precisa se acalmar, porque de cabeça quente vocês só vão piorar as coisas!

(S) – Conversar? Eu não quero nunca mais olhar na cara dela!

(M) – Assim vocês não vão resolver nada!

(S) – E quem disse que eu quero resolver?

 

(Mariquita resolve sair pois percebe que Solano ainda está muito machucado com tudo o que aconteceu)

 

CAPÍTULO 162

 

(Horas depois...)

(Frederico vai visitar a mãe na fazenda e a encontra desolada. Ela conta tudo o que aconteceu ao filho)

(F) – Mãe? Como é que é ? A Manuela e o Vítor juntos?

(A) – Eu vi meu filho! Eu e o Solano vimos!

(F) – Isso está tão estranho, mãe! A Manuela ama o Solano e dá para perceber que o Vítor também te ama, olha tudo o que vocês enfrentaram e ainda enfrentam para ficar juntos... como isso é possível?

(A) – Eu não sei meu filho, eu não sei (ela desaba em prantos)

(F) – Cadê a Manuela?

(A) – Eu não sei! Depois que eu saí daquela cabana eu não a vi mais!

Deve está com vergonha de voltar para casa, depois de tudo o que fez!

(F) – Eu vou procurá-la! E vou tirar essa história a limpo!

(Max que estava escondido escutando toda a conversa ao perceber que o filho ia sair, corre para o seu quarto)

(A) – Isso meu filho! Vai procurar a sua irmã, e quando a encontrar diga para ela voltar para casa.

(F) – Mãe, a senhora não está com raiva dela?

(A) – Estou magoada! Mas a Manuela é minha filha e nós vamos resolver isso de um jeito ou de outro, mas o Vítor, eu nunca mais quero mais quero ver na minha frente!

(F) – Se essa história for verdade esse moleque vai pagar caro pelo que fez com você!

(A) – NÃO! Frederico, você vai prometer que não vai semeter nisso. Deixa que eu vou resolver tudo sozinha!

(F) – Mas mãe!

(A) – Por favor...

(F) – Tudo bem! Mãe eu estou saindo para procurar a Manuela, qualquer coisa me liga! Fica bem!

(A) – Obrigada meu filho! Beijo.

(Frederico sai e deixa a mãe descansando no quarto. Após ver o filho saindo, Max desce as escadas e um de seus “empregados” lhe entrega um envelope cheio de fotos. Ele se tranca em seu escritório e admira a sua obra prima)

(Max) – Parece que vocês nem serão mais necessárias... meu plano saiu mais perfeito do que eu imaginava. Nunca pensei que aqueles dois iam aparecer lá! Agora acabou tudo para aqueles quatro traidores. TUDO!
(Max guarda o envelope no cofre e continua comemorando o seu grande feito)



CAPÍTULO 163

(Após longas horas de viagem Manuela e Vítor chegam a Juruanã. Eles vão direto para a clínica do Dr. Moretty, pois Vítor já tinha ligado no caminho e explicado toda a situação. Com toda a prontidão possível o médico os atende. Após a rápida consulta eles são encaminhados ao laboratório e lá recebem a informação de que o resultado que alega se eles foram ou não dopados sai em menos de 24 horas, mas que o de análise de sêmen demora alguns dias, pois é um exame delicado e necessita de aparelhos adequados para sua realização. E que aparelhos como estes só existem na capital. A assistente técnica explica como tudo funciona e leva cada um a uma pequena sala para colherem os materiais necessários, uma amostra de sangue e de saliva, para confirmarem o doping. E no caso de Manuela, ainda fora requisitado uma coleta de urina.)

 

(Já passavam das 16 horas e nada do resultado do primeiro exame...

Manuela e Vítor estavam impacientes a espera deste pequeno papel, que dependendo do resultado, mudaria suas vidas para sempre)

 

(Enquanto isso na cidade Frederico continuava a procura de Manuela. Como não a encontrava em lugar algum, resolve por fim conversar com Terê e saber se ela tem notícias de sua irmã)

(T) – Boa tarde, Fred!

(F) – Boa tarde Terê! Tudo bem?

(T) – Tudo! E com você e a Jana?

(F) – Tudo ótimo com a gente!

