Reta Final: Meus Capítulos: Araguaia 2 - 1ª Fase

ATENÇÃO!

Estes capítulos são baseados na história da novela Araguaia, escrita pelo autor WALTHER NEGRÃO, sendo alguns capítulos da própria novela, outros capítulos modificados e outros criados por mim, para tentar dar outro rumo a história...
SIMPLESMENTE POR SER UMA ETERNA FÃ DE ARAGUAIA! E PRINCIPALMENTE UMA #EternaSoela



CAPÍTULO 96
(M) – O que Lurdinha? Repete o que você disse, por favor, repete.
(L) – Vixe, a Manu escutou tudo. Com licença preciso ir na cozinha, se não a janta queima. Se é que vai ter clima para janta nesta casa.
(A) – Manu, filha? Você estava aí? Escutou nossa conversa?
(M) – Mãe, eu não acredito nisso que eu acabei de ouvir.
(A) – Filha fique calma, a Aspásia pode ter confundido tudo, ela e a Lurdinha você sabe como elas duas são quando começam uma conversa. Procure o Solano para esclarecer essa história, antes de tomar qualquer atitude. Ele não te disse que hoje ia conversar com ela.
(M) – Mãe ele disse que ia conversar com ela, e não ficar de beijos e abraços. Mas quer saber, tenho mais o que resolver, vou viajar amanhã, vamos ver o que vai acontecer, né?
(A) – Mas você vai conversar com Solano antes de viajar, não vai?
(M) – Não! E peço a senhora que não fale nada para ele. Nem que eu sei sobre o beijo e nem para onde eu fui, tá?
(A) – Mas Manu...
(M) – Por favor, mãe. Se não fosse por este motivo, esta viagem até que veio em boa hora, esse tempo vai ser bom para o Solano saber o que ele quer, e eu também. Agora vou subir e terminar de arrumar minhas malas.
(Ao chegar no quarto, Manuela vê seu telefone tocando, e ao ver que é Solano, ela não atende. Enquanto Solano liga insistentemente ela arruma sua mala e chora. Depois que termina de arrumar tudo, se deita e fica com uma cara meio abatida)
(A) – Manu? Posso entrar?
(M) – Claro mãe. Já terminei de arrumar de tudo.
(A) – Estou vendo e você como está?
(M) – Estou bem, quer dizer, estou com uma dorzinha de cabeça que logo logo vai passar.
(A) – Vamos jantar? Ou você quer comer aqui no quarto? Eu trago um comprimido para dor de cabeça, também você quer?
(M) – Não mãe, não se preocupe, estou bem.
(A) – Sério? Estou te achando um pouco quente.
(M) – Estou bem, mãe, sério.É só eu dormi um pouquinho, que eu melhoro (o telefone toca de novo,como Manuela diz que não vai atender, Amélia resolve atender )
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CAPÍTULO 97
(A) – Alô! Solano, boa noite!
(S) – Boa noite Dona Amélia, a Manu está por aí?
(A) – Está aqui sim, imagina que eu vim chamá-la para jantar e quando cheguei aqui no quarto encontrei ela dormindo e o celular tocando em cima da mesinha.
(S) – Dormindo? Mas está tudo bem?
(A) – Sim, acho que ela dormiu de cansaço, estes últimos dias não foram fáceis para ela. Uma hora ela tem que descarregar não é mesmo?
(S) – Verdade Dona Amélia, a Manu está sempre querendo resolver os problemas do mundo inteiro, essa guria é uma guerreira, tenho muito orgulho dela.
(A) – Você quer que eu a chame, ou prefere deixar um recado?
(S) – Não, não acorde ela, não. Por favor diga a ela que eu a amo muito, que ela nunca duvide desse amor, e fala também que eu já conversei com a Estela, está tudo resolvido. E que eu ligo depois para falar com ela.
(A) – Pode deixar Solano, eu dou seu recado assim que ela acordar.
(S)  - Obrigado Dona Amélia, boa noite.
(A) – Por nada, boa noite gaúcho!
(M) – Obrigada mãe. Eu não queria falar com ele agora.
(A) - E então? Não vai perguntar o que ele disse?
(M) – Não me interessa saber das mentiras do Solano.
(A) – Manu? Escuta pelo menos o recado dele.
(M) – Diz então!
(A) – Na verdade são os recados, ele pediu que eu te dissesse que ele te ama, pediu que você confie no amor de vocês, que ele já conversou e resolveu tudo com a Estela e que depois te liga.
(M) – Só isso?
(A) – Manu, como assim, só isso?
(M) – Deixa mãe, depois eu falo com ele tá? Agora eu vou dormir de verdade tá?
(A) – Você não quer comer nada?
(M) – Agora não mãe, estou um pouco enjoada, vou tomar um remédio para dor de cabeça e tentar dormir um pouco.
(A) – O enjôo deve ser por causa da dor de cabeça. Está bem então, qualquer coisa você me chama?
(M) – Pode deixar, chamo sim.(Amélia beija a filha e sai. Manuela toma o remédio e dorme)
No dia seguinte...
(Manuela se despede da mãe e de Lurdinha e viaja)
(Depois de dois dias tentando falar com Manuela, Solano vai até a fazenda)
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CAPÍTULO 98
(A) – Solano? Que surpresa você aqui.
(S) – Dona Amélia está tudo bem? Tem dois dias que eu tento falar com a Manu e não consigo, ligo e ela não atende, e nem retorna as minhas ligações.
(A) – Solano, a Manuela viajou.
(S) – VIAJOU? Ela nem me avisou! Aconteceu alguma coisa?
(A) – Aconteceu sim, a Manu pediu que eu não te contasse, mas eu vou falar. Ela descobriu que você e a Estela se beijaram lá na estância.
(S) – Como? Beijo? Ai lembrei, mas como ela ficou sabendo disso?
(A) – A Aspasia viu, contou para a Lurdinha e a Manuela escutou enquanto a Lurdinha me contava.
(S) – Mas ela foi embora? Ela falou o que? Dona Amélia por favor acredite em mim, eu não tenho mais nada com a Estela. Foi ela que me beijou.
(A) –  Não foi embora, não. Manu deve voltar daqui uns 3 ou 4 dias. Ela já ia viajar antes de saber disso. Eu acredito em você gaúcho, eu sei que tinha que ter um algum mal entendido nesta história. Você não ia por tudo a perder agora, depois de tanta luta para reconquistar a confiança e o amor da minha filha. Mas você sabe como ela é, quando está chateada, não escuta ninguém, nem a mim.
(S) – Mas viajou sem me dizer nada? Obrigada pela confiança. Eu sei como ela é. Eu vou procurar ela e esclarecer este mal entendido hoje mesmo.
(A) – Ela ia te contar, mas ficou sabendo dessa história e resolveu viajar sem falar nada contigo, para te dar um tempo.
(S) – Para onde ela foi?
(A) – Solano desculpe, mas não vou te contar. Não posso, a Manuela me proibiu de te contar. Eu já contei sobre o beijo, mas sobre seu paradeiro eu não posso contar. Tudo o que eu posso te dizer é que ela viajou para resolver uns problemas do pai dela.
(S) – Do Max? Eu achei que ela estivesse brigada com ele.
(A) – Ai Solano, a Manuela está profundamente decepcionada e magoada com o pai, ela foi atrás de provas do que realmente o Max fez. Não sei se ela te contou, mas nós achamos uma espécie de diário do Max, onde ele conta tudo o que ele já fez nessa vida. Eu peguei e não deixei a Manu terminar de ver, eu contei tudo para ela, ou melhor, quase tudo, eu não quis contar para ela uma coisa, mas eu tenho o dever de te contar.
(S) – O que?
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CAPÍTULO 99
(A) – Solano o que eu vou te contar, você já sabe, apenas vou confirmar suas suspeitas. O Max delatou os revoltosos daquela época das revoluções e infelizmente seu avô era um deles.
(S) – Eu sabia, Canália! Monstro! Obrigado por me contar Dona Amélia. E a senhora não vai mesmo me contar onde a Manuela está?
(A) – Desculpe-me Solano, mas não posso. Mas eu posso te avisar quando ela chegar.
(S) – Obrigada Dona Amélia, já vou indo, aguardo notícias. Hasta.
(A) – Até logo Solano.
Em Goiânia...Manuela está no hotel e pede referências de um bom advogado. Um rapaz que está ao seu lado diz que é advogado.
(Mt) – Desculpe senhora, sem querer eu escutei sua conversa, sou novo aqui na cidade e pretendo abrir um escritório de advocacia aqui. Se a senhora estiver interessada está aqui o meu cartão.
(Mn) – Obrigada senhor (Quando Manuela lê o nome do advogado no cartão, entra em choque)
(Mt) – A senhora está passando bem? Se quiser eu posso examiná-la. (Ele a senta em uma cadeira próxima ao balcão)
(Mn) – Seu nome é Matyas Martinez? Espera você é advogado ou médico?
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CAPÍTULO 100
(Mt) – Sim, me chamo Matyas, e sou médico e advogado. Cursei medicina por imposição de meu pai, mas depois realizei meu sonho e fiz direito.
(Mn) – Por acaso seu pai se chama Alberto, sua mãe Cláudia e sua irmã Ana?
(Mt) – Sim, mas espera, como você sabe o nome de meus familiares?
(Mn) – Eu sei porque eu te conheço há muitos anos. Meu nome é Manuela. Manuela Martinez.
(Mt) – Manu?  É você? (Eles se abraçam emocionados depois de quase 20 anos sem se verem)
(Mn) – Matyas, meu primo, eu achei que nunca mais fosse te ver, depois de tanto tempo.
(Mt) – Manu, eu também. Mas e você está bem? Quer que eu te examine?
(Mn) – Não precisa, eu estou bem, eu só levei um susto quando li seu nome no cartão.
(Eles sobem, conversam por um longo tempo, anoitece e eles nem percebem. Ele conta tudo o que fez, como e quando voltou. Ela diz que fez o curso de veterinária. Após perceberem o passar das horas, Matyas convida Manuela para jantar no restaurante do hotel )
(Mt) – E então, eu contei minha vida quase toda, e você ficou só escutando. E agora eu queria saber mais de você...o  fizestes este tempo todo? Casou-se, está namorando ou está solteira? Manu perdoe-me a indiscrição.
(Mn) – Não tem nada não! Eu quase me casei por duas vezes, mas não deu certo.
(Mt) – Então estás solteira?
(Mn) – Não! Digamos que não estou nem solteira e nem namorando, estou envolvida.
(Mt) – Ah, sim entendo, envolvida, então não é nada muito sério?
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CAPÍTULO 101
(Mn) – Da minha parte sim, é muito sério, é o amor da minha vida. Mas eu não queria falar sobre isso agora.
(Mt) – Claro que entendo. Vamos mudar de assunto. Profissão?
(Mn) – Ah, Matyas adivinha em que me formei?
(Mt) – Você falando assim, só pode ter sido veterinária. Desde criança você falava que queria fazer veterinária.
(Mn) – Acertou primo, você lembrou?
(Mt) – Claro Manu, quando eu fui embora com os meus pais eu sofri muito, foi tudo muito de repente, todas as vezes que eu te ligava você não estava em casa, não retornava as minhas ligações, respondeu 1 ou 2 cartas minhas, nunca entendi o porque.
(Mn) – Isso foi obra do seu pai e do meu pai. Eles queriam nos separar.
(Manuela conta ao primo tudo que o Max fez e dos crimes que ele cometeu e pergunta se ele pode pegar a causa para iniciar o processo contra Max. Ele diz que é difícil, pois já faz muito tempo, mas que ele pode tentar juntar mais provas, para comprovar a autoria dos crimes e que ela precisa contar tudo o que sabe, nos mínimos detalhes.)
(Mt) – Vocês ainda moram naquela fazenda?
(Mn) – Sim, no mesmo lugar. E agora que eu já encontrei um advogado posso voltar para casa, só falta resolvermos as questões práticas, honorários, essas coisas. Acho que volto para casa em 2 ou 3 dias no máximo.
(Mt) – Certo! E não se preocupe com honorários agora, depois a gente vê isso. Mas Manuela você está se sentindo bem? Estou te achando um pouco pálida.
(Mn) – Estou sentindo só uma dorzinha de cabeça, fora isso está tudo bem. Agora que já jantamos vou subir e descansar, tá? Então a amanhã a gente resolve isso.
(Mt) – Claro descanse mesmo. E se precisar de alguma coisa, não se esqueça que você também tem um primo médico, e que você pode chamar a qualquer hora.
(Eles se despedem e antes de subir Manuela convida Matyas para acompanhá-la até sua casa, mas o adverte de que Max não pode saber de nada)
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CAPÍTULO 102
(Ao chegar no quarto Manuela liga para Amélia e diz que está voltando em 3 dias e ela liga para Solano)
(A) – Boa noite Solano.
(S) – Boa noite Dona Amélia. Aconteceu alguma coisa?
(A) – Sim, aconteceu sim, mas não se preocupe porque é coisa boa. A Manu ligou agora pouco e disse que vai chegar daqui 3 dias. E como prometi estou te avisando.
(S) – A Manu está voltando? Que maravilha! Ótima notícia, muito obrigado por me avisar. Que horas ela chega?
(Manuela acerta todos os pontos com Matyas, e ele avisa que decidiu aceitar seu convite e que vai voltar para o Araguaia com ela. Manu fica feliz com a decisão do primo)
3 dias depois...
(M) – Mãe! Mãe, advinha quem eu encontrei lá na capital?
(A) – Quem filha?
(M) – Entre, fique a vontade.
(Mt) – Boa tarde tia!
(A) – TIA? Desculpe, mas quem é você?
(Mt) – Não tem problema, desculpe a mim, eu que cheguei sem avisar e sem me apresentar. Eu sou o Matyas.
(A) – Matyas?
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CAPÍTULO 103
(A) – Matyas? Meu sobrinho? É você mesmo?
(Mt) – Sou eu, sim........
(A) – Mas como você cresceu meu filho! Mas me conte, como vocês se encontraram?
(Ma) – Para a senhora ver mãe, as coincidências da vida....o Matias estava no mesmo hotel que eu.
(Manu e Matyas contam a Amélia como se reencontraram..e ela aproveita e passa uma mensagem para Solano dizendo que Manuela já voltou...)
(A) – Filha tem alguém aqui que quer muito falar com você!
(Ma) – Quem mãe?
(S) – Sou eu, Manu! Podemos conversar guria?
(Ma) – Solano?
(S) – Vem, vem cá, vem? (diz Solano puxando Manuela delicadamente para o escritório.)
(Mn) – Solano? Me solta, o que você agora?
(S) – Eu quero, eu preciso, eu necessito que você me escute guria
(Mn) – Para que? Para me contar mais mentiras? Para me enganar mais uma vez?
(S) – Eu estou aqui para te falar a verdade, somente a verdade! Eu sei que você ficou sabendo do beijo, mas eu queria que você soubesse que enqunto eu conversava com a Estela, ela me surpreendeu com um beijo e para minha falta de sorte a Aspásia viu tudo.
(Mn) – Já vi que minha mãe te contou...
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CAPÍTULO 104
(S) – Contou sim amor. Eu quero que você saiba...
(Manuela o interrompe)
(M) – Por favor não me chame de amor! O seu amor é a mãe do seu filho, a mulher que tem o poder de te livrar desta maldita maldição, é ela, a Estela, é com ela que você tem que ficar. Eu demorei a perceber isso, mas esta viagem foi ótima para que eu conseguisse esclarecer as coisas. Antes tarde do que nunca não é mesmo Solano Rangel?
(S) – Que loucura é essa que você está dizendo? Eu e a Estela juntos? De novo? Nunca. Pirastes guria? Ah, e a propósito quem é esse rapaz que veio contigo? Quem?
(M) – Solano não queira inverter a situação. Quem trai, quem mente aqui não sou eu. Mas só para você não pensar besteira, eu vou te dizer. Ele é o meu primo que eu não via há anos e que coincidentemente encontrei no hotel em que eu estava hospedada. O meu pai e o pai do Matyas são irmãos.
(S) – E para que ele veio?
(M) – Solano, Matyas é advogado e vai me ajudar a reunir provas contra o meu pai.
(Depois de dizer isso, Manuela senta-se na poltrona e fica pensativa)
(S) – Manu, Manu olha para mim... você tem certeza que quer fazer isso?
(M) – Eu tenho! Vai doer, eu vou sofrer que nem uma condenada, mas enfim, eu já cheguei até aqui, eu não vou desistir. Eu sei que... (Manuela tenta engolir o choro) eu sei que por mais difícil que seja, é o certo a se fazer. E pode ter certeza que ele vai pagar por todos os crimes que cometeu no passado.
(Solano abraça Manuela tentando confortá-la).
(S) – Não fique assim... por favor... te ver triste assim é uma tortura para mim.
(Manuela com os olhos marejados, fixa o seu olhar nos olhos de Solano tentando buscar o amparo e segurança que só ele consegue lhe dar.)
(S) – Está mais calma agora guria? Podemos conversar sobre o beijo? Você acredita em mim? Você acredita que eu não quero mais nada com a Estela? Fala alguma coisa por favor, fala!
(M) – Eu acredito Solano. Eu vejo nos seus olhos a sinceridade de teus sentimentos, mas enquanto a Estela estiver embaixo do mesmo teto que você, eu não vou ficar tranquila. Por mais que eu confie em você eu não vou ficar tranquila, porque eu confio em você, mas nela eu não confio nenhum pouco. Por isso eu acho melhor a gente dar um tempo.
(S) – Tempo? Você quer terminar tudo comigo?
(M) – Solano eu não posso e nem tenho o direito de ser falsa com você. A verdade é que eu descobri uns papeis no escritório do meu pai, e lá também tinha um pen drive dele. A minha mãe não me deixou ler ele todo, depois que saí de casa daquele jeito, mas me contou coisas horríveis. Inclusive que o meu próprio pai separou os meus primos de mim e do Fred. Sabe aquele namorinho bobo de infância? Pois então eu e o Matyas éramos muito unidos, assim como o Fred também era próximo da Ana. Para afastar nós 4 o meu pai foi capaz de comprar meu tio, que estava passando por dificuldades financeiras e praticamente o obrigou a sair do país. Ele chegou a interceptar as cartas que o Matyas mandava para mim e o meu tio interceptava as cartas que eu mandava para ele.
(S) – Espera Manuela. Deixa eu tentar entender essa situação. Você está querendo me dizer que quer terminar comigo para ficar com o seu primo?
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CAPÍTULO 105
(M) – Não Solano! Na verdade não sei. Estou confusa. Por isso disse que não queria ser falsa com você. Nós conversamos muito sobre a nossa infância, sobre o que nossos pais fizeram, e eu confesso que eu fiquei mexida.
(S) – Certo. Eu já entendi o recado. Pode ficar tranquila que este gaúcho aqui não vai atrapalhar o seu romancezinho com o seu priminho.
(Solano sai enfurecido, apenas se despede das pessoas na sala e sai. Manuela o chama várias vezes, mas ele finge não escutar, monta em seu cavalo e vai embora. Ele chega em casa furioso e se tranca no quarto, sem falar com ninguém.)
(A) – Filha o que aconteceu? Você e o Solano brigaram de novo?
(M) – É. Não tem mais jeito. Foi melhor assim. Primo, desculpe por esta confusão, logo no seu primeiro dia aqui em casa.
(A) – Eu pedi para a Lurdinha arrumar um quarto para você Matyas. Você deve está exausto da viagem, não está?
(Mt) – Obrigado tia. Estou sim, mas antes eu queria conversar um pouco com vocês sobre o meu tio.
(A) – Claro. Pode falar.
(Mt) – Não vai ser fácil reunir todas as provas de uma vez. E eu também só posso ficar aqui no máximo uns 2 ou 3 dias.
(A) – Matyas eu e Manuela temos todas as provas contra o Max, só não sabemos o que fazer com elas.
(Mn) – É verdade Matyas.
(Mt) – Então me deixe ver estas provas, porque se estiver tudo certo amanhã mesmo eu volto para a capital e já inicio o processo em desfavor do Max. Aí tudo ficará por conta da justiça. E não se preocupem, eu vou acompanhar todo o processo até que seja feito justiça.
(A) – Obrigada.
(Mn) – Obrigada também. Nem sei como podemos te agradecer.
(Mt) – Eu sei! Que tal um passeio pela fazenda, pelo pouco que vi aqui continua tudo lindo. Tenho saudades de quando nós 4 andávamos por aí  a cavalo, sem rumo, lembra?
(Mn) – Combinado! Mais tarde sairemos para cavalgar, certo?
(Mt) – Certo. Será que eu ainda sei andar a cavalo? Desde que fui embora daqui nunca mais subi em um.
(Consegue, consegue sim. Na sala todos riem...em seguida Manuela e Matyas vão para os seus respectivos quartos.)
(Ao chegar no quarto Manuela tem ímpeto de pegar seu celular para ligar para Solano. Ela chega a discar os números, mas não encontra coragem para apertar aquela simples tecla – “ligar”)
(Mn) – O que eu estou fazendo? É melhor deixar as coisas assim como estão.
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CAPÍTULO 106
(Horas depois...)

(Mn) – Mãe, estamos saindo. Vou mostrar a fazenda para o Matyas.
(Mt) – Tchau tia. Até daqui a pouco.
(A) – Está bem. Espero vocês para o jantar. Não demorem. Juízo meninos.
(Diz Amélia sorrindo. Ela percebe que Manuela está diferente, que está mais animada.)
(Mn) – Pode deixar mãe.
(Eles saem felizes para o passeio)
(Solano também resolve sair para espairecer.)

 (Mt) – Manu, quanto mais a gente anda por estes lugares, mais eu acho tudo lindo aqui. Tudo... tudo é tão maravilhoso, está tudo tão perfeito, o campo, as flores, o sol, a sua companhia. Quem diria que depois de mais de 20 anos voltaríamos a cavalgar juntos.
(Matyas para o seu cavalo embaixo de uma árvore. Manuela para o seu logo em seguida também. Ele ajuda Manuela a descer do cavalo e eles se entreolham. Solano que coincidentemente passava por ali, presencia a cena.)
(Mn) – Obrigada pelas lindas palavras Matyas. Realmente eu também achei que a gente nunca mais ia se encontrar, quanto mais cavalgar pela fazenda juntos de novo.
(Matyas puxa Manuela para perto de si, mas exita em beijá-la. Apenas fica parado admirando sua beleza. Ao perceber a “paralisia” do primo Manuela se afasta e faz uma piadinha para quebrar o gelo.)
(Mn) – Nós estamos parecendo duas crianças com medo de dar o primeiro beijo, não acha?
(Mt) – Manu, eu não sei... eu não quis te...  eu não quero te magoar...
(Matyas gagueja tentando falar com Manuela)
(Mn) – Olha, eu sei que você está sentindo o mesmo que eu, e só tem um jeito de saber se aquele sentimento que a gente tinha quando crianças resistiu ao tempo.
(Sem pensar duas vezes Manuela em um impulso beija o primo. Solano vê tudo de longe e vai embora arrasado. Matyas fica assustado a princípio, mas depois se entrega aos beijos de Manuela.)
(Mt) – Você continua aquela mesma menininha cheia de atitude, com a diferença que hoje você é uma mulher de atitude, decidida, forte, como eu pude comprovar lá na capital. Sem medo de enfrentar a verdade, doa a quem doer, tudo em nome da justiça.
(Mn) – Matyas você falou, falou e não disse nada sobre o beijo. O que você achou?
(Mt) – Digamos que você me pegou de surpresa. Maravilhoso, indescritível. Como eu disse antes, está tudo tão perfeito, tão mágico, que parece até um sonho.
(Eles se beijam de novo, mas desta vez Manuela sai agoniada do beijo.)
(Mn) – Não Matyas! Eu não pudia ter feito isso. Me perdoe, eu acho que confundi as coisas... eu não pudia... eu não pudia ter feito isso com o Solano... não... Solano... Solano... Solano... Solano...
Vamos voltar para casa Matyas, por favor.
(Ao chegar em casa, todos jantam, Manu solta algumas palavras e depois de se despedir, sobe para seu quarto dizendo que está muito cansada e com um pouco de dor de cabeça).
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CAPÍTULO 107
(Amélia que passa pelo corredor, escuta os gemidos as filha e entra em seu quarto. Ao entrar repara que Manuela está agitada, e ao se aproximar nota que ela está queimando de febre e delirando, chamando por Solano. Amélia chama Matyas e enquanto ele examina sua filha, ela liga para o Solano.)
(S) – Pronto! Dona Amélia, é a senhora?
(A)  - Oi Solano. Sim sou eu. Solano você poderia vir aqui em casa agora?
(S) – Dona Amélia, eu não sei se seria uma boa ideia. Eu e a Manuela discutimos e eu acho que seria melhor a gente dar um tempo, igual ela falou.
(A) – Eu vi que vocês brigaram mais cedo, eu sei também que eu não tenho o direito de te chamar a essa hora, pois já está tarde. Mas é urgente. Pode acreditar gaúcho.
(S) – Foi ela que pediu para a senhora me ligar?
(A) – Não. Na verdade, neste momento a Manuela não está em condições de pedir nada.
(S) – Dona Amélia aconteceu alguma coisa com a Manuela?
(A) – Eu não sei exatamente o que está acontecendo, mas ela está com muita febre e não para de chamar por você. Por isso te liguei. Mas se você não puder vir eu entendo. Mais uma vez desculpe por te incomodar.
(S) – Não, não, o que é isso Dona Amélia. Eu vou sim. Em um instante estarei aí.
(A) – Eu estou te esperando então. Obrigada meu filho. Até logo!
(S) – Não precisa agradecer. Hasta.
(S) – O que foi que você aprontou agora, hein guria? (Pensa Solano enquanto se arruma para sair. Ao ser questionado por sua avó aonde vai, Solano diz que vai até a fazenda ver Manuela, pois ela não está passando bem. Eu ligo dando notícias, mas não me esperem, porque não sei a hora que vou voltar. Solano sai. Estela escuta tudo escondida.)
(A) – Matyas, e então? O que a Manuela tem?
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CAPÍTULO 108
(Mt) – Tia, eu não posso afirmar, mas pelo mal estar que ela teve e pelo que ela me disse que estava sentindo lá na capital: dor de cabeça, tontura, enjoo, e agora essa febre de quase 40º graus, todos estes sintomas me levam a diagnosticar uma dengue.
(A) – Dengue? Não é possível, nós aqui na fazenda sempre cuidamos para não deixar água parada.
(Mt) – O problema é este. A senhora cuida, mas outros descuidam.
(S) – Boa noite Dona Amélia, Matyas! Desculpe, eu cheguei e encontrei a porta aberta e entrei. Como a Manu está? Ela melhorou? A senhora já chamou um médico para ver a Manu?
(A) – Sim. O Matyas é médico. E o diagnóstico dele é dengue.
(S) – Desculpe, eu não sabia.
(Mt) – Não tem problema, você não tinha como saber que eu sou médico. Pois então, pelos sintomas acredito que seja dengue mesmo. Mas para confirmar amanhã vou solicitar um exame de sangue. Só que eu adianto que fiz o teste do laço, e ele deu positivo.
(S) – Como pode? Mais cedo a Manuela estava ótima.