(T) – Está acontecendo alguma coisa? Estou vendo uma sombra de preocupação no seu olhar...

(F) – Terê, eu vou ser direto... você sabe aonde a Manuela está? Eu procurei por ela a manhã toda e não encontrei.

(T) – Sei!

(F) – Ela por acaso está se escondendo aqui depois da burrada que fez?

(T) – Frederico! A sua irmã não fez nenhuma burrada! Ela está neste momento em Juruanã com o Vítor...

(ele a interrompe)

(F) – Em Juruanã? Com o Vítor? Então é assim... ela faz as burradas dela e depois foge com ele? Estão em em lua...

(desta vez é Terê que interrompe)

(T) – Fred se acalme! Me escute, depois você tira as suas próprias conclusões

(F) – Desculpe, Terê!

(T) – A Manu e o Vítor foram para Juruanã, para provar a todos que eles foram vítimas de uma grande armação.

(F) – Como assim, Terê? Armação de quem?

(T) – Quem seria a única pessoa que nós conhecemos que queria o mal de Manuela, Solano, Amélia e Vítor?

(F) – O meu pai... mas como ele armou para que a minha mãe e o Solano flagrassem os dois na cama?

(T) – Eu vou te explicar...mas não conte nada a ninguém...só a Manuela e o Vítor podem e devem resolver isso...

(F) – Tudo bem!

(T) – A Manuela e o Vítor desconfiam que eles foram dopados... primeiro a Manu recebeu um bilhete que supostamente seria do Solano marcando um encontro romântico em uma cabana na entrada da cidade... o Vítor também recebeu um bilhete, supostamente assinado pela sua mãe, que diziam as mesmas coisas... os dois foram ao tal encontro e o resto você sabe.

(F) – Tadinha da minha irmã! Mais uma para ela enfrentar! Quando que ela vai ter um pouco de paz na vida dela?

(Ele se senta e abaixa a cabeça se sentindo culpado por ter desconfiado da irmã)

(T) – Calma Fred! Foi tudo muito bem armado... o Max planejou tudo nos mínimos detalhes, eu tive uma visão dos dois, mas eu não soube interpretar a tempo para evitar tudo isso...

(F) – E eu aqui julgando a Manu como sendo a traidora e na verdade ela e o Vítor são as maiores vítimas disso tudo! A minha mãe está arrasada com essa história... o Solano, eu já até imagino como está se sentindo... eu ó espero que ele não faça nenhuma besteira...

(T) – Besteira? 

(F) – É... homem quando está com o orgulho ferido só faz besteira...

(T) – Entendi... Ainda mais com a Estela embaixo do mesmo teto que ele!

(F) – A Mani não merece mais uma traição! E a minha mãe eu sei que vai acreditar e perdoar o Vítor, mas e o Solano?

(T) – Vamos ter que esperar os dois voltarem com os resultados desses exames...

 

(Enquanto isso na estância...)

(E) – Solano, abre a porta, sou eu!

(Solano cambaleando abre a porta do quarto)

(S) – O que é que tu quer Estela?

(E) – Solano? Você bebeu?

(S) – Só um pouquinho! Só um pouquinho (ele começa a sorrir)

(E) – Você não comeu nada o dia todo, quer que eu traga alguma coisa aqui?

(S) – NÃO!

(E) – Vem, eu vou te ajudar...

(S) – Eu não quero a sua ajuda, me deixa!

(ele tenta fechar a porta, mas por causa da bebida ele está fraco e vulnerável)

(E) – Espera!   Você não está sozinho... você não precisa ficar sozinho se não quiser!

(S) – Ela me traiu... me traiu... (ele diz chorando)

(E) – Vem... senta aqui...

(ela o senta na cama e se senta ao seu lado)

(E) – Desabafa... confia em mim... você sabe que eu nunca iria te trair!

(S) – Você? Aqui?

(E) – Calma eu vou cuidar de você!

(ela diz enquanto dá leves beijos em seu pescoço)

(S) – Estela, para...para...

(E) – Você quer mesmo que eu pare?

(ela o provoca subindo os beijos para o rosto até chegar na boca)

(S) – Não, eu não quero mais que você pare.