(A) – Não é bem assim. Ela se faz de forte, mas antes mesmo dela viajar eu já estava achando ela abatida e também estava reclamando constantemente de dor de cabeça e enjoo.
(Mt) – E no hotel ela também chegou a passar mal. Mas teimosa como só ela sabe ser, não quis ir de jeito nenhum para o hospital. Mas eu já a mediquei, agora é só esperar a febre baixar. Se a febre não ceder, aí eu aconselho levar ela para um hospital. Tem algum por aqui, não tem?
(S) – Temos um posto de saúde lá na cidade. Concordo contigo neste ponto. Está para nascer guria mais teimosa que essa. Dona Amélia, eu posso entrar para vê-la?
(A) – Claro Solano. Quem sabe você não consegue acalmá-la um pouco.
(Mt) – Tia, é esse homem que é o amor impossível da Manu? Pelo que eu vi, parece que ele estava bem preocupado com ela.
(A) – Eu não diria impossível. Talvez complicado. Por teimosia de ambos os lados, eles não conseguem se acertar. Com certeza ele está preocupado sim. Do mesmo jeito que a Manu ficou preocupada, quando ele sofreu um acidente. Ela praticamente se mudou para o hospital, e só saiu de lá com ele do lado. Esses dois se amam muito, mas na vida deles acontecem muitos desencontros.
(Solano entra no quarto e escuta Manuela chamando por ele.)
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BÔNUS... ATENDENDO A PEDIDOS ESTOU POSTANDO ESSE LINK QUE EU ENCONTREI COM DIVERSAS FOTOS DO CASAL... Fonte: Comunidade da Novela Araguaia – Orkut. http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=106731446&tid=5567183273923690208

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CAPÍTULO 109
(Mt) – Tia, pede por favor para alguém me levar até esse posto de saúde, por favor. Eu acabei de colher essa amostra para fazer um exame. (Ele mostra o frasco com o sangue)
(A) – Claro meu filho, venha comigo, vou te levar até o Joaquim. Ele te levará até lá e te trará em segurança, pode confiar.
(Enquanto isso no quarto... Solano se aproxima de Manuela e escuta seus delírios.)
(M) – Solano, Solano..não, não vai embora, eu preciso falar com você, me escuta...eu tenho que te pedir perdão, perdão... perdão..meu amor...
(S) – Calma Manu, eu estou aqui. Calma.. (diz Solano enquanto faz carinho em seu rosto ainda quente, por causa da febre. Solano senta ao lado dela.)
(De repente Manuela abre os olhos)
(M) – Solano? Você aqui?
(S) – Calma, não se preocupe com nada. Está tudo bem. Apenas descanse, tá? Eu vou cuidar de você. Eu vou cuidar de você sempre!
(Manu apenas olha para Solano e volta a dormir. Amélia entra no quarto, Solano diz que ela acordou disse poucas palavras e voltou a dormir. Amélia mais uma vez agradece a presença de Solano.)
(A) – Muito obrigada! Muito obrigada por ter vindo até aqui. Se você quiser ir, fique a vontade,tá? Eu já tomei seu tempo de mais.
(S) – Se a senhora não se importar eu gostaria de passar a noite aqui, cuidar dela, ficar perto...
(A) – Claro gaúcho! Não tem problema! O Max não está aqui, mas mesmo se estivesse, você será sempre bem vindo aqui.
(S) – Obrigada.
(Solano e Amélia passam a noite ao lado de Manuela, cada um de um lado da cama. Ao amanhecer, Manuela acorda e presencia a cena.)
(M) – Mãe? Solano? O que aconteceu? Porque vocês estão aqui?
(A) – Filha! Como você está se sentindo? Você não se lembra de nada?
(S) – Ei guria, como você está? Que susto que você deu na gente!
(M) – Lembrar de que? Eu só me lembro que ontem a noite eu estava muito cansada e com muitas dores de cabeça também. Mas o que foi? Porque você disse que eu dei um susto em vocês?
(A) – Manu, você estava com uma febre altíssima ontem. Não parava de chamar pelo Solano, eu liguei para ele contando tudo, e ele gentilmente veio até aqui. Você só se acalmou quando o Solano chegou aqui.
(M) – Eu te chamei e você Solano! Você veio gaúcho...
(S) – Sempre guria! Sempre que você precisar, sempre estarei ao seu lado.
(Nesse momento Matyas chega)
(Mt) – Bom dia! Como a minha paciente predileta acordou hoje?
(Mn) – Eu estou ótima! Pronta para levantar desta cama e correr por aí com o Lilo.
Preciso resolver algumas coisas na cidade e ainda tenho que te entregar alguns documentos para você analisar. Eu quero que você entre com esse processo logo, para que assim a investigação não demore de mais.
(A) – Não mesmo! Você vai ficar quietinha, pelo menos Manuela!
(M) – Mas mãe...?!
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CAPÍTULO 110
(S) – Manu, a Dona Amélia está certa! Você precisa descansar guria! Você é forte, mas não é de ferro!
(Mt) – Como seu médico, eu te recomendo repouso absoluto.
Como seu advogado, peço que você fique calma e tenha muita paciência. Essas coisas não se resolvem assim.
Como seu primo e amigo, eu queria muito que você obedecesse ao seu médico e ao seu advogado. (diz ele sorrindo.)
Eu estou indo lá na cidade buscar os seus exames.
(Mn) – Exames? Que exames?
(Mt) – Ontem a noite eu colhi uma amostra e levei para o posto de saúde e pedi que enviassem o mais rápido possível ao laboratório de Juruanã. E que me mandassem os resultados hoje pela manhã.
Até daqui a pouco. Eu já volto.
(Mn) – Não vai se perder no caminho.
(Mt) – Não se preocupe, ontem você me ensinou direitinho o caminho da fazenda.
(S) – Eu também preciso ir. Qualquer coisa é só me ligar, tá? Mas de qualquer forma eu volto aqui mais tarde, quando chegarem os exames para saber o resultado.
(M) – Obrigada, obrigada, obrigada por ter vindo e por ter ficado a noite inteira aqui comigo. Obrigada gaúcho.
(A) – Eu também quero agradecer e me desculpar mais uma vez.
(S) – Vocês não precisam agradecer. Comigo vocês poderão contar sempre.
Até mais...
(Ao sair, Solano erra o caminho...)
(M) – Psiu! Psiu! Ei gaúcho a saída é por ali...
(S) – É verdade, é que eu estou tão acostumado a entrar e sair deste quarto pela janela, que eu esqueci que hoje eu posso sair pela porta. (os 3 sorriem...)
(Solano sai e Amélia e Manuela conversam)
(A) – Manu, e você quer comer alguma coisa?
(M) – Obrigada mãe. Mas agora não. Estou sem fome.
Mãe me ajuda a levantar?
(A) – Manuela você ouviu o seu primo. Repouso absoluto.
(M) – Mas eu preciso pelo menos tomar um banho, fazer a minha higiene pessoal, né Dona Amélia?
(A) – Está bem! Eu te ajudo! Vem...
Vou aproveitar que você está no banho e fazer o mesmo.
(Algum tempo depois... Depois que já está arrumada Manuela escuta alguém bater na porta de seu quarto.)
(Mt) – Posso entrar?
(Mn) – Claro primo, entra. Os resultados ficaram prontos?
(Mt) – Ficaram.
(Mn) – E aí? O que eu tenho?
(Mt) – Eu não sei. Não abri. Eu trouxe para você abrir.
(Matyas entrega o envelope para Manuela.)
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CAPÍTULO 111
Mn) – Na verdade eu nem preciso desse exame. Matyas eu sei porque ando me sentindo mal, só te peço que não revele nada a ninguém.
(Mt) – Porque isso? (Ele pergunta surpreso.)
(Mn) -  (Ela mais uma vez pede segredo.) Não mostre a ninguém esses resultados.
Eu vou te contar porque eu confio em você, mas, mais ninguém pode saber disso.
É que... eu acho... na verdade tenho quase certeza de que... de que estou grávida, mas eu não quero que ninguém saiba. Pelo menos por enquanto.
(Mt) – Vamos tirar a prova agora! Eu pedi um exame completo, e por causa das suas tonturas e enjoos também pedi um exame de gravidez, mas não se preocupe, eu não comentei com ninguém sobre isso. Era uma suspeita só minha.
(Ela aproveita a oportunidade e pede desculpas pelo beijo, diz que estava confusa e por isso agiu assim: em um impulso, sem pensar.)
(Mn) – Foi uma loucura! Não sei, eu estava confusa, triste, carente...
(Mt) – Não precisa se desculpar! Vamos esquecer. Eu também te devo um pedido de desculpas.  Eu também te beijei. Quando nos afastaram nós éramos muito crianças, e agora é possível que a gente tenha confundido tudo. Mas já passou.
(Eles se abraçam.)
(Mn) – Obrigada pela compreensão Matyas.         
(Mt) – Esquece! Vamos deixar isso só entre nós. Segredo nosso.
(Mn) – Não, uma pessoa precisa saber, eu tenho que contar.
(Mt) – Faça como quiser então. (ele pisca para ela.)
Mas, o que eu vou dizer para a sua mãe?
(Mn) – Porque?
(Mt) – Eu disse que suspeitava que você estava com dengue. Na verdade eu até fiz o teste do laço e deu positivo. Claro que as vezes pode dar errado.  Mas e agora, o que eu digo?
(Mn) – Dengue? Será?
(Mt) – Agora me preocupei, foi ate bom fazer esses exames, assim tiramos essa dúvida logo. Se você estiver mesmo grávida e/ou com dengue teremos que tomar certos cuidados por causa da criança. Você acha que está com quantas semanas?
(Mn) – Pelas minhas contas, umas 3 semanas.
(Mt) – Nossa, bem no início...
(Mn) – Aham...
(Mt) – Está certo...e o que eu digo?
(Mn) – Se eu não estiver com dengue, você  pode dizer que é stress... diz que a febre é por causa do meu emocional que está muito abalado.por causa dessas histórias sobre o meu pai.
( Mt) – Pode deixar, eu vou te ajudar, sim, pode contar comigo.
(Mn) – Obrigada primo.
(Mt) – E então? Você vai ou não vai abrir este envelope?
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CAPÍTULO 112
CAPÍTULO 112
(Manuela abre o envelope...)
 (Mn) – Meu Deus! Será? E agora, o que eu vou fazer? Eu não entendo muito bem, mas acho que estou grávida. Deu positivo. Deu positivo, não deu? Confere para mim por favor (diz Manuela emocionada e um pouco trêmula.). Estou... estou grávida? Agora mais do que nunca, eu preciso ir embora daqui... ninguém pode saber... ninguém...
(Mt) – Agora vamos ver... (ele olha e analisa os resultados...) bem, segundo esse exame aqui você não está com dengue... e segundo este outro exame... é verdade sim Manu! Parabéns mamãe! Você vai ser a mamãe mais linda e mais dedicada deste Araguaia.
(Manu fica muito emocionada e feliz ao saber que espera um filho do homem que tanto ama. Ela separa o exame de gravidez dos outros exames, guarda em sua gaveta e mais uma vez pede segredo. Amélia entra no quarto.)
(Mn) – Um filho... um filho do Solano...(ela coloca mãos em seu ventre e o acaricia) meu filho vai ser a criança mais feliz e mais amada deste mundo.
(Mt) – Quando você vai contar para ele?
(Mn) – Não sei, esse não é o momento mais apropriado.
(Mt) – Não se preocupe, por mim ninguém saberá.
(Mn) – Matyas, eu não sei nem como agradecer pela sua discrição.
(Mt) – Não precisa agradecer Manu. Faz parte do meu trabalho esse sigilo. E mesmo que não fizesse, eu jamais trairia a sua confiança.
Parabéns mais uma vez. (ele a abraça)
(A) – Parabéns pelo que?
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CAPÍTULO 113
(Mt) – Tia, já ficaram prontos os resultados dos exames da Manu. Eu estava parabenizando a minha priminha pela saúde de ferro que ela tem. Os exames não apontaram nada. Nem dengue, nem anemia, nada, acredita?
(Mn) – Viu só Dona Amélia? Tanta preocupação para nada. E Matyas eu espero que agora eu receba alta, né? Não aguento mais ficar nesse quarto. (diz Manu brincando.)
(A) – Mas se os exames não deram nada o porque destas dores de cabeça, enjoos e principalmente essa febre altíssima que ela teve ontem?
(Mt) – Tia, a Manu está com stress.
E não é para menos, né? Essa situação toda é bem tensa. Continuo recomendando muito repouso, uma boa alimentação, e tentar manter a calma, ficar tranquila. Nesses casos o ideal é não se chatear, não se aborrecer.
(A) – Quero ver você convencer sua prima disso.
(M) – Convencer de que? De ficar aqui deitada, presa nesse quarto como se eu estivesse doente? Não mesmo.
Matyas eu guardei aqui nessa gaveta as cópias de todos os documentos que eu encontrei. Essa aqui, pode ficar com você.
(Mt) – Eu preciso analisar tudo com calma e mais tarde te dou uma resposta, pode ser? Provavelmente amanhã eu retorno para a capital para entrar com o processo.
(Mn) – Eu vou com você!
(A) – Nada disso, Manuela. Você não vai viajar...
(Mt) – Não precisa você ir. Eu te mantenho informada de tudo.
(Mn) – Já está decidido! Eu vou! Eu quero acompanhar tudo de perto. Cada passo. Saímos amanhã bem cedo.
(Mt) – Manu continua teimosa, né tia?
(A) – Sempre, essa aí não muda e nem mudará nunca.
(Mn) – Agora eu vou lá na Mercearia comprar algumas coisas para a viagem.
(Mt) – E adianta dizer que você não deve ir?
(A) – Deixa eu ir com você?
(Mn) – Não precisa mãe, eu estou bem! Vou com o Lilo, rapidinho, não demoro.
(Manuela sai.)
(A) – Matyas, fala a verdade para mim, está tudo bem com a Manuela?
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CAPÍTULO 114
(Mt) – Está sim tia! Olha aqui os resultados. Está tudo ótimo. Agora o que a Manu precisa é repousar bastante, mas pelo jeito vai ser difícil.
(A) – DIFÍCIL? Vai ser impossível.
(Ao chegar ao armazém Manuela é atendida por Nancy e quando está saindo ela passa por Solano e Estela de carro. Ele fica surpreso e para o carro imediatamente.)
(M) – Bom dia Nancy!
(N) – Bom dia Manu!
(M) – Nancy eu estou precisando dessas coisas aqui. (diz Manu, entregando a lista para ela)
(N) – Só um instante que eu já vou providenciar.
(M) – Obrigada! E você tem notícias dos pombinhos? Tem uns três dias que aquele meu irmão ingrato não me liga. (diz sorrindo)
(N) – A Jana também tinha uns dois dias que não me ligava, mas hoje bem cedinho ela telefonou. Disse que eles estão bem, que a viagem está maravilhosa e que acha que eles voltam daqui uma semana.
Aqui Manu, as suas compras.
(M) – Obrigada pelas notícias e pelas compras. Coloca na conta da fazenda, por favor.
(N) – Claro! Pode deixar, coloco sim. Tchau.
(M) – Tchau.
Vamos Lilo, voltar casa... mas o que você acha de antes fazermos um passeio,hein?
(S) – Ali não é a Manuela?
(E) – É sim. Ué, achei que ela estivesse doente, afinal você dormiu fora de casa para cuidar dela...
(S) – Exatamente. E o que essa guria faz aqui? Ainda mais cavalgando.
Manuela, Manuela!
(M) – Solano?
(S) – Guria o que você está fazendo aqui? Ainda mais montada em teu cavalo. Você não tinha que está de repouso?
(M) – Eu já estou me sentido bem e também não aguentava mais ficar presa naquele quarto. E não se preocupe, Matyas me deu alta. Alta forçada, mas deu.
Bom dia Estela. E o bebê como está?
(E) – Bom dia Manuela. Com a gente está tudo bem, obrigada por perguntar. O Solano me contou que você estava doente. Já está se sentindo melhor?
(M) – Obrigada pela preocupação, mas eu já estou bem melhor. Agora preciso ir, não quero estragar o passeio de vocês.
(S) – Não estamos fazendo nenhum passeio, nós vamos fazer as compras do mês lá para casa. Mas e o resultado dos teus exames já saiu?
(M) – Saiu sim, por isso Matyas me deu alta. Os exames não deram nada.
(S) – Quando terminar as compras vou até sua casa para saber se você chegou bem.
(M) – Não é necessário Solano, eu estou ótima.
(S) – Mas eu vou assim mesmo.
(M) – Ok. Faça como quiser. Preciso ir. Tchau Solano, Estela...
(E) – Tchau.
(S) – Até mais tarde.
(E) – Nossa! Como a Manuela é ingrata! Você ficou a noite inteira cuidando dela e agora ela te trata assim.
(S) – A Manuela não ingrata coisa nenhuma! E você sabe muito bem porque ela está assim. Vamos deixar de conversas... vamos fazer nossas compras... porque depois eu tenho muito o que fazer ainda.
(E) – Vamos.
(Ao chegar na fazenda, Manuela procura seu primo e pede para eles irem para a capital dali umas 2 horas.)
(Mn) – Matyas vamos hoje para a capital?
(Mt) – Manu, você precisa descansar.. e eu ainda preciso estudar esse caso mais detalhadamente.
(Mn) – Por favor... por favor... vamos... você estuda na capital, se quiser eu posso ir dirigindo, aí você analisa tudo no caminho.
(Mt) – Não, não precisa! Pode deixar que eu dirijo. Em seu estado não é aconselhado dirigir tantas horas seguidas e muito menos sair a cavalo igual você fez hoje, viu? Mas está bem, você venceu! É só o prazo de arrumar a minha mala e partimos.
(Mn) – Tudo bem, eu prometo que vou ter mais cuidado da próxima vez. Certo! Também estou indo arrumar as minhas.
(A) – Vocês não iam viajar só amanhã?
(Mn) – Acabamos de decidir. Vamos agora.
(A) – Manuela o que aconteceu nessa sua ida até a cidade, que resolveu antecipar essa viagem?
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CAPÍTULO 115
(M) – Nada mãe! Eu só quero resolver tudo isso de uma vez. Eu não aguento mais essa situação.
(A) – Mas você não prefere descansar? Pelo menos hoje?
(Mt) – Não se preocupe tia, eu vou cuidar bem da Manu e depois eu trago ela de volta sã e salva.
(A) – Está bem, se não tem outro jeito. Eu só posso desejar boa sorte para vocês.
(Manuela e Matyas arrumam suas malas e viajam para a capital.)
 Enquanto isso na estância...
(E) – Aspásia! Aspásia! Corre aqui, vem ajudar o Solano com as compras. Ele não me deixou carregar nada.
(S) – Mas é claro guria, você esqueceu que não pode carregar peso por causa do bebê.
(E) – Mas Solano...uma ou duas sacolinhas não iam fazer diferença.
(A) – Olha Estela é melhor não discutir, o Sol tem razão. Você tem que tomar todo cuidado com a saúde dessa criança.
Enquanto isso na fazenda...
(A) – Meninos assim que chegarem à capital me liguem, por favor.
(Mn) – Pode deixar mãe. Não se preocupe, eu estou me sentindo ótima, pelo menos de saúde, isso eu garanto.
(Mt) – Tia, pode confiar, eu cuido dela.
(A) – Está bem, vão com Deus.
(Mn) – Amém. Tchau mãe. Deixa um beijo para a Lurdinha.
Ah, ia me esquecendo, eu falei com a Nancy hoje na mercearia e ela disse que a Jana ligou dizendo que está tudo bem, que eles estão super felizes e que talvez voltem daqui uma semana.
(A) – Seu irmão viajando, não tem noção do que está acontecendo...
(M) – Deixa ele curtir a lua de mel dele em paz. Quando ele chegar a gente conta tudo para ele.
(A) – Você tem razão. E você, está se sentindo melhor de verdade?
(M) – Estou sim, pode acreditar. Olha para mim. Estou ótima.
(Mt) – Vamos Manu! Se não a gente só chega na capital amanhã...
(Mn) – Claro! Vamos sim!
Enquanto isso na estância...
(S) – Aspásia arrume tudo, por favor.  E você Estela, vá descansar. Essa ida a cidade pode ter te cansado.
(E) – Estou ótima Solano. Ei, gravidez não é doença.
(S) – Agora eu preciso sair. Volto mais tarde para o almoço.
(A) – Pode deixar Sol, eu arrumo tudo aqui e também vou ficar de olho na Estela.
(S) – Até.
(Solano sai da estância e vai direto para a fazenda)
(S) – Bom dia Dona Amélia.
(A) – Bom dia gaúcho!
(S) - Como está a Manuela?
(A) – Manu está bem, tão bem que acabou de viajar, acredita?
(S) – Viajou? Para onde?
(A) – Foi para a capital com o Matyas.
(S) – De novo? E com ele?
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CAPÍTULO 116
(A) – Calma Solano! Ela foi disposta a denunciar o Max. E o Matyas como advogado foi para ajudá-la.
(S) – Desculpe, eu acho que, melhor deixar para lá...
(A) – Está com ciúmes gaúcho?
(S) – Não, ciúmes não. Fiquei preocupado com ela só isso.
(A) – Você sabe que comigo pode confiar, eu acredito no amor de vocês de dois. E algo me diz que vocês ainda vão voltar..
(S) – Mas é estranho...
(A) – O que?
(S) – Eu encontrei a Manu hoje pela manhã na cidade e ela não me disse que ia viajar. Aliás ela estava muito estranha...
(A) – Nisso eu concordo. Achei a Manu muito agitada. Ela decidiu ir assim de uma hora para outra. Ela ia só amanhã e quando chegou da cidade chamou o primo dela para ir ainda hoje.
(S) – Será que ela não queria falar comigo?
(A) – Porque você está dizendo isso Solano?
(S) – Eu disse para ela que depois que terminasse as compras da estância com a Estela eu iria passar aqui para saber se ela tinha chegado bem. Se estava se sentindo bem.
Ela foi educada, mas ríspida comigo. Saiu galopando sem olhar para trás.
(A) – Então você acha que foi por isso que ela foi viajar? Solano não se sinta culpado. A Manuela ia viajar de qualquer jeito. Talvez o encontro com você e a Estela só anteciparam a decisão dela.
(S) – Bem eu vou indo. Qualquer notícia a senhora me avisa?
(A) – Claro! Pode deixar!
Horas depois...
(M) – Maria Amélia? Maria Amélia? Aonde você está?
(A) – Que gritaria é essa? Max? Você já voltou?
(M) – Como assim eu já voltei? Eu estive viajando por muitos dias, resolvendo problemas, e quando chego em casa sou recebido assim?
(A) – Com licença Max, eu tenho mais o que fazer.
4 dias depois...
(Mt) – Manu, já estou com tudo pronto. E você, está pronta para ir até a delegacia denunciar o seu pai?
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CAPÍTULO 117
(Mn) – Não tenho outra opção. Eu tenho que estar preparada. (Matyas e Manuela foram até a delegacia e contaram tudo o que sabiam para o delegado de plantão. Após os procedimentos legais os dois voltaram para o hotel. Manuela parecia inconsolável. Matyas tentava alcamá-la, sem êxito.) (Mt) – Manu? Você está bem? Está arrependida?
(Mn) – Estou, não se preocupe. Não estou arrependida. Era o certo a se fazer. Mas o que vai acontecer agora? Ele vai ser preso?
(Mt) – Se for condenado sim. Provavelmente ele irá responder o processo em liberdade. O tio Max tem residência fixa, é réu primário... se ele não fizer nenhuma besteira, como tentar fugir, por exemplo, ele tem grandes chances de responder esse processo em liberdade.
(Mn) – Ele vai ter chance de se defender então?
(Mt)  Claro! Eu vou tentar te explicar o procedimento, vai ser assim: no momento que a gente fez a denúncia o delegado tem 24 horas para enviar para o caso para o Ministério Público. Após isso o promotor decide se rejeita ou se acolhe a denúncia. Se ele rejeitar o caso será arquivado. Caso ele venha acolher, esta será encaminhada ao juiz para que sejam...
(Mn) – Matyas, desculpe, mas você pode me explicar isso depois? Não estou com cabeça para ouvir esses trâmites processuais. Eu estou cansada, com dor de cabeça. Acho que vou descansar, depois a gente conversa, pode ser?
(Mt) – Claro Manu. Eu que peço desculpas. É melhor você ir descansar mesmo. Você quer que eu te examine?
(Mn) – Obrigada. Não precisa não, mas pode deixar que qualquer coisa eu te ligo. Mais tarde a gente conversa, tá?
(Manuela vai para seu quarto e deitada em sua cama começa a chorar. Ela tenta se acalmar e lembra que em uma situação como essa só uma pessoa seria capaz de acalmá-la.)
(M) – Alô!? Solano?
(S) – Manuela? Só agora você se lembrou de me ligar? Há dias eu tento falar contigo e você não me atende... está se divertindo muito com seu priminho aí na capital? Confessa logo que essa história de denúncia é só uma desculpa para vocês ficarem juntos. Confessa!
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CAPÍTULO 118
(Após ouvir todas as acusações de Solano, Manuela respira fundo e diz)
(M) – Solano me desculpa, foi um erro ter ligado para você. Desculpe ter te incomodado. Vou desligar... (Manu fala entre soluços, tentando esconder o choro.)
(Solano percebe a tristeza em sua voz e se desculpa com ela por suas grosserias)
(S) – Manu espera, não desliga, por favor. O que está acontecendo contigo?
Você está chorando guria?
(M) – Chorando, eu? Imagina. Não estou, não.
(S) – Mas o que aconteceu? Me fala? Conta, pode confiar... me desculpe, eu não queria falar assim contigo, não sei o que me deu, acho que foi,... bem deixe isso para lá... mas me conta, conta aqui para o teu gaúcho o que está te afligindo, fala vai...
(M) – Solano eu liguei porque queria ouvir a sua voz... estou arrasada, destruída, me sentindo a pior pessoa do mundo...
(S) – Calma Manuela, você está me assustando. Quer que eu vá para a capital, ficar junto de ti?
(M) – Não precisa vir, eu volto para casa amanhã ou depois... tudo o que e tinha que fazer aqui, eu já fiz...
(Solano deduz que Manuela está falando de seu pai)
(S) – Calma meu amor! Calma. Não fique assim. Você fez o que achava ser o certo. E realmente é o certo, por mais doloroso que seja. Eu estou muito orgulhoso de você. Muito orgulhoso. Você é uma grande mulher, corajosa, guerreira, teimosa e linda. Não se sinta culpada por nada. Você não fez nada. A única coisa que você está fazendo é buscar a justiça. Siga em frente e não se esqueça, se você fraquejar, você vai ter sempre esse gaúcho aqui para te apoiar.
(M) – Ai Solano. Obrigada. Eu precisava escutar sua voz, seus conselhos, só você tem esse dom de me acalmar gaúcho. Só você. Se não for te atrapalhar eu posso te ligar assim que eu chegar para a gente conversar pessoalmente? Porque eu não vou ter estrutura para chegar em casa e dar de cara com ele lá.
(S) – E desde quando você tem que me pedir autorização para me ligar guria? Você pode ligar a hora que quiser, de manhã, de tarde, de madrugada, de noite, feriado, dia santo...