(Solano perde a noção de seus atos e se deixa levar pelos encantos e feitiços de Estela)

 

 

(Depois de horas e mais horas de espera os resultados dos exames ficam prontos)

 

(Analícia) – Senhores, por aqui, por favor! O Dr Moretty está os aguardando no consultório.

(M) – E agora Vítor?

(V) – Calma Manu! Vai dar tudo certo!

(M) – Eu estou com medo!

(V) – Vem, me dá a sua mão! Nós vamos enfrentar isso tudo juntos! Uma vez eu atrapalhei o seu relacionamento com o Solano e me arrependo disso até hoje, acho que vou ficar com o peso do que fiz naquela viagem para o Rio para sempre... sua vida mudou depois daquele dia e a culpa, pelo menos parcialmente foi minha...

(M) – Shiiiiu....não continue... você não teve culpa! Você estava cego de ciúmes e de raiva e se deixou levar pelas artimanhas do meu pai, mas você não teve culpa, e mesmo se tivesse, já está arrependido e é isso o que importa!

(A) – Senhores?

(V) – Perdão pela demora, já estamos indo!

(Vítor estende a mão para Manuela. Ela corresponde e os dois seguem juntos para dentro do consultório)

(Dr) – Ansiosos?

(M) – Muito!

(V) – Com certeza!

(Dr) – Eu não vou fazer suspense! Pois bem, eu estou aqui com os resultados dos exames que vocês fizeram... e os quatro detectaram a mesma substância química, ou seja vocês foram dopados.

(V) – Que substância foi essa doutor?

(Dr) – Éter! Esse produto antigamente, quando nossa medicina não era tão evoluída, era utilizado em doses mínimas como forma de anestésico, mas deixando a pessoa meio “aérea”. Quando ministrados em doses mais excessivas a pessoa ficava inconsciente por algum tempo. O que determina o período de inconsciência é justamente a quantidade inalada.

(M) – Da noite passada a última coisa que eu me lembro era de alguém me segurando por trás e colocando um pano molhado no meu rosto.

(V) – Aconteceu o mesmo comigo.

(Dr) – Pois então, foi isso mesmo que aconteceu com vocês, e além de tudo tiveram muita sorte e foram muito espertos em terem me procurado logo... porque se tivessem se passado mais algumas horas, nós não conseguiríamos detectar nada em seus organismos.  

(M) – Doutor, e outro exame que eu fiz, só a partir da semana que vem mesmo?

(Dr) – Infelizmente sim! Mas  fiquem tranquilos com o resultado destes exames aqui, vocês poderão provar para todo mundo que foram dopados.

(V) – Obrigada Dr. Moretty, por ter nos atendido tão prontamente! Não queremos mais tomar o seu tempo! Muito obrigada!

(M) – Obrigada mesmo!

(Dr) – Manuela, eu poderia conversar um minuto com você? Em particular?

(M) – Claro!

(V) – Manu, eu te espero lá fora.

(M) – Obrigada Vítor!

(Vítor sai)

(Dr) – Manuela eu não quis ser indiscreto na frente do Vítor. Eu não sei se você sabe, mas você está grávida...

(M) – Eu sei doutor, estou bem no início da gravidez. Eu queria mesmo perguntar se isso que aconteceu pode afetar a saúde do meu filho, mas ninguém sabe ainda...eu agradeço pela sua discrição na frente do Vítor.

(Dr) – Não precisa agradecer! E respondendo a sua pergunta...a priori seu filho está muito bem, mas eu recomendo que você procure o médico do seu pré natal para fazer pelo menos uma ultrassom, só para confirmar que está tudo bem!

(M) – Obrigada Doutor, eu vou procurar o meu médico para fazer alguns exames!

(Dr) – E só mais uma coisa... eu sei que essa situação toda é muito complicada, mas tente manter a calma e não se estressar, pelo bem do seu filho, tá?

(M) – Eu vou tentar doutor, pelo bem do meu filho, eu vou tentar!

(Depois de se despedir do médico, Manuela sai da sala dele e Vítor pergunta se ela está bem. Ela consente, Em seguida eles resolvem voltar para Girassol e provar para todos que eles foram vítimas de uma grande armação)



 

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