(Manuela solta um leve sorriso)
(M) – Ah gaúcho, só você, viu?
(S) – Pelo menos consegui tirar um sorriso seu. Isso já me alivia o coração. Vou ficar aqui esperando você me ligar, tá?
(M) – Tudo bem, eu ligo sim. Obrigada por me ouvir. Eu te amo gaúcho. Tchau.
(Manuela se declara para Solano e desliga o telefone antes que ele possa falar algo. Solano fica radiante.)
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CAPÍTULO 119
(Em seguida Manuela telefona para Matyas e diz que não está se sentido bem. Ele corre para ajudá-la.)
(Mt) – Manu o que você está sentindo?
(Mn) – A minha dor de cabeça aumentou, começou a dar umas pontadas. Um enjoo forte.
(Mt) – Eu vou verificar a sua pressão...
... Realmente a sua pressão está bastante alterada. O enjoo deve ser por causa da gravidez e também pela dor de cabeça.
(Mn) – Mas eu nunca tive problemas de pressão.
(Mt) – Você teve um dia muito tenso hoje, seu organismo está sensível, não se esqueça que você está gerando uma criança aí dentro. Precisa tomar certos cuidados. Por isso eu disse que era melhor você ter ficado em casa.
(Mn) – Matyas você acha que se eu ficar de repouso o dia todo, eu posso viajar amanhã?
(Mt) – Manu, só vou te afirmar isso depois que você fizer alguns exames.
(Mn) – Exames? Mais exames? Porque?
(Mt) – Para proteger a sua vida e a vida do seu filho. Esqueceu que seu pai voltou para casa? Eu não posso te levar. Você vai precisar ir dirigindo. Então por precaução é melhor tomarmos todos os cuidados, não acha? Se você quiser tento marcar uma ultra amanhã mesmo...
(Mn) – Claro! Você tem toda razão, como sempre. Pode marcar sim.
(Mt) – Mas eu quero que você descanse. Tome esse comprimido aqui, vai controlar sua pressão. Eu sei que é difícil, mas tenta esquecer tudo isso pelo menos por agora. E qualquer coisa me ligue. Estarei aqui no meu quarto, bem aqui do lado.
(Mn) – Muito obrigada primo. Se você não estivesse aqui comigo nestes momentos eu nem sei como seria.
(Mt) – Não precisa agradecer, aliás me agradeça descansando e ficando melhor logo.
(Mn) – Pode deixar doutor.
Enquanto isso na fazenda...
(M) – Amélia o Frederico ligou? E a Manuela onde está? Faz dias que eu não vejo ela.
(A) – Mas o que é isso? Maximiliano Martinez preocupado com alguém, que não seja ele mesmo? Você está doente Max?
(M) – Pare de falar asneiras Maria Amélia. Eu só quero saber notícias dos meus filhos.
(A) – O Fred ligou hoje cedo e disse que daqui uns dias ele já está de volta.
Já a Manu, eu ainda não falei com ela hoje.
(M) – E aonde que essa guria se meteu? Você não vai me dizer mesmo?
(A) – Quando ela chegar, se ela quiser, ela te diz. Com licença Max.
(M) – Mas Amélia...
Na estalagem...
(T) – Não?! Mas será que isso vai realmente acontecer? Não pode... não é possível... isso vai ser uma tragédia... (Terê tem a mesma visão que havia tido há dias atrás.)
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CAPÍTULO 120
(Mt) – Está tudo marcado e confirmado. Amanhã você faz todos os exames, e se estiver tudo bem, já pode voltar para casa.
(Mn) – Obrigada primo! Até amanhã.
(Fred chega de surpresa na fazenda.)
(F) – Cadê o pessoal dessa casa? Mãe? Manu? Lurdinha?
(A) – Frederico, meu filho. Você não me disse que só chegava daqui alguns dias? (diz Amélia enquanto abraça o filho.)
(F) – Credo mãe... que recepção é essa? Parece que você não ficou feliz em me ver! (diz ele brincando)
(A) – Que bobagem menino! Claro que eu fiquei feliz em te ver! Mas é que eu não te esperava hoje, não preparei nada.
(F) – Não se preocupe isso mãe...
(A) – Mas me conta, foi sua lua de mel? E a Janaína porque não veio com você?
(F) – Nós acabamos de chegar. A Jana foi correndo para casa ver o filho e a irmã. E eu vim aqui ver você e a Manu. Eu estava morrendo de saudades de vocês, por falar nela, cadê a Manu que até agora não desceu?
(A) – Fred eu preciso ter uma conversa muito séria com você.
(F) – Mãe aconteceu alguma coisa na minha ausência?
(A) – Tantas coisas meu filho, mas não podemos conversar aqui, seu pai está no escritório e pode nos escutar.
(F) – É tão grave assim? O que foi o seu Max aprontou desta vez? Foi com a Manuela? Cadê ela?
(A) – Acalme-se. Sua irmã está bem. Podemos ir até a operadora? Lá eu te conto tudo, tá?
(F) – Ok, vamos então. No caminho a gente vai conversando...
(Ao chegar na operadora Amélia conta tudo o que aconteceu.)
(A) – Fred, eu preciso que você fique bem calmo agora. A Manuela viajou com o primo de vocês...
(F) – Viajou? Que primo?
(A) – Eu vou chegar nesse assunto, mas primeiro me escuta, você tem que saber umas coisas antes...
A Manu não queria te contar nada para não estragar a sua lua de mel, mas enfim ela conseguiu as tais provas contra seu pai... no dia do seu casamento, quando ela chegou em casa, correu para o escritório e encontrou um pen drive, umas fotos, um monte de coisas...mas no dia seguinte que ela conseguiu descobrir a senha do pen drive...
Ela ficou transtornada, você pode imaginar né? A Manu tinha verdadeira adoração pelo Max,... (Amélia conta tudo o que aconteceu para Fred.)
(F) – O mundo desabando aqui e eu em lua de mel? Porque não me avisaram?
(A) – A gente não queria estragar o seu momento e da Janaína, compreende por favor?
O que você ia fazer? Interromper a sua viagem e vir para cá? Não seria justo
com vocês!
(F) – Eu entendo. E a Manu diante desta situação toda, a senhora falou com ela hoje?
(A) – Não, com ela não. Eu falei com o Matyas. Ele me disse que a denúncia já foi feita e agora só nos resta esperar...
(F) – E agora? O que vamos fazer?
(Amélia balança a cabeça demonstrando com este gesto que não sabe o que fazer.)
No dia seguinte...
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CAPÍTULO 121
(Matyas espera Manuela no saguão do hotel para leva-la para fazer os exames.)
(Mt) – Bom dia! Como você está? Se sente melhor?
(Mn) – Bom dia primo! Nossa dormi muito, quase perdi a hora da consulta.
(Mt) – Não faz mal, ainda temos bastante tempo e você precisava descansar.
(Mn) – Vamos? Estou tão ansiosa para ver meu filho pela primeira vez...
(Chegando ao hospital, eles são recebidos pela médica que irá atender Manuela)
(Médica) – Bom dia, eu sou a Drª Karen. E você deve ser a Manuela, acertei?
(Mn) – Bom dia Drª. Sou eu sim.
(Mt) – Bom dia!
(K) – Por aqui por favor, você pode entrar ali e se trocar para iniciarmos o exame. Certo?
(Mn) – Tudo bem.
(K) – Vocês são pais de primeira viagem?
(Mn) – Não doutora, ele é meu primo, o pai do meu filho não veio.
(K) – Perdoe-me pelo equívoco. Vamos começar então?
(algum tempo depois...)
(K) – Olha aqui o seu filho.
(Mn) – Como ele está doutora?
(K) – Pode ficar tranquila mamãe. A criança está muito bem. Ainda é muito cedo para sabermos mais detalhes, como o sexo do bebê, ouvir o coraçãozinho dele... isso só daqui alguns meses, tá? Mas o que você precisa saber é que seu filho está ótimo. Meus parabéns.(Manuela fica emocionada ao ver aquele pinguinho de gente se formando dentro dela.)
(Após concluir a consulta, Manuela recebe um DVD com as imagens da ultrassonografia. No caminho de volta ao hotel ela avisa Matyas que decidiu voltar para casa.)
(Mn) – Vou só passar no hotel pegar as minhas malas, fechar a conta e voltar para casa.
(Mt) – Não adianta eu tentar te impedir mesmo, eu só posso te desejar uma boa viagem...
(Mn) – Isso é verdade! (diz Manuela sorrindo)
Mas eu preciso ir para casa urgente. Preciso muito conversar com uma certa pessoa.
(Mt) – Desculpe me intrometer, mas essa conversa vai ser com o pai do seu filho?
(Mn) – Sim.
(Mt) – Pretende contar a verdade para ele?
(Mn) – Ainda não sei. Talvez, até porque se eu não contar, daqui alguns meses ele vai descobrir de qualquer jeito. Mas eu confesso que estou muito confusa.
(Mt) – Vai dar tudo certo, confie.
(Mn) – Obrigada.
(Eles chegam ao hotel, Manuela arruma suas malas, fecha a conta, se despede de Matyas, passa uma mensagem para Amélia e viaja)
(Horas depois...)
(Vítor, Solano e Frederico conversam na operadora...)
(F) – Eu chamei vocês aqui, porque eu precisava muito conversar sobre isso que está acontecendo. Eu não queria que fosse nem lá em casa, para não envolver a Jana nesta história, na fazenda também não por motivos óbvios, na estalagem é aquele entra e sai de gente..., bem, aqui é mais calmo, mais tranquilo.
(V) – Pode falar Fred. Aconteceu alguma coisa com a Amélia?
(S) – Ou foi com a Manuela?
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CAPÍTULO 122
(F) – Calma gente. Elas estão bem. Eu cheguei ontem a noite de viagem e minha mãe me contou sobre os crimes do seu Max, a denúncia que a Manuela já fez junto com o meu primo... eu chamei vocês aqui, porque eu queria a opinião de vocês, na verdade nem eu sei o que eu quero, neste momento a minha preocupação com a minha mãe e a minha irmã supera qualquer coisa...
(V) – Você acha que seu pai seria capaz de fazer mal a elas?
(S) – Eu espero qualquer coisa, desculpe Fred, mas eu concordo e partilho da mesma preocupação que você.
(F) – A minha mãe e a Manu lá sozinhas naquela casa. Eu as conheço. Elas não vão querer sair de lá. Fugir é uma palavra que essas duas desconhecem... e quando ele souber da denúncia, podemos nos preparar, porque meu pai vai atacar, e elas serão as primeiras a correrem perigo.
(Enquanto eles conversam o celular de Solano toca.)
(V) – Eu já entendi, nós precisamos está preparados para este possível ataque.
(F) – Exatamente Vítor!
(S) – Desculpem gente, mas essa ligação eu preciso atender, é a Manu.
(F) – Minha irmã? Claro gaúcho! Atenda logo!
Vítor, este tempo em que estive fora, eles reataram?
(V) Não sei. Tomara que sim!
(Solano atende a ligação)
(S) – Alô guria!
(M) – Solano, eu já cheguei. Estou aqui na nossa árvore te esperando. Não demora por favor
(S) – Claro estou indo para lá. Me espera. 
(M) – Tchau. Beijo.
(S) – Manu? Alô?
Gente, eu preciso ir. Ontem a Manu me ligou e disse que não estava bem, também não é para menos, com tudo isso, né?
A Manu chegou agora da capital e pediu para conversar. Eu vou lá, certo?
Vocês pensem em algo, depois me avisem.
(F) – Você e a Manu fizeram as pazes?
(S) – Fred ainda não, ma no que depender de mim, de hoje aquela guria não escapa.
(F) – Olha lá em gaúcho. Cuida bem da minha irmã. Mas vai lá boa sorte...
(V) – Boa sorte mesmo, você vai precisar.
(Os três se olham sério e depois caem na gargalhada)
(S) – Agora eu vou. Não vou deixar a guria me esperando o dia todo.
(Solano sai e Vítor e Frederico continuam conversando...)
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CAPÍTULO 123
(V) – Vamos torcer para esses dois se acertarem de vez.
(F) – Nesse momento vai ser muito importante o apoio do Solano para ela.
Vamos ver o que vai acontecer com esses dois.
(Solano chega ao lugar combinado e avista Manuela sentada ao lado da árvore.)
(S) – Manuela?
(Ao ver Solano, Manuela se levanta  e corre em sua direção. Eles se entreolham e depois se abraçam.)
(M) – Solano. Desculpe pedir para você vir até aqui.
(S) – Ei guria, nós não combinamos que sempre que você precisar, eu ia está pronto para te ajudar.
(M) – Eu sei, mas não é justo você largar tudo que está fazendo toda vez que eu te chamo. Ainda mais eu, que ultimamente venho te tratando super mal. E eu queria te pedir desculpas por este meu comportamento tão arredio...
(S) – Claro que eu perdoo Manu. Aliás, eu só vou te perdoar se você parar de fugir de mim...
(M) – Eu paro.
(S) – Não adianta nem dizer que não... (Solano não acredita no que está ouvindo, e pede para ela repetir...)
O que foi que você falou?
Repete. Por favor.
(M) – (Meio sem jeito, Manu diz...) Eu disse que eu vou parar de fugir de você. Que eu vou parar de te tratar mal, parar de te evitar, eu não tenho mais forças para fugir do que eu sinto, fugir desse amor que sufoca, que mata quando você não está por perto...
(S) – Manu?
(M) – Espera Solano, deixa eu falar por favor, eu preciso, eu necessito te dizer...
... (ela respira fundo e prossegue...) eu não consigo mais ficar longe de você, dos seus abraços, dos seus carinhos, dos seus beijos, cada vez que você se aproxima e eu te mando embora, um pouquinho de mim vai morrendo, eu nunca senti isso antes, parece que algo aqui dentro (ela coloca as mãos em seu coração) vai se fechando, fechando,..
(Manuela não consegue dizer mais nada, pois suas lágrimas e soluços não deixam. Eles se abraçam de novo por alguns instantes)
(S) – Não se preocupe com nada guria, eu estou aqui. Vou está sempre aqui.
(M) – Eu sei. Não vai embora nunca mais. Me promete que você vai ficar sempre aqui pertinho de mim?
(S) – Mas quem me afasta de você é você guria, você, só você...
(M) – Por isso eu disse que não vou mais fugir. Eu te amo Solano Rangel. Eu te amo demais e por isso quero viver ao teu lado e contigo enfrentar todos os obstáculos que surgirem...
(Solano se aproxima para beijá-la, mas ela não deixa.)
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CAPÍTULO 124
(S) – O que foi? Porque não deixou eu te beijar?
(M) – Eu tenho que te contar uma coisa antes. Eu preciso ser sincera contigo. Da mesma forma que você sempre foi comigo.
(S) – Manuela, Manuela... o que tu aprontastes desta vez, guria?
(M) – Você se lembra daquele dia que eu cheguei de viagem com o meu primo?
(S) – Claro. Como eu poderia me esquecer. Inclusive eu me lembro do que você disse.
Falou que estava confusa, que não sabia o que queria...
(M) – Isso mesmo...
(S) – Mas porque tocar neste assunto agora?
(M) – Porque naquele mesmo dia que eu falei para você que estava confusa, e eu realmente estava, aquela história do meu pai ter separado os meus primos Matyas e Ana de mim e do Fred tinha mexido muito comigo...
(S) – Eu sei, você me disse...
(M) – Então, mais tarde eu fui passear com o Matyas para a fazenda para ele reconhecer o lugar, ver as novidades, cavalgar igual como fazíamos quando éramos crianças...
(S) – Para! Eu não quero mais saber... eu já entendi aonde você quer chegar...
(M) – Deixa eu falar... é uma questão de lealdade contigo... apesar da gente não estar juntos naquele dia, mas eu te devo isso...nós paramos embaixo de uma árvore, mas eu te garanto que não foi nesta árvore, e eu tirei a prova, para saber se eu realmente gostava dele. Eu assumo a responsabilidade, fui eu que agarrei e beijei ele, o coitado ficou sem ação, ele não esperava que eu fizesse aquilo. Só depois que ele correspondeu o beijo, mas instantes depois nós percebemos que estávamos equivocados e resolvemos esquecer o que tinha acontecido...
Solano você está tão calmo... eu pensei que você fosse ficar furioso comigo... Solano?
(S) – Digamos que você me surpreende cada dia mais... eu estou admirado com a tua coragem em me dizer isso... não esperava que você me contasse do seu beijo com o teu primo.
(M) – Como assim?
(S) – Você e surpreende sempre...
(M) – Continuo não entendendo...
(S) – Eu confesso que quando eu vi eu fiquei muito...
(M) – O que?
Quando você viu?
Você viu?
Você estava me seguindo gaúcho?
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CAPÍTULO 125
(S) – Ei, calma... calma guria... (diz Solano sorrindo)
(M) – Como você me pede calma?
(S) – Deixa explicar! Me escuta!
(M) – Diz...
(S) – Eu não estava te seguindo, pode acreditar, foi coincidência, e assim que eu vi vocês dois juntos eu sai. Eu não ia aguentar ver você com outro e não fazer nada. Mas, mesmo de longe eu vi que a iniciativa do beijo tinha sido sua. Eu não podia fazer nada. Só podia fazer o que eu fiz. Ir embora. Furioso, mas ir embora. E deixar você ser feliz com outro. Porque ao meu lado você não conseguia. A única coisa que eu fiz, foi te fazer sofrer...
(M) – Ei gaúcho, para com isso. Claro que eu sofri com a história do seu filho, depois com aquele beijo mal explicado, enfim... mas por outro lado, você já me fez muito feliz, e tenho a certeza que nós ainda vamos ser muito feliz...
... isso se você me perdoar, né?
(S) – Eu não preciso te perdoar. Nós estávamos separados. Vem aqui minha manézinha.
(M) – Ah, para de me chamar assim, Solano. (diz Manuela toda manhosa)
Como eu fiz esse meu gaúcho sofrer... eu te amo, eu te amo...
(S) – Eu também te amo muito. E tive muito medo de te perder... mas a minha raiva acabou quando eu te vi tão indefesa, ardendo de tanta febre, chamando meu nome e inconscientemente me pedido perdão...
(M) – Eu fiz isso? Não me lembro... Matyas me disse que aquela febre foi emocional...
(S) – Pediu, e eu te perdoei na hora e fiquei cuidando de você junto com sua mãe, mas o sono acabou me vencendo.
(M) – Agora eu posso confessar, eu adorei te ver ali do meu lado, cuidando de mim...
(S) – Isso tem um nome... carência...vem aqui vem guria, eu acabo com ela agorinha.
(M) – Eh gaúcho... não fala assim...
(Solano e Manuela se beijam com todo o amor que eles sentem um pelo outro, um beijo cheio de saudade, de amor, de desejo... )
(Depois de vários beijos e carinhos, eles começam a conversar sobre a ida de Manuela para a capital e sobre a denúncia que ela fez contra o pai.)
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CAPÍTULO 126
(Manuela e Solano conversam embaixo da árvore. Neste instante Manuela tenta sondar Solano para saber se é o melhor momento para dizer que os dois também terão um filho juntos)
(M) – Eu ainda não acredito que estamos juntos de novo, amor. Parece um sonho.
(S) – Um sonho não meu amor. Essa é a nossa realidade daqui para frente.
(M) – Solano... e o seu filho? (ela pergunta enigmática)
(S) – Apesar de todos os riscos, a gravidez da Estela está bem tranquila.
(M) – E como vai ser depois que ele nascer?
(S) – Eu não vou te enganar guria. Eu ainda não pensei nisso.
(M) – Você teria coragem de ter outros filhos?
(S) – Outros filhos? Não!
Você sabe que eu sempre quis ser pai, mas não nestas condições. Ainda mais com a Estela, não foi planejado, simplesmente aconteceu. E com essa maldição rondando a minha família; colocando em risco a vida de todos os homens, eu não seria irresponsável de novo, ao ponto de colocar a vida de outro inocente em risco.
(Manuela tentando esconder sua decepção ao ouvir as palavras de Solano, pede para eles mudarem de assunto)
(M) – Aham, eu imaginei isso mesmo. Mas vamos mudar de assunto...
(S) – Sim e sobre o que você quer conversar?
(M) – Está chegando a hora de voltar para casa. Eu não sei qual vai ser a minha reação quando eu ver ele, eu não sei.
(S) – Você é forte guria, você vai conseguir! Mas antes de ir, me fala como foi lá capital...
(M) – Olha, se não fosse o apoio do Matyas esses dias todos eu nem sei se eu teria forças e coragem para fazer essa denúncia, viu?
(S) – Sei, e vocês ficaram sempre juntos, andando para cima e para baixo, almoçando, lanchando, jantando, quem sabe até...
(M) – Pode parar por aí gaúcho! Se não quiser que eu nunca mais olhe na sua cara, nunca mais repita isso. Você já duvidou uma vez de mim, outra vez, eu não perdoo.
(S) – Manuela? Calma! Você está muito nervosa. Estás se sentindo bem?
(M) – Eu? Claro que sim! É que eu não suporto que duvidem, que desconfiem de mim, eu já sofri muito com desconfianças e com mal entendidos. Agora chega! Não quero mais... e para que não reste nenhuma nuvem de desconfiança na sua cabeça eu vou te contar tudo o que aconteceu.
(S) – Manu, não precisa eu confio em você.
(M) – Precisa sim! É verdade que eu viajei com o meu primo, nos hospedamos no mesmo hotel, fizemos as nossas refeições juntos, mas foi só isso.
(S) – Eu acredito.
(M) – Ah, espera tem mais um detalhe... ele me acompanhou até a delegacia para fazermos a denúncia, (Manuela sem perceber acaba falando demais), e ele foi até meu quarto para me examinar quando eu liguei e por fim foi comigo ao hospital.
(S) – Examinou você? Hospital?
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CAPÍTULO 127
(M) – O que foi Solano?
(S) – Você acabou de dizer que seu primo te examinou. Você passou mal de novo?
Foi ao hospital?
(Na operadora Amélia liga para falar com Fred e ele lhe avisa que Manuela chegou e que Vítor está com ele)
(A) – Alô, Fred como você está?
(F) – Mãe estou bem. E a Manu já chegou em casa?
(A) – Não! Porque?
(F) – Se a Manu ainda não chegou em casa isso é um bom sinal
(A) – Porque você está dizendo isso?
(F) – Sabe para quem a mané ligou assim que chegou aqui na cidade?
(A) – Não sei, foi para você?
(F) – Para mim? Que nada! Ligou para o Solano.
(A) – Para o Solano?
(F) – E se ela não chegou em casa ainda, já sabe né?
(A) – Você acha que eles fizeram as pazes?
(F) – Provavelmente. Pelo sumiço dele e dela, tudo indica que sim. Mas em se tratando deles, tudo é possível.
(A) – Vamos torcer para dar tudo certo entre eles. Agora eu preciso desligar.
(F) – Tá mãe, mais tarde eu passo aí para ver vocês.
(V) – Espera, espera, deixa eu falar com ela.
(F) – Mãe, espera só um pouco, tem uma pessoa desesperada para falar com a senhora
(V) – Amélia? Meu amor está tudo bem?
(A) – Vítor, está tudo bem sim. Mas eu preciso desligar antes do Max chegar.
(V) – Até quando vai ser assim? Eu preciso te ver...
(A) – Eu não sei, tenha só mais um pouco de paciência, por favor, eu também quero te ver, estou morrendo de saudades de você, mas hoje não vai dar.
(V) – Tudo bem Amélia. Eu entendo. Te amo, não esquece, tá?
(A) – Nunca. Nunca vou esquecer. Também te amo. Beijo.
(V) – Beijos para você também.
Obrigada Fred. Se não fosse essa ligação agora, eu nem sei como eu iria fazer para falar com a Amélia.
(F) – Não precisa agradecer. Vocês sabem que eu apoio essa relação de vocês, e podem contar comigo para o que precisarem.
(V) – Eu sei. Mas agora eu preciso ir. Tenho que arrumar umas coisas lá na estalagem. Qualquer novidade me avisa, por favor.
(F) – Pode deixar, aviso sim.
(Depois de falar sem querer que seu primo a examinou de novo e a levou ao hospital, Solano quer saber o porque disso.)
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CAPÍTULO 128
(S) – Responde, Manuela.
(M) – Eu tive uma queda de pressão e uma dor de cabeça, nada demais... não queria falar nada para não te preocupar. O Matyas insistiu e me convenceu a fazer alguns exames. Só isso. Satisfeito?
(S) – Não! E os resultados?
(M) – Já saíram. Só uma leve anemia, nada demais, tanto que ele nem me receitou nenhum remédio, só uma boa alimentação resolve. Ah, Matyas disse que eu estou com uma grande carga de stress. Pronto, estou estressada. É isso.
(S) – Mas pode deixar que agora quem vai cuidar de você sou eu.
Eu posso não ser nenhum médico formado, mas eu tenho o remédio exato que vai te curar de qualquer stress ou de qualquer outra doença.
(M) – Isso tudo são ciúmes do Matyas, meu gaúcho?
(S) – Ciúmes? Não, ciúmes não... isso é só cuidado e zelo com a minha prenda.
(M) – Aham, sei... (dia Manu sorrindo) e eu posso saber que remédio é esse capaz de me livrar de qualquer doença?
(S) – O meu amor por você. Não existe remédio melhor e mais eficaz no mundo que o amor. Cura o corpo, a alma e o coração.
(M) – Nossaaaa... que lindo Solano... aonde você aprendeu essas coisas gaúcho?
(S) – Andei estudando por aí...brincadeira... mais isso é verdade, só o amor cura, só o amor salva, e eu tenho fé que o teu amor vai me salvar.
(Manuela se emociona com as palavras de Solano)
Ei Manu, não fica assim. Eu nunca mais quero ver nenhuma lágrima neste rostinho lindo...nenhuma, ouviu?
(M) – Acontece que estas lágrimas aqui são de felicidade. De alegria por estar de novo ao teu lado. E nós vamos enfrentar tudo juntos. Tudo.
(Eles se beijam e depois se despedem)
Agora eu preciso ir...
(S) – Ah não, fica mais um pouco.
(M) – Você tem noção de quanto tempo a gente está aqui?
(S) – Não, eu só sei que quando estamos juntos o tempo passa e a gente nem percebe.
(M) – Deixa ir, deixa...
(S) – Com uma condição.
(M) – Qual?
(S) – Que você me dê mais um monte de beijos.
(M) – Condição aceita.
(Após vários beijos e juras de amor, eles se despedem de novo.)
(S) – Eu também vou para casa agora. Vou aproveitar e conversar com a Estela sobre nós, vou contar para a minha avó, para a Aspásia, para o mundo inteiro saber que eu te amo.
(M) – Vocês estão juntos de novo?
(S) – Não. Não estamos.
(M) – Eu já vi essa história antes e não gostei nenhum pouco do final... faz um favor para mim?
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CAPÍTULO 129
(S) – Todos que você quiser.
(M) – Quando você for conversar com a Estela mantenha uma certa distância, só para evitar um provável beijo roubado, furtado ou qualquer coisa do tipo, tá?
(S) – Hummm, e 1 Km de distância está bom pra ti?
(M) – Que tal 2 Km?
(S) – Depois eu que sou o ciumento, né?
(M) – Ciumenta, eu? Que nada! Eu só não quero nenhuma branca, mulata ou índia, cercando o meu gaúcho, só isso.
(S) – Pode deixar que o teu gaúcho aqui, vai se comportar direitinho.
(M) – Assim espero... obrigada...
(S) – Obrigada? Pelo que?
(M) – Por me fazer esquecer pelo menos por alguns instantes toda essa tristeza que está no meu coração.
(Solano abraça Manuela)
(S) – Qualquer coisa me liga?
(M) – Ligo.
(Eles se beijam, se despedem mais uma vez e cada um vai para a sua casa)
( No caminho para a fazenda, Manuela conversa sozinha dentro do carro. “Você não tinha nada que ter feito perguntinhas, tinha que ter ido direto ao ponto. Solano, eu estou grávida....ou.... Solano nós também vamos ter um filho....mas não, você quis ficar enrolando...E agora, Manuela? O Solano não quer mais saber de ter filhos, o que você vai fazer? Vai contar? Ou não vai contar?” )
(Enquanto isso Solano chega em casa, procura por Estela e diz que precisa conversar com ela. Ele a leva até seu quarto e começa dizendo...)
(S) – Estela senta aqui, nós precisamos ter uma conversa séria.
(E) – A última vez que você me chamou para uma conversa séria, foi quando tinha reatado com a Manuela e veio me contar, cheio de cuidados para não me machucar.
(S) – Calma Estela.
(E) – Foi isso, não foi Solano?
(S) – Estela eu quero que você entenda que eu e a Manuela nos amamos e que nada que ela ou que eu faça para ficarmos separados, nada vai conseguir acabar com esse amor...
(E) – Eu sei. Já percebi. E você quer que eu vá embora para não atrapalhar o amor de vocês?
(S) – Estela, óbvio que não. Nós não vamos criar essa criança juntos como uma casal. Nós vamos cria-la juntos como amigos. Você sabe disso...
(E) – É que as vezes...
(S) – Eu sei que eu já te dei esperanças algumas vezes e...
(E) - ...e nada Solano Rangel! Toda vez a que a Manuela estala os dedos você larga o mundo inteiro para correr atrás dela... para fazer as vontades dela...
(S) – Se você quer  levar a conversa para esse lado é melhor pararmos por aqui, pois não é bom para o guri você ficar nervosa.
(E) – Eu não estou nervosa, Solano. Eu sei que você volta...eu sei...
(S) – Que eu volto para você? Por favor Estela, não tenha mais nenhuma esperança em relação a nós como casal, por favor, para o bem de todos, não tenha.
(E) – Eu sei que daqui alguns dias a Manuela vai arrumar um motivo para brigar contigo... e você já sabe quem vai está aqui de braços abertos te esperando, não sabe?
(Estela sai e deixa Solano pensativo em seu quarto)
(Manuela chega à fazenda e é recebida por Amélia)
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CAPÍTULO 130
(A) – Filha como você demorou! Já faz tanto tempo que você chegou!
(M) – Como a senhora sabe que faz muito tempo que eu cheguei?
(A) – Eu falei com o Fred e ele me contou.
(M) – Mas eu também não liguei para ele...
(A) – O Solano estava na Operadora quando você ligou. Ele contou para o seu irmão.
E por essa demora... me conta vocês fizeram as pazes? Vocês finalmente conseguiram se entender?
(M) – Mãe, ele está aí?
(A) – Quem? O Max?
(M) – É!
(A) – Não! Ele saiu!
(M) – Ainda bem! Não queria encontrar ele agora.
 (A) – Mais cedo ou mais tarde vocês vão ter que se encontrar!
(M) – Que seja mais tarde, então!
Vamos comigo até meu quarto que eu te conto tudo.
(Amélia e Manuela sobem as escadas...)
(Enquanto isso na estância... Dona Mariquita passa pelo corredor e vê a porta meio aberta, resolve entrar e ao encontrar o neto pensativo pergunta se está tudo bem.)
(M) – Guri? Solano? Solano Rangel?
(S) – Oi vó! Desculpe não vi a senhora entrar.
(M) – Eu reparei... o que está acontecendo contigo?
(S) – Tantas coisas “mia abuelita” que a senhora nem imagina...
(M) – Se eu não posso nem imaginar, então me conta...
(S) – É que eu estava com a Manuela agora pouco e ela me fez umas perguntas estranhas.
(M) – Tu estavas com a guria?
(S) – Enfim a Manuela entendeu que o nosso destino é ficar juntos para sempre. Eu do lado dela. E ela do meu lado.
(M) – Então quer dizer que vocês voltaram de novo? (ela pergunta um pouco preocupada)
(S) – Porque o espanto vó, eu achei que a senhora ia ficar feliz.
(M) – Eu estou feliz por vocês. Mas e a Estela? Como você vai fazer com ela e o teu filho?
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CAPÍTULO 131
(S) – Depois que o guri nascer eu não sei ainda, mas até ele nascer a Estela não arreda o pé daqui da estância.
(M) – E tu achas que a Manuela vai aceitar essa situação, até quando?
(S) – Eu não sei. Eu não sei o que eu vou fazer, mas tenho de 6 a 7 meses para decidir.
(M) – Mas que conversa estranha você teve com a Manuela que te deixou assim?
(S) – Ela começou me perguntando como estava o meu filho, o que eu ia fazer depois que ele nascesse.
(M) – Solano, o que tem de estranho nisso? Eu mesma acabei de te fazer essa pergunta.
(S) – Até aqui nada. Mas a outra pergunta me deixou encabulado.
(M) – O que ela te perguntou?
(S) – Se eu teria coragem de ter outros filhos, foi isso que ela me perguntou.
(M) – O que foi que tu respondeste?
(S) – Que não. Por causa dessa maldição eu não seria irresponsável o suficiente para colocar a vida de outro inocente em risco. Que eu não tinha planejado esse filho com a Estela, apenas aconteceu fazer o que?  Mas a senhora precisava ver a carinha que ela ficou quando eu disse isso. A Manuela tentou disfarçar, mas eu conheço cada expressão daquela guria, de alegria, de tristeza ou até mesmo de decepção. Eu senti isso. Que ela ficou decepcionada, mas não queria que eu percebesse e por isso até pediu para a gente mudar de assunto.
(M) – Mas Solano é natural que ela fique assim. Afinal como você acha que ela se sente sabendo que a Estela vai te dar um filho e ela nunca vai poder fazer isso? Nesse ponto a Estela vai está sempre na frente, porque um filho, vocês dois juntos ou não, vai uni-los para sempre...
(S) – Você acha que Manuela ainda se importa com essa história de não poder ter filhos comigo? A gente já tinha decidido sobre isso, que depois que a gente casasse, nós íamos adotar quantos guris ela quisesse...
(M) – Você não pode esquecer que o sonho de toda mulher é ser mãe, e com a Manuela não é diferente. Eu sei que vocês combinaram em adotar. Mas isso foi antes da Estela aparecer com um filho teu na barriga, não foi?
(S) – Será que a Manuela se sente em desvantagem por não poder ter um filho meu?
(M) – Se for por isso. Com certeza. Ou então...
... é melhor deixar para lá. Esquece guri.
(S) – Não vó continue, por favor, continue...
(M) – Você não pensou na hipótese de ter um filho com a Manuela?
(S) – Antes sim, mas agora eu sei que é impossível...
(M) – Impossível? Você tem certeza que não tem nenhuma chance dessa guria também estar grávida de ti?
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CAPÍTULO 132
(M) – Você tem 100% de certeza que isso é impossível?
(S) – Claro vó, a gente sempre se cuidou...
Espera...
(M) – O que foi?
(S) – Aconteceu uma vez, só uma vez...no campo, lá na nossa árvore...
(M) – Uma vez, e você sabe que pode acontecer isso!
(S) – Eu sei... Mas como assim vó? Que loucura é essa? A Manu grávida? Não,  se ela estivesse mesmo grávida, ela já teria me contado.
(M) – Loucura por quê? Então porque tu achas que a Manuela ficou decepcionada? Pelo simples fato de não poder ter um filho teu? Ou porque você disse que não queria ter mais filhos? Ou por está esperando um filho teu e neste exato momento ficar sabendo que você não quer mais ter filhos?
(S) – Não faz sentido, se a Manu estivesse mesmo grávida, ela me contaria. Talvez antes não porque a gente não conseguia se entender, mas agora que nós fizemos as pazes, que motivo ela teria para esconder?
(M) – O que tu disseste para a guria já é um belo motivo, não acha?
(S) – Seja como for eu vou tirar essa história a limpo.
(Solano pega o celular e passa uma mensagem para Manuela)
Na fazenda...
(A) – E então não vai me contar como foi lá na capital? Como foi aqui com o Solano...quero saber de tudo filha, conta...
(M) – Eu conto agora mãe, não contei antes  por que eu precisava tomar um belo banho para tirar essa poeira de estrada...
(A) – Poeira de estrada? Sei...
(M) – É! (Ela diz sorrindo) Mas agora o assunto é sério... eu e o Matyas fizemos a denúncia...
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CAPÍTULO 133
(Manuela escuta um sinal de mensagem chegando e pega o seu celular)
É do Solano... “Preciso falar contigo. Te encontro às 16h na nossa árvore.bj” Ai, esse gaúcho me tira do eixo..
Ué, mas tem outra mensagem aqui.. e é do Matyas, pedindo para eu ligar com urgência para ele...
(A) – Liga Manu! O  que será que aconteceu?
(Mn) – Eu vou ligar sim! Ou melhor, já estou ligando.
Alô! Matyas? Tudo bem?
Aconteceu alguma coisa?
(Mt) – Manu, tem algum tempo que eu saí da delegacia... você está sentada?
(Mn) – Não! Não estou... fala logo por favor...
(Mt) – Então senta se não você vai cair.
(Mn) – Pronto! Já sentei, agora me diz o que aconteceu, por favor.
(Mt) – O Ministério Público aceitou a denúncia contra o seu pai, dentre uns 2 ou 3 dias ele vai ser chamado para vir a capital prestar esclarecimentos.
(Mn) – Nossa! Mas já!? Foi rápido!
(Mt) – Manu eu sei que você está triste, mas agora não tem mais como voltar atrás.
(Mn) – Eu sei Matyas... e apesar de está doendo muito, eu não me arrependo...
(Mt) – Força viu? Eu estou contigo nesta batalha!
(Mn) – Eu sei, obrigada por tudo ,viu?
(Mt) - Mas me diz, fez boa viagem? Está se sentindo bem?
(Mn) – Eu fiz uma boa viagem, sim, obrigada por se preocupar..
(Mt) – Manu agora eu preciso resolver um processo de outro cliente que surgiu aqui, depois a gente se fala, tá?
(Mn) – Claro! Mais uma vez muito obrigada, até mais, beijo.
(A) – Manuela o que foi que seu primo disse?
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CAPÍTULO 134
(M) – Que a denúncia que a gente fez foi aceita e que em dois ou três dias ele vai ser chamado para ir até a capital prestar esclarecimentos das acusações.
(A) – Manu e como você está se sentindo?
(M) – Estou dividida mãe... feliz porque sei que estou fazendo  coisa certa; triste porque é a liberdade do pai que está em jogo;  radiante por que reatei com o Solano, insegura por causa da Estela.... ai mãe, será que vai chegar o dia em que eu vou ser completamente feliz?
(A) – Claro que vai minha filha! Claro! Você é muito jovem, tem muito o que viver ainda. Você e o Solano vão aprender a vencer juntos todas as barreiras que aparecerem.
Eu fico tão feliz por vocês estarem juntos de novo. Vocês se amam, e também fico bem mais tranquila ao saber que você vai ter o apoio do Solano para enfrentar essa situação toda que está por vir.
Depois eu vou conversar com o Matyas para saber como eu faço para dar entrada nos papeis do meu divórcio.
(M) – Isso Dona Amélia, seja feliz. Seja muito feliz. Você e o Vítor merecem ser muito felizes, vocês já passaram por poucas e boas...
(A) – É Manuela, eu acho que a vida está dando uma segunda chance para a gente ser feliz no amor filha.
(M) – E nós vamos agarrar essa chance com unhas e dentes...
(Elas se abraçam...)
Ah, já ia me esquecendo....
(A) – O que?
(M) – De responder a mensagem do meu gaúcho.
“Estarei te esperando lá meu amor, bj.”
(A) – Estava sentindo falta de ver esse sorriso lindo no seu rosto, é tão bom te feliz, apaixonada outra vez filha... é tão bom, eu fico até emocionada de ver como a minha menininha cresceu, se tornou uma mulher forte, decidida e eu nem percebi.
(M) – Mãe não fala assim, olha só, eu também já estou chorando, olha só...
(As duas sorriem e se abraçam)
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CAPÍTULO 135
(M) – Mãe, agora eu vou descansar um pouco, para ir encontrar meu gaúcho mais tarde.
(A) – Você não vai comer nada?
(M) – Eu lanchei na estrada.
(A) – Você não quer nada Manu?
(M) – Hummm...pensando bem eu quero sim...
(A) – É só me dizer que peço para a Lurdinha preparar em um instante
(M) – Mas o que eu quero a Lurdinha não pode me dar...
(A) – Não?
(M) – Eu quero colo de mãe... vem aqui vem mãe... faz um cafuné aqui na sua filhinha, faz?
(A) – Claro! Faço sim... mas que carência toda essa Manuela?
(M) – Não sei, só sei que o Solano veio com a mesma história de carência...
Mãe, o Fred chegou, né? A senhora falou que ele ligou e que estava na Operadora com o Solano, mas eu ando tão desligada que eu nem me toquei.
Eu vou ligar para ele.
(A) – Liga sim! Diz que eu mandei um beijo.
(M) – Aonde a senhora vai?
(A) – Vou ali na cozinha para falar com a Lurdinha.
(M) – Não mãe, fica... senta aqui, vem...
(F) – Alô?!
(M) – Fred, como você está maninho?
(F) – Oras, até que enfim a donzela desaparecida resolveu aparecer..
(M) – Engraçadinho... Me conta está tudo bem com você, com a Jana? E a viagem?
(F) – Quando eu sair da Operadora eu passo aí e a gente conversa melhor, que tal?
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CAPÍTULO 136
(M) – Eu tenho uma ideia melhor, mais tarde eu vou encontrar com o Solano, aí depois eu vou na sua casa, e aproveito para fazer uma visita ao mais novo casal deste Araguaia.
(F) – E pelo que eu estou ouvindo eu e a Janaína não somos mais o único casal apaixonado deste Araguaia...
(M) – Fred a gente conversa mais tarde, até porque eu tenho um assunto sério para tratar com você.
(F) – É sobre o nosso pai? Sobre a denúncia que você fez?
(A) – A mamãe te contou?
(F) – Contou. E se é para falar sobre isso eu prefiro que a gente converse aqui na operadora, pode ser? Não quero envolver a Janaína nessa história. Eu preciso conversar com ela sobre tudo isso primeiro.
(M) – Então faz assim depois das 16h eu passo aí, pode ser? Porque eu fiquei de encontrar o Solano as 16h.
(F) – Pode, mas será que eu vou ter que marcar horário na sua agenda para a gente conseguir se ver?
(M) – Não bobo... eu passo aí sim...
(F) – Eu sei, estou brincando. Manuela eu fiquei muito feliz de saber que você e o Solano estão juntos de novo. Muito mesmo viu maninha? Eu quero que vocês sejam muito felizes, igual ou até mais que eu e a Jana.
(M) – Obrigada Fred. Eu passo aí, depois das 16h, combinado?
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CAPÍTULO 137
(F) – Pensando bem, para não atrapalhar seu encontro romântico com o gaúcho, você pode vir depois das 17h, vou te dar um desconto só hoje, viu maninha?
(M) – Nossa como meu irmãozinho está bonzinho hoje... Ah, Fred ia me esquecendo, a mamãe está aqui e te mandou um beijo.
(F) – Manda outro para ela. E pode vir depois das 17h, porque aí eu dispenso o pessoal mais cedo e a gente conversa mais tranquilamente, tá?
(M) – Combinadíssimo! Até mais tarde! Beijo.
(F) – Até mais tarde. Beijo.
(M) – Mãe o Fred mandou outro beijo para você.
(A) – Obrigada.
Vocês não sabem como eu estou feliz de ver os meus dois filhos felizes, tanto no amor, como na vida profissional... vocês são o meu orgulho... vocês são a minha vida...
(M) – Se eu e o Fred somos tudo o que somos é graças a senhora, que sempre esteve ao nosso lado.
(A) – Mas vocês colaboraram, sempre foram filhos maravilhosos, um pouco rebeldes, é verdade, mas filhos maravilhosos.
Vem, vem descansar aqui no colinho da mamãe, vem?
(Manuela e Amélia conversam até que o sono vence Manu e ela acaba adormecendo. Logo em seguida Amélia sai sem fazer barulho e ao voltar encontra Manuela dormindo ainda.)
Horas depois...
Solano liga para Manuela, mas Amélia atende.
(A) – Filha acorda.... Manu...
(M) – Humm
(A) – Acorda filha! Já são 18h!
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CAPÍTULO 138

(A) – Filhaaa... Manu já são 18h, acorda meu bem... você não ia sair?
(M) – O que? 18h? Nossa perdi a hora, eu tinha que falar com o Solano e depois com o Fred, como eu fui perder a hora assim?
(A) – Calma Manuela são 15h30min ainda (diz Amélia sorrindo)
(M) – Que susto mãe! Achei que tivesse perdido a hora.
Porque você fez isso?
(A) – Pode acreditar, essa foi a única forma que eu encontrei para te acordar..
Você estava muito cansada da viagem, quase que não acorda!
(M) – Ai mãe, obrigada, agora deixa eu me arrumar, se não eu me atraso.
(Manuela pula da cama e corre em direção ao banheiro para tomar banho. Solano liga para Manuela e Amélia atende.)
(A) – Manu, o seu celular está tocando.
(M) – Atende para mim mãe, por favor. (Ela grita do banheiro)
(A) –É o Solano!
(M) – Diz que eu estou me arrumando e daqui a pouco eu saio de casa.
(A) Alô!
(S) – Alô? Dona Amélia?
(A) – Oi Solano sou eu.. tudo bem?
(S) – Tudo, a Manu está por aí?
(A) – Está sim! Está terminando de se arrumar para ir te ver.
(S) – Que bom que eu ainda encontrei ela em casa. Avisa por favor que eu vou me atrasar um pouco, surgiu um imprevisto na plantação e eu vou precisar ir até lá.
(A) – Pode deixar, eu aviso ela sim. Ah, eu estou muito feliz por vocês terem reatado. A Manuela está radiante Solano! Fazia muito tempo que eu não via aquele brilho nos olhos da minha filha.
(S) – Eu também estou muito feliz Dona Amélia. A Manu para mim é o ar que eu respiro, é a minha vida, ela é tudo o que eu preciso para ser verdadeiramente feliz.
(A) – Ela vai precisar tanto do seu apoio nesse momento. A Manu até conversa comigo, mas se abrir de verdade e dizer o que está sentindo, tenho certeza que só com você... ela não vai desabafar nem comigo e nem com Frederico.
(S) – A senhora pode ter a certeza de que eu vou está do lado dela em todos os momentos, sempre... dos dias mais felizes aos mais tristes também...
(A) – Obrigada gaúcho, por fazer a minha filha tão feliz e também por ter tanta paciência com ela. Eu sei que a Manu não é fácil... (eles sorriem..)
(S) – E é isso que me encanta nela. Esse jeito Manuela dela de ser!
(A) – Mais uma vez, obrigada.
(S) – Não precisa me agradecer por nada, é ela quem me faz feliz Dona Amélia! Até...
(A) – Até gaúcho.
(M) – Mãe, o que foi que o Solano queria?
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CAPÍTULO 139
(A) – Além de dizer que te ama e fazer a declaração mais linda que eu já ouvi ele te deixou um recado.
(M) – Ah éh! Ele se declarou? (ela pergunta toda derretida)
(A) – Manuela se isso não for uma declaração de amor, eu não sei o que é.
(M) – Ai, ai, esse gaúcho. (Manuela diz em meio a suspiros)
As vezes eu penso em tudo o que o Solano diz para mim, aí depois eu penso em tudo o que ele faz... as vezes ele contradiz as suas palavras de suas atitudes.
(A) – Manu, o que você está querendo insinuar com isso?
(M) – Mãe, eu não sei, estou tão insegura....com medo...
(A) – Mas Manuela você estava radiante porque tinha reatado com o Solano. Eu acabei de falar com ele e tudo parecia tão bem... o que foi que aconteceu minha filha?
(M) – Mãe, o Solano é um gaúcho lindo, educado, encantador, ele disse que ia me encantar e ele conseguiu. Às vezes eu paro para pensar “Será que ele fala isso para todas?” Sabe aquele amigo dele?
(A) – Aquele que estava conversando contigo na festa do casamento de seu irmão?
(M) – É. Ele me disse que ele e o Solano se encontravam nos rodeios, e que sempre quando o Solano ia embora deixava uma mulher com o coração partido. Ele tinha o hábito de encantar as filhas dos grandes fazendeiros da região e depois ia embora.
(A) – Manuela? E você acreditou nisso?
(M) – Que motivos o Rudy teria para mentir para mim?
(A) – Te jogar contra o Solano para tentar te conquistar? Seria uma boa opção, não acha?
(M) – Mãe ele nem sabia que eu tinha sido noiva do Solano antes... até porque quando eu falei ele ficou super sem graça.
(A) – Manuela me responde com toda a sinceridade que existe dentro do teu coração...
VOCÊ VAI ACREDITAR NO HOMEM QUE VOCÊ AMA ou EM UM HOMEM QUE VOCÊ VIU DUAS OU TRÊS VEZES?
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CAPÍTULO 140
(M) – Então a senhora acha que pode ter inventado esta história?
(A) – Só uma pessoa pode te responder isso!
(M) – Eu sou uma boba, não sou?
(A) – Filha todas as pessoas que amam ficam inseguras, se sentem até meio bobas, é normal.
(M) – A senhora acha que eu devo tirar essa história a limpo? Ou esquecer?
(A) – Manuela eu acho.... eu acho que você deve ouvir o teu coração, e não acreditar em qualquer coisa que te dizem por aí.
Me responde sinceramente... você acha que o Solano seria capaz de fazer isso?
Conhecendo ele do jeito que você conhece, você acredita?
(M) – Não. Não faz o estilo do Solano fazer essas coisas... talvez quando fosse mais jovem, mas mesmo assim eu não acredito...
(A) – Está vendo, você tem todas as respostas aqui (Amélia coloca o dedo em direção ao coração de Manuela) não precisa ficar nesta insegurança, o Solano ama você, não importa se ele vai ou não ter um filho com a Estela, ou com outra mulher...
(M) – Mãe, como não vou me importar dele ter um filho com outra?
Uma coisa que eu não posso, a outra pode?
(A) – Manuela, você tem que se lembrar que quando isso aconteceu, vocês estavam separados.
(M) – Mesmo assim mãe! Não é justo!
(A) – Me responde uma coisa... aonde está esse tal de Rudy?
(M) – Não sei, acho que já foi embora. Nunca mais falei com ele.
(A) – Está vendo só?
(M) – O que?
(A) – Quem tentou conquistar uma bela jovem filha de fazendeiro e foi embora...
Você não caiu na conversa dele porque ama o Solano. Mas se fosse outra, o estrago poderia ter sido enorme.
(M) – Mãe, a senhora esqueceu? Ele salvou a minha vida.
Isso pode ser tudo um mal entendido.
(A) – Quem te garante que ele não te salvou, já com segundas, terceiras intenções?
(M) – Não sei! Sei lá... estou me sentindo tão mal com essas desconfianças, com esses medos, com essa insegurança toda...eu nunca fui assim
(A) – Isso você só está sentindo porque ama o Solano e tem medo de perdê-lo.
E eu vou te dizer duas coisas:
Primeiro: Pare de inventar desculpas e tentar achar motivos para terminar com o Solano; você tem medo de amar e sofrer, eu sei disso, mas chegou a hora de enfrentar todos os teus medos Manuela Martinez!
E segundo: Homem nenhum suporta uma mulher dando chiliques e tendo ataques de ciúmes a todo o momento. O ciúme na medida certa, serve para apimentar um relacionamento, porque é normal, quem ama tem ciúmes da pessoa amada, mas o ciúme em excesso destrói um relacionamento.
(Amélia fala com a voz firme e um pouco alterada)
(M) – Mãe?! A senhora nunca falou comigo assim...
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CAPÍTULO 141
(A) – Chega um tempo minha filha, que a gente precisa aprender a ouvir umas verdades, por mais que machuquem, a verdade é sempre a melhor saída.
(M) – Obrigada mãe!
(A) – Agora vamos parar de conversas, que tem um gaúcho te esperando cheio de amor para dar, em uma certa árvore.
(M) – Obrigada Dona Amélia! O que seria de mim sem a senhora!? Obrigada por abrir os meus olhos e o meu coração. Talvez se nós não tivéssemos tido essa conversa, agora eu já teria feito a pior
besteira da minha vida, teria terminado com o homem que eu amo. Teria terminado com o amor da minha vida.
(A) – Manu? Você não vai me perguntar qual era o recado do Solano, não?
(M) – Agora mesmo! O que meu gaúcho te disse?
(A ) – Ele disse que surgiu um imprevisto na plantação e que vai se atrasar um pouco para o encontro de vocês.
(M) – Pelo menos eu vou ter tempo de me arrumar com calma. Se bem que já nem tenho mais tanto tempo assim. Eu acho que mesmo com ele se atrasando, eu vou superar o atraso dele.
Obrigada mãe! (Amélia e Manuela se abraçam...)
(A) – Ah, e não esquecer de ter tempo de comer alguma coisa também, desde que você chegou não colocou nada no estômago.
(M) – Está bem Dona Amélia, eu vou comer alguma coisa antes de sair.
(A) – Eu vou lá embaixo providenciar seu lanche, enquanto você termina de se arrumar.
(M) – Tá, eu desço já!
(Depois de se arrumar e comer o lanche preparado por Lurdinha e sua mãe, Manuela sai apressada.)
(Mesmo se atrasando para o encontro, Solano consegue chegar primeiro que Manuela. Ele está sério pois desconfia de que ela esteja grávida e escondeu isso dele.Tanto que quando Solano vê Manuela se aproximar dele, ele nem espera ela descer do cavalo e pergunta...)
(S) – Manuela é verdade que você está grávida? (pergunta Solano com uma voz brava.) (Manuela quase cai do cavalo após ouvir a pergunta de Solano) 
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AVISO: A 1ª Fase está chegando ao fim.
Na sequência teremos a 2ª Fase.
A PARTIR DE AGORA SIGA OS NOVOS CAPÍTULOS AQUI: http://pryaraguaia.blogspot.com.br/p/emocoes-finais-1fase.html 

2 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkkk Manu com Dengue!!! Gostei dos capítulos, não demore para colocar novos capítulos hein... beijos

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  2. amiga amei os novos capitulos,,quero logo ver o fim,,anciosa e com muittttas saudades amiga,,bjssss

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